terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

1º de fevereiro, Dia do Publicitário

Hoje, 1º e fevereiro, é dia do Publicitário. Publicitário é o profissional de publicidade, que nada mais é do que a atividade profissional voltada a difusão pública de idéias, sejam elas associadas a empresas, produtos ou serviços.

Independente da vertente publicitária em que trabalhe, o publicitário é o profissional que tem como principal matéria prima a criatividade. Criatividade que se transforma em peças que nos atraem pelas mais variadas emoções que nos despertam. Emocionante, hilário, sensual, chocante, a publicidade é formada por pessoas diferentes que pensam diferente. São os artistas da criação.

Eu, como acadêmica de publicidade, desejo a mim e a todos os meus colegas de profissão um excelente dia do publicitário e um ano cheio de criatividade a todos nós.

E pra encerrar essa pocket homenagem, deixo aqui o meu filme publicitário favorito. Criado W/Brasil em 1998, vencedor do Gran Prix do Clio Awards de 2000.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Cinema, pirataria, recorde e pipoca. Combinação perfeita?

Eu e muita gente adora cinema, quem não se encanta com as histórias, os efeitos especiais, as trilhas sonoras ou a beleza do mocinho do filme? Pois é, independente do seu gênero favorito o cinema tem muitas boas, e as vezes nem tão boas, histórias a nos oferecer.

Apesar dos malefícios econômicos para a indústria cinematográfica que deixa de receber os direitos autorais referentes às obras lançadas, a pirataria foi talvez a grande responsável pelo acesso em massa às obras cinematográficas no Brasil. Num país onde a maior parte da população ainda é carente de recursos, apesar da ascensão das classes C e D nos últimos anos, o valor dos ingressos em grande parte das salas de exibição ainda é o fator predominante para que a pirataria se estabeleça como forma majoritária de acesso aos lançamentos do cinema.

Podemos citar como exemplo o Cine Veneza, que durante anos manteve o monopólio cinematográfico em Porto Velho e foi "derrubado" pela pirataria que se instalou na Capital. Anos depois somou-se a esse quadro a chegada do Cine Araújo que obrigou o Veneza a melhorar sua estrutura, baixar os preços e unir-se ao Cine Rio, como forma única de sobrevivência a ambos.

Durante anos, acompanhamos o declínio do cinema nacional e a hegemonia de filmes internacionais nas salas de exibição pelo país. Apesar da retomada da produção nacional, que nos últimos anos vem lançando grandes sucessos de bilheteria e crítica, vide Central do Brasil, Cidade de Deus, Carandiru, Se eu fosse você 1 e 2, Tropa de Elite 1 e 2 e mais recentemente De pernas pro ar, as produções tupiniquins ainda competem com um número bem maior de filmes estrangeiros que no fim acabam levando a melhor.

Apesar de ainda não competir em pé de igualdade com os filmes estrangeiros, o cinema nacional vem batendo recordes de público. De acordo com o portal especializado Filme B, o público para filmes nacionais teve aumento de 60% em comparação a 2009, pulando para 25,5 milhões de espectadores, o maior da retomada. A bilheteria alcançou expansão ainda maior: 71%, total de R$ 225 milhões.

Três longas produzidos no país entraram no Top 10 do ano – o recordista "Tropa de Elite 2" na primeira posição com público de 11,01 milhões de espectadores, "Nosso Lar" com 4,05 milhões e "Chico Xavier" com 3,41 milhões. Com isso, a participação do cinema nacional no mercado foi de 19%, o segundo melhor índice da década, ficando atrás somente de 2003 (22%). A explosão de salas com tecnologia 3D está relacionada a esse desempenho e a expansão só não foi maior pela falta de equipamentos disponíveis no mercado.

O cinema nacional vem caminhando a passos largos para quem sabe um dia, tornar-se maioridade nas produções exibidas nas salas pelo país. Mas enquanto isso não acontece, aproveitemos as produções nacionais e internacionais em cartaz.


Fontes: IG Total de 2010 confirma recorde para cinema brasileiro http://bit.ly/hbETU2
UFMA Queda no público do cinema nacional http://bit.ly/g2s8Zm

Consultoria: Marcos Souza Gomes

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Mau atendimento: Parte 375.879.213

Tarde no Shopping com a Sister. Primeira loja que entramos foi a C&A. Entre araras e roupas, vimos uma cena no mínimo estranha: A gerente da loja discutindo com um funcionário o chamando de mentiroso no meio das clientes que andavam pelas araras.
Ela, como gerente, não teve a menor cerimônia em discutir com o funcionário no meio da loja. Ela, como gerente, deveria zelar para que tais coisas não acontecessem. Eu e minha irmã ficamos olhando a situação e fomos embora e a discussão continuou rolando.

Continuamos nossa caminhada pelo Shopping em direção a Americanas, minha irmã achou uma coisa que procurava e perguntou a uma atendente se tinha mais caixas e ela muito preocupada com o bem estar da cliente respondeu:
- Se você não encontrar outra, é porque não tem mais.
Minha irmã retrucou dizendo que a atendente estava muito preocupada com a satisfação dos clientes.
Compramos o que queríamos e fomos ao caixa. Por um milagre divino não tinha fila, mas em compensação o atendente era mais lento que uma tartaruguinha com cãimbra.

Entramos em quase todas as lojas de confecção do Shopping e na maioria delas, caminhamos, mexemos nas coisas e nossa presença nem foi percebida. Entramos e saímos e ninguém veio nos atender.

Comemos um lanche horrível no IceCafé e fomos embora.

Eu me pergunto como ainda entro nessas lojas. Aliás, como qualquer pessoa se submete aos maus atendimentos dessas lojas. É inaceitável que os lojistas( que eu nem me dou ao trabalho de chamar de empresários) não tenham visão alguma, que continuem parados no tempo, pois ainda não entenderam que um bom atendimento é fundamental. E pior ainda é ver que nós clientes, também não temos auto estima, pois continuamos nos submetendo a esse tipo de desrespeito.

Alguém precisa dizer pra esses "vendedores" que eles não são obrigados a trabalhar ou que pelo menos poderiam disfarçar a cara de cu ao atender um cliente. Se não quer ganhar dinheiro, fique em casa e poupe aos clientes situações constrangedoras e irritantes.

Me pergunto, QUANDO OS LOJISTAS PASSARÃO A SER EMPRESÁRIOS VISIONÁRIOS? Porque enquanto não aprenderem, nós clientes ou devemos criar saco pra suportar tanto desrespeito ou criar vergonha na cara e não voltar mais nessas lojas.

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Feliz coração novo!

Mais um fim de ano, mais um ano novo chegando e mais uma vez fazemos promessas, desejamos coisas para o ano que se inicia.

Quem já não fez promessas de ano novo e não cumpriu? Quem jurou iniciar uma dieta e não iniciou? Quem prometeu começar uma poupança e não conseguiu? Quem prometeu parar de fumar ou beber e simplesmente esqueceu a promessa? Mas por que será que nunca cumprimos essas coisas?

Sempre passamos a noite do dia 31 de roupa nova, roupas de cores específicas desejando obter amor, paz ou dinheiro. Passamos a noite do ano novo fazendo rituais velhos. O Ano Novo vem, mas continuamos com o coração velho. Entramos o novo ano com os mesmos desejos, os mesmos sonhos inacabados, os mesmos sofrimentos, o mesmo desejo de fazer tudo diferente.

"O objetivo de um ano novo não é que nós deveríamos ter um ano novo. É que nós deveríamos ter uma alma nova." (Gilbert Keith Chesterton), por isso a meia noite deste dia 31 não pule ondas, coma uvas ou faça qualquer ritual repetido. A meia noite desta virada, renasça. Apague seus sofrimentos, crie novos desejos, tenha novos sonhos, inicie o novo ano como uma nova pessoa.

Não faça promessas repetidas que certamente não irá cumprir, viva sem promessas, viva intensamente o que a vida lhe oferecer. Realize os sonhos que tem guardado, faça o que desejar sem falsas promessas.

Por fim, mude mais do que apenas o corte de cabelo ou a roupa para a virada. Mude o que tem dentro de você, só assim, todos os seus desejos de Ano Novo se realizarão.



Feliz Ano Novo, Feliz coração novo a todos os leitores do Simultaneidade.
Nos encontramos em 1011.

sábado, 25 de dezembro de 2010

Um ano de blog

Boa tarde pessoal!

Hoje, 25 de dezembro, o blog Simultaneidade está comemorando um ano de existência na blogosfera.

Um ano de discussão sobre cultura, literatura, música, internet e observações pessoais também.

Um ano recebendo suas contribuições através dos comments e das críticas de todos os que pacientemente leem este pequeno blog.

Eu, como manentedora deste blog, gostaria de agradecer a todos que estiveram comigo durante esse ano, lendo os textos que aqui foram publicados, dedicando um pouco do seu tempo para este meu hobby.

Espero que as coisas aqui escritas tenham contribuido de alguma forma para cada um de vocês. Mais uma vez agradeço a presença de vocês neste meu espaço e espero continuar contribuindo nesse próximo ano.

Feliz Natal a todos!

Nos encontramos por aqui.
Bjos

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Feliiiiiiiiz Nataaaaaaaaaaaal!

24 de dezembro, quase três meses sem postar uma vírgula no blog. Vontade não faltou, em muitos momentos me cobrei o desleixo, mas foram três meses bastante atribulados que me tiraram a inspiração pra escrever.

Como amanhã o Simultaneidade comemora um aninho, resolvi voltar hoje pra desejar Feliz Natal pra todos os leitores e amigos deste bloguinho.

Tentei escrever uma mensagem, mas preferi buscar uma bonita e decente pra vocês. Lá vai:

Natal:
sentimento que,
enchendo o abismo do universo,
cabe com seu esplendor,
No olhar de uma criança,
no cálice de uma flor,
Esse Jesus imortal, único, bom e clemente,
de quem sou o mais humilde crente.

Mártir que fez com seu olhar sublime,
o luar do perdão para a noite do crime,
abriu com a luz da bem-aventurança,

Jesus...

Deus menino homem que está,
Como um farol da glória,
No cume da montanha escavada da história,
contemplando o infinito,
iluminando a terra.

Essa luz que a flor da alma humana encerra,
É de quem sofre,
é de quem geme,
é de quem chora,
É de todos que vão pela existência afora,
Tristes (santo, herói, escravo ou proscrito),
os pés calcando o lodo...
os olhos voltados para o infinito.

O Natal está nos olhos das crianças,
em suas mãozinhas delicadas,
que revelam sempre novas surpresas.
O Natal está em suas faces alegres e
em tudo o que dizem.

"Senhor, que neste Natal, milhares e milhares
de pessoas possam encontrar-se com Jesus,
a razão do Natal, a vida verdadeira,
assumindo com ele um compromisso de vida.
Que as festas e os presentes não nublem
as mentes, mas que todos possam
se deixar levar por essa "Canção de Amor":

Jesus!

"Porque o nosso Deus é misericordioso
e bondoso. Ele fará brilhar sobre nós
a sua luz e do céu iluminará todos os que
vivem na escuridão da sombra da morte,
para guiar os nossos passos no caminho da paz".

Desejo que você tenha um Natal cheio de luz e paz junto ao menino Jesus.

E um Ano Novo repleto de saúde e realizações.

Feliz Natal!!!

terça-feira, 28 de setembro de 2010

O rock brasileiro precisa morrer

Adorei esse texto do Vladimir Cunha. Li quando estava de férias e senti muita vontade de reproduzí-lo aqui, então fica a dica de uma ótima leitura. Leia o texto a seguir. E siga Vladimir no @vcunha).

Tecnicamente, o rock é um negócio limitado pra caralho. E, justamente por conta disso, ele sempre foi movido por sua capacidade de gerar possibilidades, sejam elas de fuga ou de autoafirmação. O poder mobilizador do rock não está em uma resposta consciente a uma determinada construção simbólica.
A música não arrebata ou emociona pelo seu aspecto formal e sim pelas possibilidades de criação que permite ao ouvinte. Nos últimos 50 anos, o que o rock pôde oferecer nesse sentido sempre foi mais interessante do que aquilo que ofereceu como expressão artística.
É o que explica a sua necessidade de reinvenção e conflito consigo mesmo, na qual está metido desde que, dos anos 60 em diante, gerações de músicos floresceram negando umas às outras, conflitando símbolos e pontos de vista, oferecendo aos ouvintes um ciclo contínuo de morte e renascimento.
Foi preciso que a invasão britânica fornecesse um novo ponto de vista ao rock’n’roll para que, a partir dela, todos os subestilos do rock se desenvolvessem na segunda metade dos anos 60.
E quando os códigos e paradigmas dessa mesma geração se transformaram na pretensão vazia e elitista do rock progressivo – que fornecia escapismo, mas não diversão e catarse -, surge o punk rock, pronto para criar um novo horizonte de possibilidades para os jovens sem futuro de todo o mundo.
Quando não se tem isso, trata-se apenas de música pop no seu pior sentido, um produto da indústria do entretenimento com propósito e vida útil bastante definidos.
Agora imagine que você é um garoto de 12 anos, ainda meio confuso com os pentelhos crescendo, as espinhas na cara e o súbito interesse por meninas da rua, curando com muita punheta e site de mulher pelada o fato de que todas elas o acham um Zé Mané.
Você não é mais criança, mas também não é adulto e precisa encontrar uma trilha sonora decente para esse período de turbulência. Você sintoniza uma “rádio rock” qualquer, liga a TV e ai vem a pergunta: que possibilidades de criação, revolta e catarse oferece a você o rock brasileiro dos anos 00?
Provavelmente nenhuma. Essa foi a única resposta que passou pela minha cabeça enquanto via a banda Cine lançar o clipe de Garota Radical, seu primeiro single, uma overdose de cores cítricas e penteados mirabolantes na qual os músicos são apresentados como se fossem caixas de sabão em pó.
A produção profissional e higiênica ocupa tanto espaço que não existe aqui nenhuma brecha para a criação de um novo olhar. Mas, espertamente, e por ser um produto voltado para adolescentes do sexo feminino, a imaginação foi deliberadamente substituída pela fantasia, seja ela sexual ou afetiva.
É assim que se apresenta o rock brasileiro nos anos 2000: como um veículo de satisfação imediata, que por ser baseado em regras de mercado, e não em imaginação e força criativa, não possibilita o estabelecimento de um novo paradigma ou de uma nova percepção.
NXZero, Fresno, CPM 22, Leela, Capital Inicial, Cachorro Grande… todos esses grupos apresentam-se apenas como produtos da indústria cultural e como uma caricatura de transgressão e não como proponentes de novas possibilidades de criação.

Quando o mundo é uma merda

Junho de 2008. No estúdio VIP do Mosh, um megacomplexo de estúdios de gravação na Barra Funda, em São Paulo, Marcelo Nova reclama da nova geração do rock brasileiro enquanto Marcão e Paciência – que, junto comigo, vieram gravar um depoimento do músico sobre o disco Viva!, do Camisa de Vênus, para o último episódio de 2008 do Discoteca MTV – arrumam a luz e posicionam as câmeras.
“O problema, cara”, grita Marcelo, agitado, “é que o adolescente PRECISA gritar que o mundo é uma merda porque quando você é adolescente o mundo É UMA MERDA. Mas quem quer gritar hoje em dia que o mundo é uma merda? NINGUÉM, PORRA!”
O homem não para quieto. Enquanto fala, se mexe de um lado para o outro, dando um trabalho da porra para Marcão, cada vez mais agoniado na impossibilidade de acertar a luz e a marcação das câmeras. E então dá um pulo da cadeira quando me ouve falar a palavra “emo”.
“Aí não… emo é foda. Esse negócio de emo me torra a porra do saco. Pega essas bandinhas aí… tudo com aquele cabelinho, aquele… aquele sebo no cabelo, aquela seborreia…”, diz ele de pé, gesticulando sem parar, eu dando risada, sem coragem de pôr ordem no recinto, “Levei um chifre’, ‘ai meu cu’, ‘ai não sei o quê’… porra, isso não é rock, meu filho. Isso é uma porra de SERTANEJO DISFARÇADO. PUTAQUEOPARIU!”.
Ele sabe do que está falando. Afinal, teve o ímpeto de gritar que o mundo era uma merda. E de me fazer, aos 12 anos, em 1986, criar um novo paradigma pessoal a partir das músicas que gravou com o Camisa de Vênus, aquele rock sombrio e barulhento com letras sobre estupro e morte; sobre yuppies em crise de identidade; capaz de misturar em uma mesma música marxismo, Jesus Cristo, Freud e pós-punk.
Foi por meio do Camisa de Vênus que comecei a negar o pop brasileiro dos anos 80 e me interessar pelo movimento punk – na falta de um rótulo melhor a imprensa brasileira da época associou Marcelo e companhia a bandas como The Clash e Sex Pistols. E foi o punk que me levou à new wave, ao skate, ao pós-punk, ao thrash metal e ao hardcore.
É por isso que não canso de me perguntar qual é a do rock brasileiro nos anos 2000. Acomodado nos já não tão confortáveis braços da indústria da música, cada vez mais combalida pela pirataria, ele se apresenta apenas como um acessório estético de revolta controlada, que não avança em suas proposições justamente por se conformar aos jogos de poder e mercado.
Como o pop supostamente sensível do Capital Inicial, dos anos 80, mas renascido nos anos 2000 e cada vez mais semelhante a um livro de autoajuda para adolescentes em crise, e a fantasia “sex, drugs & rock’n’roll” do Cachorro Grande, milimetricamente sujos e descuidados, como se os Rolling Stones tivessem surgido repentinamente do provador de um brechó da Benedito Calixto direto para um editorial do curso de moda da Fundação Álvares Penteado.
Ou mesmo a suposta dureza de CPM 22, Fresno e NXZero, com suas tatuagens e visual estilizado, que se confrontam com o vazio do discurso e a ausência de imaginação, abraçando como única razão de sua existência a trilha sonora de uma adolescência conformada.
Hora de voltar ao clipe do Cine. Um pop de videogame em cores berrantes como um vídeo de aeróbica da Jane Fonda. O que a banda oferece é saturação sensorial e fantasias afetivas vagas, porém em quantidade suficiente para estimular as primeiras explosões hormonais de meninas recém-saídas da infância.
É uma história de amor com começo, meio e fim, envolvendo o vocalista aloirado e a Garota Radical que empresta seu nome à música. Um telão espalha abstrações pelo cenário e a banda dá uns pulinhos como um enxame de clones de Mario Bros. E quando sobe o aviso de game over, o impacto é tão profundo quanto o de um comercial de pasta de dentes.

O fim da História

Pra mim, o rock brasileiro acabou em 1991, quando Paralamas do Sucesso e Titãs lançaram os seus piores discos até então, respectivamente Os Grãos e Tudo Ao Mesmo Tempo Agora. Logo depois, o Nirvana dominou o mundo.
Em comparação com o trio de Seattle, QUALQUER rock feito no Brasil soava anacrônico, mofado e desprovido de sentido (Sepultura corria por fora e é uma outra história). O Capital Inicial e a infame Mickey Mouse em Moscou só nós deram mais certeza de que, naquele momento, era necessário virar as costas para o país.

Foram precisos três anos, duas bandas de Pernambuco, quatro moleques de Brasília e um bando de maconheiros do Rio de Janeiro para que fosse possível confirmar a viabilidade de uma música pop genuinamente brasileira.
O mangue bit, os Raimundos e o Planet Hemp mudaram tudo ao cruzar gêneros, desafiar convenções de mercado e estabelecer um novo padrão de composição, que fugia do rock, se aproximava do rap e tinha como referência as contradições das grandes cidades brasileiras.
Suicidal Tendencies e forró, hip-hop e a malandragem da Lapa, skate e maracatu. Ídolos pop de uma linhagem suburbana, a continuação pós-moderna do imigrante que enxerga a metrópole a partir de uma perspectiva muito particular. Cabelo carapinha, pele escura e dreadlocks em choque com o arianismo gélido e encapotado do rock dos anos 80.
Mas a onda que quebraria com toda a força em 1994 recuou e se diluiu, ainda que seus respingos estejam por aí. E o ciclo de destruição pop se repete quando a música jovem feita hoje no Brasil, pelo menos a que se impõe no mainstream, surge da negação da década passada ao abraçar o rock tradicional da mesma maneira que a geração dos anos 80.
O som é californiano e o padrão estético a ser perseguido não está na periferia das cidades brasileiras e sim nos subúrbios norte-americanos; sejam eles reais, idealizados ou mesmo replicados de maneira pobre nos condomínios de São Paulo e da Barra da Tijuca.

A saída pode estar na nova eletrônica brasileira do Montage, dos tecnobregas de Belém do Pará, do Bonde do Rolê ou até mesmo na nova MPB feita pela vanguarda paulistana, liderada por Curumin, Céu, Lucas Santana e Fernando Catatau. Mas, mesmos estes, parecem pequenos e segmentados demais para fazer algum barulho fora do gueto chique da Vila Madalena.

Enquanto isso, o rock brasileiro – ou o pop, caso seja preciso usar um termo mais amplo – continua devendo uma nova possibilidade de criação e uma nova construção de significados. Só assim será possível dar vazão à vontade adolescente de gritar que o mundo é uma merda.

Vladimir Cunha é jornalista e assina o blog Tudo Joia

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Lar, amargo, lar...

Ja ouvi falar várias vezes que as coisas se inverteram: que os cidadãos de bem se trancam com medo dos bandidos a solta. E muitos desses bandidos possuem boas vestes e cara de cordeiro, soltando o lobo aprisionado no momento oportuno.

Vivemos num mundo onde não sabemos em quem confiar, muitas vezes aqueles que nos parecem dignos de confiança nos traem da maneira mais vil. Mães, pais, familiares espancando, roubando, matando e violentando aqueles que lhes deram amor e confiança.

Minha avó sempre dizia que devemos cativar os vizinhos, pois eles se tornam nossa segunda família e no caso de um incidente serão os primeiros a ajudar. Mas o que fazer quanto o vizinho em questão é o lobo em pele de cordeiro e não sabe conviver em sociedade?

Esse tipo de conflito é comum em condomínios e edifícios, onde o espaço individual é ínfimo comparado ao espaço coletivo. E a maioria das pessoas quer transformar o coletivo em individual e acaba invadindo o direito do outro. Isso causa uma dor de cabeça ao síndico e aos condomínos. Isso gerou o quadro do Fantástico: "Chame o síndico!"

Agora como agir se não se trata de um condomínio e sim de uma residência, onde o espaço de cada um é delimitado por muros e mesmo assim há interferência alheia?
Se não há síndico pra mediar o conflito? E se não há lei para aquele que incomoda?

Quando você se muda pra uma residência nova, seja ela em condomínio ou não, há muitos sonhos e desejos pra esta realização. Infelizmente alguns deles acabam se tornando pesadelo. No começo tem aquela receptividade (muitas vezes hipócrita), depois vem a convivência e a descoberta de cada um.

Aquele vizinho prestativo do início se torna o mau humorado que arruma briga por tudo, a vizinha gentil se torna a fofoqueira que controla cada passo alheio e o filho do vizinho metido a engraçadinho se torna um problema infernal.

Todo mundo tem defeitos, isso nos torna humanos, entretanto é dever de cada um saber que o defeito que é inofensivo pro dono pode ser ofensivo pro outro. Todo mundo gosta de música, entretanto o seu vizinho pode não gostar do mesmo estilo musical que você, então não é obrigado a passar o dia inteiro sendo torturado pelo mal gosto alheio.

Todas as famílias brigam, porém isso não deve se tornar um espetáculo teatral no meio da rua. Os vizinhos não são obrigados a aturar a baixaria de quem não tem classe.

Crianças são fofas, desde que não resolvam brincar às 07h da manhã de um domingo e resolvam testar suas cordas vocais.

E por aí vai, você que lê agora deve ter se identificado com pelo menos uma situação dessas. Pois é, todo mundo passa por isso.

Mas e quando você não pode fazer nada? Quando tem as mãos atadas?

Muita gente conhece o filme "Meu vizinho mafioso", eu praticamente vivo esse filme. Meu vizinho, um cidadão "honesto" e pai de familia, empresário que com muito "esforço" vem expandindo suas pizzarias não passa de um chefe de quadrilha de roubo que alicia menores para furtos e usa as pizzarias pra lavar dinheiro e fazer fachada.

Um cara que já fez muitas famílias chorarem seja por ter seus pertences - conquistados com esforço - roubados ou por ter seus filhos aliciados pro crime. Alguém que se acha o dono do mundo e que gosta de subjugar as pessoas, que não sabe conviver com as regras e muito menos respeitar o próximo.

Imagine o inferno que é viver próximo a alguém assim. Vizinho mau humorado, fofoqueiro ou criança berrando é fichinha perto disso.

Já pensou em pedir licença pra entrar na sua casa? Eu não só pensei como faço isso constantemente, minha casa vira estacionamento dos clientes da pizzaria quase todas as noites. Clientes que ainda se irritam por eu pedir pra entrar na MINHA casa, por eu pedir pra tirar o carro da MINHA garagem. Absurdo, não?

Sabe o que eu posso fazer? NADA. Pois a polícia alega não ter o que fazer e a Semtram ainda não tem efetivo noturno, só me resta implorar pra entrar na minha casa.
Som alto o dia todo, barracos a qualquer hora, uma moto barulhenta sendo acelerada de propósito em frente ao portão nos horários mais inoportunos, indiretas, ameaças veladas, tudo isso tem que ser suportado pela vizinhança que está de mãos atadas.

Afinal, quem se arrisca a mexer com bandido? Acho que ninguém, afinal todos zelamos por nossas vidas e de nossos parentes.

De saco cheio todo mundo está, mas infelizmente, num país onde tudo vira bosta, uma pessoa como essa que já foi condenada e presa várias vezes consegue nas brechas da lei um refúgio pra virar um "cidadão de bem" e poder cometer essa tortura psicológica.

A polícia não tem nada a fazer, os fiscais da prefeitura não encontram irregularidades, a Justiça não cumpre o seu papel punindo essa criatura, então o que resta para aqueles que trabalham o dia todo pra construir algo honestamente? Resta engolir abuso de uma pessoa que se acha melhor que os demais? Será que é isso? Será que seremos expulsos quando não suportarmos mais?

Eu, assim como os demais que nesta rua habitam, só queremos paz. Paz que é destruída por uma única pessoa, que não merece compaixão ou pena. Eu, sinceramente, só desejo que uma pessoa assim se ferre muito na vida. Que pague por cada raiva, cada lágrima e por cada minuto de revolta e angustia que causou.

Preciso mudar de filme, quero sair do "Meu vizinho mafioso" e viver "Agora seremos felizes".

domingo, 15 de agosto de 2010

Tempo, tempo, tempo, tempo....



"Caramba, já são 17h?", "Que droga de tempo que não passa", "queria que a manhã passasse rápido"...Quem já não ouviu ou disse essas frases? Eu já as disse milhares de vezes.

Uma hora tem 60 minutos aqui e em qualquer lugar do mundo, isso é uma constante. Mas dependendo do dia ou da atividade que você tá exercendo, parece que tem mais ou menos.

Quando estamos com saudade de alguém, de mau humor, fazendo algo que consideramos chato ou se estamos com tédio, os 60 minutos parecem se duplicar. É torturante.

Já se você tá fazendo algo que gosta, com os amigos, namorado(a), ou reencontra alguém, esses 60 minutos parecem cair pela metade.

Acho engraçada essa relatividade do tempo. O tempo é o mesmo, tem a mesma duração, mas o que as tornam um tormento ou uma graça são as atitudes que você tem.

A gente reclama muito da falta de tempo, da correria do dia a dia, de não ter tempo pra curtir as coisas, quanto na verdade não é que o tempo passe rápido. Nós é que não sabemos aproveitá-lo.

Muito trabalho, atribuições domésticas, filhos, marido ou esposa (pra quem os tem), tudo isso vira justificativa pra explicar a nossa falta de habilidade em definir o tempo pra nossas atividades.

Eu sou campeã nisso, eu nunca tenho tempo pra nada, quando na verdade tempo eu tenho, eu só não sei usá-lo corretamente. Inclusive, "essa falta de tempo" fez deixar o blog um pouquinho de lado.

E nessa correria doida deixamos de cuidar da saúde, de reservar um tempinho pra curtir as coisas e as pessoas que gostamos. Assistir a um filme, seja em casa ou no cinema, ler um livro, bater um papo com os amigos, sair pra um happy hour, ir ao restaurante favorito, passar uma tarde de domingo dormindo, ir caminhar, ir ver o por do sol. Tudo isso pode servir como higiene mental e pede tão pouco tempo, mas nós deixamos esses pequenos prazeres de lado.

Você realmente não tem tempo ou esquece de se dar um tempo? Pense nisso e independente da resposta, aproveite mais, afinal a vida é só uma e só levamos dela o que vivemos.

Por falar em curtir os pequenos prazeres, o sol lá fora tá lindo e bem propício pra um sorvete ou uma água de coco bem gelada. Que tal?

terça-feira, 10 de agosto de 2010

10 de agosto - A auto homenagem a mim mesma.

Hoje 10 de agosto é meu aniversário. Há exatos 21 anos atrás nascia um bebêzinho branquinho, bochechudo e sem nem um pelo no corpo (pena q isso não continuou). Modéstia a parte eu era muito fofa, daqueles bebês que a gente tem vontade de apertar.
Bem, com os anos a fofura se foi e não sobrou quase nenhuma carne, bochecha então, é uma vaga lembrança.
Então como hoje é meu aniversário, decidi deixar a falsa modéstia de lado e fazer um post de auto homenagem.

Neuma, segundo o dicionário, é um sistema de notação musical que servia de auxiliar a memória de quem cantava.
Já segundo o dicionário de nomes, significa único. Esse dicionário, também descreve as características da pessoa que recebe esse nome, e cara, sou igualzinha a descrição.
"Trabalhador incansável, muito dinâmico, inteligente e criativo, possui muita disciplina e está sempre disposto a colaborar sem outra intenção que não seja a de ajudar os outros (tá, isso não é tão ao pé da letra). Com sua praticidade consegue executar quaisquer tarefas cansativas e monótonas, daquelas que a maioria das pessoas costumam recusar. Não admite ser interrompido quando está trabalhando, e é critico por demais com si mesmo e com outros (isso é verdade).

Acho que Neuma também poderia significar mudanças, tranformação. Fui de um bebê fofo a criança tímida, adolescente complexada e adulta bem resolvida. Resolvi mudar minha história e ser feliz e acredito que essa tenha sido a melhor decisão que eu tomei. E aqui estou eu, com minhas qualidades e defeitos: mal humorada pela mahã, irritada quando me acordam. Impaciente, ansiosa, implicante, cabeça dura, realista, crítica, um pouco fria com as emoções e muito preguiçosa. Mas também muito inteligente, apaixonada pelo que me proponho a fazer, bem humorada a maior parte do tempo, maluquinha, sincera, insistente e perseverante.

São 21 anos de alegrias, tristezas, lutas, vitórias, derrotas, conquistas, risos, choros. São 21 anos de vida, boa parte deles muito bem vividos.

Agradeço a Deus todos os dias pela minha vida, pelo que sou e pelas coisas que tenho e peço forças pra lutar a cada dia pra fazer o melhor de mim no trabalho, na faculdade, com as pessoas que eu amo e para que eu receba dessas pessoas o melhor delas.

Agradeço a todos os amigos que me parabenizaram seja pessoalmente, por twitter, facebook, ou afins.

Parabéns pra mim!

sábado, 24 de julho de 2010

Desabafo

Confesso que abandonei o blog, a última postagem foi feita no dia 07/07 em homenagem ao Grande Cazuza. Tenho uns rascunhos pra publicar, mas preferi que minha volta falasse de outra coisa. Peço desculpas para aqueles que esperavam outra coisa, mas o post hoje é um desabafo.

Nessas duas últimas semanas, meu mundo mudou. Me deparei com a transformação humana em seu nível mais vil. Na verdade não acho que seja transformação, apenas a revelação de um lado oculto.

Já dizia o provérbio "SE QUERES CONHECER ALGUÉM, DÁ-LHE PODER”, eu acrescento que basta colocar a pessoa na disputa por poder para que ela se revele. Infelizmente, essa semana eu pude constatar isso.

Infelizmente não posso descrever a situação detalhadamente, pois envolve pessoas com atitudes erradas e isso poderia me trazer problemas legais. Mas, apesar disso, vamos ao que interessa.

Quando conhecemos alguém pra uma relação profissional, procuramos descobrir em que a pessoa pode nos ajudar. Com o tempo, inevitavelmente, essa relação deixa de ser somente profissional e vai se estreitando. Com o tempo, também descobrimos os defeitos das pessoas com as quais convivemos, mas nos adaptamos a eles ou os ignoramos.
Eu já tinha percebido os defeitos dela. Aquele tipo que quer agarrar o mundo com as pernas, mas mal consegue abrir os braços. Intrometida, atrapalhada, as vezes inconveniente, metida a sabe tudo quando não tinha a menor ideia do que era o assunto, eu fui me acostumando e ignorando pra poder manter a relação profissional.
Só que as coisas foram passando das trapalhadas pra intromissão e da intromissão pra interferência irresponsável.
Tentei reverter a situação de uma forma civilizada, mas não teve jeito. Sinceramente, não me surpreendeu tanto a atitude dela, só não esperava que além dela, outras pessoas entrariam nessa barca furada e a resposta viesse de uma forma tão baixa e anti ética.

Todo mundo tem defeitos, qualidades, um lado bom e um ruim. O que nos diferencia é qual adjetivos e qual lado escolhemos pra nossa vida. Eu preferi o lado bom. Cresci ouvindo que aquilo que você tira dos outros é amaldiçoado pra você. Criei um medo disso e com 14 anos me fiz um juramento: Eu nunca iria permitir que as pessoas passassem por cima de mim, mas também não iria passar por cima de ninguém. Tudo o que eu conquistei foi por esforço, sem precisar derrubar ou magoar alguém. E venho tentando me impor pra cumprir a outra parte do juramento.

Só desperta inveja quem tem o que mostrar. Não vou me fazer de falsa modesta, sou inteligente, esforçada e apaixonada pelo que faço. Só preciso de uma oportunidade, oportunidade que, sem eu saber, já tinha aparecido e me foi tirada por pessoas que não tem o que mostrar, não tem competência muito menos conhecimento na minha área. Agora, se a pessoa não entende nada de comunicação, não tem competência apesar de ter um cargo de direção, por que fazer isso comigo? O que iriam ganhar?

Omissão, roubo de ideias, sabotagem, fofoca e sabe mais o que algumas pessoas acreditam que é válido passar por cima dos outros. Durante as duas últimas semanas eu venho descobrindo toda a podridão que se escondia atras de pessoas que se dizem evangélicas tementes a Deus, que pregavam a boa postura e os ensinamento de Deus constantemente. Pessoas que pareciam ser as últimas que podiam ter uma atitude dessa. Quem me acompanha pelo Twitter viu minha indignação com isso. Não fiz a menor questão de esconder minha raiva pela atitude mesquinha e baixa dessas pessoas. O desrespeito comigo como pessoa e como profissional foi tão grande que eu fui parar no hospital mais de uma vez por uma enxaqueca ininterrupta que durou 10 dias. A enxaqueca, aliada a uma dor de cabeça tensional (causada pela tensão nervosa) foi a manifestação do meu corpo pra toda essa sujeirada.

Ainda não entendo por que eu fui o alvo disso tudo. Eu não represento perigo ao cargo de ninguém, por que eu não quero nada daquilo. Não é e nem nunca foi meu desejo ficar assinando papéis. Minha vibe é comunicação, foi por isso que que passei noites em claro estudando, prestei concurso pra Relações Públicas e passei. Esse cargo é meu por direito, pois eu fiz por merecer. O engraçado dessa história, é descobrir os absurdos feitos por essas pessoas por pura falta de conhecimento. Elas pensavam mesmo que iriam me derrubar fazendo o meu trabalho pelas minhas costas, sem saber NADA de comunicação. Tentaram fazer meu trabalho e só o que fizeram foi besteira, que fique bem claro.

Eu acredito que não vale a pena tentar subir fazendo o outro de degrau. Já tive provas de que isso não se sustenta por muito tempo. E agora não foi diferente. Elas se preocuparam tanto em me sacanear, em fazer meu trabalho pelas minhas costas que se esqueceram de seus respectivos trabalhos. Não fizeram um trabalho extremamente importante que havia sido pedido desde o ano passado, pois usavam seu tempo pra tentar me derrubar. E a bomba estourou. A derrocada começou e eu estava lá assistindo a tudo de camarote. Não desejo mal, desejo justiça. E ela está sendo feita.

Resultados que elas conseguiram com isso: me deixaram doente, assinaram atestado de incompetência, criaram um clima pesado colocando as pessoas umas contra as outras e me inspiraram a fazer um projeto maravilhoso, muito bem fundamentado que comprova toda a minha competência e o conhecimento que é necessário pra trabalhar com comunicação. Resumindo, cavaram a própria sepultura.

Eu acredito muito em Deus, não prego a palavra 24 horas por dia ou mostro uma fé fanática (com respeito a todos os cristãos), eu simplesmente procuro respeitar a todos e fazer por merecer o que tenho recebido da vida. Acho que isso é mais importante do que pregar o nome de Deus em vão e ter atitudes que contrariam os ensinamentos dele.
Tive a sorte de encontrar alguém pra me ajudar e me defender. Alguém que vê muito além do rostinho de menina e da pouca idade. Alguém que consegue ver que a capacidade vem da paixão com que se faz as coisas e que percebeu que essa sujeira não afeta só a mim, prejudica a todos.
Não sou vingativa, acredito que a vida se encarrega em cobrar o preço que cada um tem a pagar, estou apenas esperando a justiça ser feita e que eu tenha aquilo que é meu por direito. Pois o que Deus nos dá, ninguém nos tira.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

O poeta está vivo - 20 anos sem Cazuza

Agenor de Miranda Araújo Neto, ou simplesmente, Cazuza.



Filho de João Araújo, produtor fonográfico, e de Lucinha Araújo, Cazuza recebeu o apelido mesmo antes do nascimento. Na infância, Cazuza nem sequer sabia seu verdadeiro nome, somente quando descobre que um dos compositores prediletos, Cartola, também se chamava Agenor (na verdade, Angenor), é que aceita o nome de batismo.

Graças ao ambiente profissional do pai, Cazuza sempre teve contato com a música. Cresceu cercado pelos maiores nomes da Música Popular Brasileira, como Caetano Veloso, Elis Regina, Gal Costa, Gilberto Gil, João Gilberto, Novos Baianos, entre outros. Influenciado desde pequeno pelos grandes nome da música brasileira, tinha preferência pelas canções dramáticas e melancólicas, como as de Cartola, Dolores Duran, Maysa, Dalva de Oliveira e outros. Era também grande fã da roqueira Rita Lee.

Por volta de 1965, ele começou a escrever letras e poemas, que mostrava à avó.

Em Londres conheceu o trabalho de Janis Joplin, Led Zeppelin e Rolling Stones tornando-se grande fã. Em São Francisco descobriu a literatura da Geração Beat, os poetas malditos, que mais tarde teria grande influência na carreira.

Em 1980 ingressou no grupo teatral Asdrúbal Trouxe o Trombone no Circo Voador, no Rio de Janeiro, cantando em público pela primeira vez.

Foi indicado por Leo Jaime a assumir os vocais de uma banda que estava se formando, surgindo assim o Barão Vermelho e uma mas duplas do rock mais elogiadas pela crítica: Cazuza e Roberto Frejat.

Apesar da pouca idade, Cazuza demonstrava uma maturidade poética incrível, que pode ser conferida em suas letras despudoradas, que falavam escancaradamente de amor, prazer e dor. Apesar das letras maravilhosas e do repertório da banda cheios de rocks básicos, dançantes, juvenis e blues, os dois primeiros discos venderam pouco, apesar da aceitação que tiveram no meio artístico. As rádios não tocavam a banda, situação que só mudou quando Caetano Veloso fez uma crítica as rádios e Ney Matogrosso gravou "Pro dia Nascer Feliz".

A banda que já tinha os sucessos "Todo amor que houver nessa vida" (1º disco) e Pro dia nascer feliz" (regravada por Ney Matogrosso), desponta ao criar "Bete Balanço" para trilha sonora do filme homônimo. O terceiro CD conta também com os sucessos "Maior abandonado" e "Por Que a Gente é Assim?".

Em 1985, o Barão Vermelho faz uma apresentação antológica na primeira edição do Rock in Rio. A apresentação da banda coincidiu com a eleição do presidente Tancredo Neves e com o fim da Ditadura Militar. Cazuza anuncia esse fato ao público e comemora cantando "Pro Dia Nascer Feliz".

Neste mesmo ano Cazuza segue carreira solo a fim de ter liberdade para compor e se expressar, musical e poeticamente. Surgem nessa época os primeiros sintomas da AIDS, doença que vitimou o poeta em 1990.

No ano seguinte é lançado o primeiro disco solo do artista, Só se for a dois, que trazia as canções "Só Se For A Dois", "O Nosso Amor A Gente Inventa", "Solidão Que Nada" e "Ritual". Já em 1987, após voltar dos EUA onde foi submetido a um tratamento para Aids, inicia as gravações de seu novo disco. Ideologia de 1988, inclui os hits "Ideologia", "Brasil" e "Faz Parte Do Meu Show". "Brasil" em versão de Gal Costa foi tema de abertura da novela Vale Tudo.
O Tempo Não Pára, gravado no Canecão durante a turnê do disco Ideologia, é lançado em 1989 tornando-se o maior sucesso comercial superando a marca de 500 mil cópias vendidas. A faixa "O Tempo Não Pára" torna-se um de seus maiores sucessos. Também destacam-se "Todo Amor Que Houver Nessa Vida" com um novo arranjo mais introspectivo, "Codinome Beija-Flor" e "Faz Parte Do Meu Show".

Em fevereiro de 1989, Cazuza declara publicamente que era soropositivo, numa entevista ao jornalista Zeca Camargo. A entrevista é lembrada por muitos, pelo modo como Cazuza divulgou a noticia:
- Escreve aí, escreve que eu estou com a maldita.
A declaração ajudou a criar consciência em relação a doença e os efeitos dela.
Durante as gravações do álbum Burguesia (1989), Cazuza já estava bem debilitado, numa cadeira de rodas e com a voz nítidamente enfraquecida. É um álbum duplo de conceito dual, sendo o primeiro disco com canções de rock brasileiro e o segundo com canções de MPB. Burguesia é o último disco gravado por Cazuza e vendeu 250 mil cópias.

No dia 7 de julho de 1990, Cazuza perde a batalha contra a AIDS e morre aos 32 anos por um choque séptico causado pela doença. No enterro compareceram mais de mil pessoas, entre parentes, amigos e fãs. O caixão, foi levado à sepultura pelos ex-companheiros do Barão Vermelho, no cemitério São João Batista, no Rio de Janeiro.

Cazuza foi o símbolo da sua geração tornando-se um dos ícones da música brasileira do final do século XX. Cazuza também ficou conhecido por sua rebeldia, boêmia e polêmica. Declaradamente bissexual, vivendo sob o trinômio sexo, drogas e rock in roll, Cazuza viveu loucamente com direito a prisões e fichas na polícia, por porte e uso de drogas.

Hoje completa 20 anos sem Cazuza. Há 20 anos ficamos órfãos de suas poesias e de seu jeito despojado. Mas Cazuza está vivo no legado que deixou, nas paixões e revoltas que embalou com suas músicas. Enfim, o poeta está vivo.

Abaixo segue o vídeo de "O poeta está vivo" composição do Barão Vermelho em homenagem a Cazuza.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Coisas que só acontecem com a Neuma - Você foi abduzida com meu sapato?

Sabe aquela roupa ou sapato que vc compra e de tão lindo tem pena de usar? Então, ele era assim. Um sapato lindíssimo, confortável que eu demorei pra criar coragem pra usar.

Era meu segundo sapato favorito, mas de tão gostoso, quando comecei a usá-lo não parei mais.

Era uma linda tarde de sol e calor. Eu linda, loira e super metida com meu segundo sapatinho favorito desço da minha carruagem e vou em direção a garagem, pegar o elevador.

Quando eu entro na garagem começo a sentir algo estranho, o sapato parece mais frouxo, não sei. Continuo andando e entro no elevador, quando sinto q realmente o sapato tá estranho. Quando olho, CARAMBA, CADÊ, CADÊ...MEU SALTO?

Como assim? cadê o salto do meu sapato? Ai meu pai, o que eu vou fazer, eu não posso voltar até o carro desse jeito. Tá, vou subir até a sala e lá decido o que fazer.

- Terceiro andar.

A sorte é que a sala fica perto do elevador. Entrei, sentei e fiquei tentando matutar o que eu poderia fazer.

- Eu tenho uma rasteira no carro, só preciso arrumar um jeito de ir até lá.

Tiro a sandália e fico olhando o estrago, meu salto dourado se foi. Minha segunda sandália favorita, aaaaaaaaah não.

Fico olhando e tentando ter uma ideia. Ligo o computador e me lembro que tinha combinado de ir ensinar o Adriel a twittar. E agora, como eu vou?

Pra minha sorte, o cara começa a me chamar no pandion. Putz, preciso ir lá e agora?

Olho pra baia da Lorena e me lembro que ela tem um sapato de salto baixo que usa pra trabalhar na sala.
Tá, mais eu não posso pegar sem avisar. Vou esperar ela chegar.

O cara tá insistindo pra eu ir lá, e agora? A Lorena tá demorando. Vou pegar e ir lá rapidinho, quando ela chegar eu explico, acho que ela não vai se importar.

Peguei o sapato, que ficava um pouquinho folgado no meu pé e fui.
Cheguei lá, ensinei tudo de uma forma rápida e tirei algumas dúvidas. Quando me preparava pra ir embora, chega outra pessoa e pergunta o que eu tava fazendo lá, quando o Adriel responde, ele diz:
- Ah, eu também quero aprender, senta aqui e me ensina.

Putz, eu preciso ir embora. Mas e agora?
- O Adriel depois te explica.
- Ah não, ensinou pra ele tem que ensinar pra mim. É rapidinho.
- Tá bom.

Lá vou eu pra baia do outro explicar. Nisso chega a chefe do setor e vão dizer pra ela o que eu tava fazendo, ela resolve discutir a ferramenta comigo. E eu me arrependendo de ter ido lá.

Enquanto isso na minha sala, o caos se instaurava.
A Deisy sentou na minha baia e sem querer chutou meu sapato que estava debaixo da mesa. Aí ela viu o sapato quebrado e todo mundo começou a criar mil teorias pro fato de eu não estar na sala.
- Ela tá com vergonha, o sapato dela quebrou.
- Não, acho que ela foi embora.
- Embora ela não foi, a bolsa dela tá aqui.

Enquanto isso, já tinha aparecido mais uma "aluna" pra minha aula de Twitter e a minha pequena explicação pra uma pessoa virou aula pra uma turminha.

Enquanto isso, lá na minha sala, a Lorena sentiu falta do sapato dela e somou 2+2.
- Ela pegou meu sapato e sumiu.

Aí começou a busca a minha pessoa. Ligaram no meu cel que estava dentro da minha bolsa. Aí as teorias conspiratórias continuaram.

Eu, pobre coitada de mim, tentando me livrar do povo e nem imaginava a confusão que tava na sala por minha causa.

Aí abri minha página no twitter pra mostrar uma coisa pros meus "alunos". Nisso, me deparo com a seguinte mention:
@lorenasarraf: @neumaoli vc foi abuzida com meu sapato?

Pronto, já tinham percebido e entenderam tudo errado. Vou ter que me explicar, assim que sair daqui.

Quando finalmente consegui sair fui em direção a minha sala sem imaginar o que me esperava.

Quando eu abro a porta 3...2...1...kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk Gargalhada geral. Até eu não aguentei e cai na gargalhada também.

- Aí tá a fujona.
- Resolveu voltar, foi?
- Você foi abduzida?

Eu lá, rindo das gargalhadas do povo e ao lembrar da situação.

- Garota, o que foi que aconteceu?

Lá vou eu explicar a história toda, o que demorou um tempo, por causa das minhas crises de gargalhada.

O povo demorou um tempo pra acreditar na minha história, achavam que eu tava com vergonha e inventei a história.

Aí a Lorena resolveu me fazer um favor.
- Alô, Maristela? Oi, é a Lorena. Mari, por acaso ninguém da limpeza achou um salto dourado na garagem? É, o salto da sandália da Neuma quebrou. Se alguém achar pede pra trazer pra ela, por favor.

Pronto, agora a Diseg inteira sabe da minha tragédia.

Enfim, a Lorena depois de se convencer que eu não havia roubado seu sapato e que tudo tinha sido um desencontro, resolveu fazer a caridade de me emprestar pra que eu pudesse ir pra casa.

Saímos rindo pelos corredores e elevador. Acho que o povo pensou que eramos malucas. Mal sabiam o que tinha acontecido.

Meu salto até hoje não apareceu e eu tive que jogar minha sandália fora, com uma dó danada, tadinha dela. Depois disso traumatizei, ando morrendo de medo do meu salto quebrar de novo.

Bem, semana que vem eu acho mais alguma loucura pra contar. Beijinho.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Coisas que só acontecem com a Neuma - A Chupeta

Depois de quebrar o salto no elevador do trabalho, de fugir da polícia de ré numa ladeira ela está de volta. É, é ela mesma: a Zica.

Nunca vi alguém pra se meter em tanta confusão como eu. Já aconteceu de tudo comigo. E hoje, pra iniciar (ironia) bem a semana não foi diferente.

Mas como tudo tem seu lado bom, a zica de hoje rendeu uma história engraçada. então, espero que dêem boas risadas da minha desgraça.

Lá vou eu, saindo linda e bela do Fórum em direção ao meu carro, parado do outro lado da rua. Pego a chave e destravo o alarme, automaticamente os vidros abrem. Entro no carro, coloco a chave na ignição e TCHARAM: não acontece nada. Tento de novo e não acontece nada.

Puta que pariu, o carro morreu. O que eu faço? Vou ligar pro Marcos.

Reviro a bolsa em busca do celular que por algum motivo desligou sozinho. Ligo o celular, ligo pro Marcos e ele não atende. Começo a entrar em desespero. Ligo de novo, ufa, ele me atendeu.

- Cara, você não sabe o que aconteceu. Meu carro não quer ligar, já tentei várias vezes, não liga.
- Como assim? Tá, tô indo aí.

E eu lá dentro do carro fazendo cara de paisagem, esperando o estacionamento esvaziar, morrendo de vergonha.

Ele chegou, pelo menos agora eu não vou passar vergonha sozinha.

- Neuma, isso é bateria.
- Mas como? Bateria começa a falhar, isso é indício que tem que trocar. Aqui não falhou, morreu de vez.
- Estranho.
- Lembrei, pera aí.
Eu fuço o porta luva em busca da minha possível salvação e... não a encontro.
- Pensei que o manual do carro estivesse aqui, lá tem o número do 0800 da Ford. Não tem nenhuma loja por aqui?
- A essa hora, é difícil encontrar loja aberta, você não quer deixar o carro aqui e ir na sua casa buscar o manual?
- Os vidros estão abertos, não posso deixar o carro aqui. Aaa, já sei, me dá teu carro.

O Marcos teve coragem de me dar o carro dele, fui em casa desesperada com medo de não achar nada aberto.
Chego em casa e pego logo uma lista telefônica, consigo achar uma loja aberta. Ligo lá e faço um drama pro vendedor que consegue mandar o mecânico ir ver o carro. Quando cheguei no Fórum novamente, o mecânico já estava indo embora.

- O cara disse que não pode desligar o carro. Que amanhã tem que comprar outra bateria.
- Ok.

Entro no carro, ligo os faróis e... o carro morre. (Desespero geral)Nãaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaao, eu só quero ir pra casa.

Calma Neuma, calma. Tenta de novo, caraca o carro não liga. Vou pedir ajuda pro Seu Marinho (motorista). Lá vou eu com cara de pau, entrando no Fórum pra pedir ajuda.

- Oi Dona Neuma, tudo bom?
- Não seu Marinho, a bateria do meu carro pifou, o rapaz veio e fez a chupeta, mas quando eu fui ligar os faróis pra ir embora morreu de novo.
- Vamos ver o que posso fazer.

E lá vamos nós...
- Vamos dar um tranco pra ver se pega.
Nisso seu Marinho e o Marcos começam a empurrar o carro. O que não seria algo tão absurdo, se não fosse o fato de que o estacionamento é uma ladeira.
Imagine a cena, dois homens empurrando um carro ladeira acima. E eu lá olhando, é olhando, não tenho força pra empurrar uma moto quem dirá um carro.
Aparece um flanelinha e se oferece pra ajudar. Eu lá olhando a arrumação de empurrar o carro ladeira acima, ladeira abaixo. Quando o flanelinha, muito intrometido pergunta:
- Vai ficar aí parada?
Vou, vou sim. Foi você quem se ofereceu seu enxerido, agora cala a boca e empurra.

Nisso aparece um rapaz e se oferece. E lá vão os três empurra pra cima empurra pra baixo e eu segurando o riso.

É o carro não pega mesmo, melhor por na garagem e amanhã trocar a bateria.
- Galera, empurra pra dentro.
E lá vão eles empurrando o carro pra dentro. O Marcos tadinho, tava ensopado de suor. O rapaz que se ofereceu mal respirava, o flanelinha saiu arrependido de ter se oferecido, mas satisfeito pela gorjetinha. Seu Marinho, por algum motivo entrou no carro oficial e saiu (acho que fugiu antes que eu pedisse mais alguma coisa).

Então tá, já que não tem jeito vou pra casa. Começa o descarrego, tirar tudo o que tem dentro daquele carro. De sapato a papel, tem tudo. Poderia ir embora se o vidro não estivesse aberto e eu morrendo de preocupada.

- Queria levar meu filho pra casa. (A loka chama o carro de filho). Caraca, tem uma oficina 24 horas na Vieira Caula.
- Você quer ir lá?
- Quero, quem sabe não consigo.

Lá vamos nós pra bendita oficina, chegamos lá a moça diz que trabalham com bateria, maaaas não tem no estoque. Quase morri.

Fiquei lá em choque até vir outro rapaz e perguntar o que houve. Começo a contar a saga. Ele deu uma explicação mecânica (que eu entendi tanto qanto entendo física quântica) e se ofereceu pra ir ajudar, é claro mediante pagamento de uma taxinha simbólica.

E lá vamos nós pro Fórum de novo. Eu na maior cara de pau, mando o cara entrar na garagem do Fórum. De longe o guarda olhava aquela invasão e penteava seus cabelos ralos.

Enquanto o cara fazia uma chupeta milagrosa no carro eu tentava explicar pro guarda aquela presepada.
- Vocês vão demorar?
- Não sei moço, o rapaz tá tentando arrumar o carro.
- É que não pode ficar aqui.
- Eu sei, sou servidora do Tribunal.
- O carro não pode ficar ali, tá fechando a saída do carro do Juiz.
- Eu sei, se por acaso o Juiz sair antes da gente ir embora a gente sai do meio tá?
O guarda continua a pentear seus ralos cabelos e eu volto pro meu filho.

- Moça, a chupeta tá feita, mas não pode ligar os faróis não. A gente vai devagar, eu vou na frente, e você vai atras com a luz de alerta ligada pra evitar acidente.
- Ok.

Imagine a cena: três carros com as luzes de emergência acesas, o do meio com os faróis desligados a 20 km/h andando pelo Centro. O maluco ainda me fez subir a ladeira da José de Alencar. Eu rezando pro carro não morrer no meio daquela ladeira, rezando pra eu chegar em casa, rezando pro mico passar. Enfim, cheguei em casa escoltada por dois carros, chamando a atenção dos vizinhos fofoqueiros.

Tô morgada, cansada como se eu tivesse empurrado o carro. Comecei a semana com fortes emoções. Aí tive a ideia de contar algumas desventuras que me acontecem de vez em quando e fazer alguém rir com minhas loucuras.

Tudo acontece comigo, é algo inacreditável. Tenho algumas histórias impublicavéis de situações extremamente constrangedoras e outras que dariam uma boa comédia. Sempre que puder as escreverei aqui.

Semana que vem eu começo contando a história "Neuma, você abduzida e levou meu sapato?".

terça-feira, 15 de junho de 2010

Gente implicante, invejosa e incompetente - parte III

Terminado a trilogia dos seres que deveriam ser extintos da face da terra, escrevo hoje com ideias fervendo.

Incompetência é a inabilidade de alguém de desempenhar adequadamente uma determinada tarefa ou missão.

São aqueles famosos coleguinhas que nunca fazem nada do que lhe é pedido ou não entendem a ordem que lhes é dada.

São aqueles que criticam o que você faz, mas nunca fizeram ou fariam algo parecido.

São os que pegam carona na equipe e dizem que participaram ativamente do processo quando, na real, não fizeram nada.

São aqueles que sempre tem uma desculpa pra não fazer o que lhe é pedido.

São pessoas preguiçosas, sem perspectivas e sem vontade.

Não gosto de gente assim que faz, quando faz, as coisas mal feitas. Você percebe a má vontade, o desprezo da pessoa pela tarefa.

E incompetência não tem a ver com trabalhar com o que não gosta. Tem a ver com a falta de perspectivas mesmo.

O que me conforta é que "Jacaré parado vira bolsa". Esse tipo de gente, por mais irritante que possam ser não são nenhuma ameaça, pois não tem capacidade pra competir com você.

Vou esperar a caça começar e algumas bolsas surgirem.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Gente implicante, invejosa e incompetente - parte II

Continuando os posts sobre as espécies de gente que deveriam estar em extinção, o post de hoje é sobre gente Invejosa.

Gente Invejosa

Como já dizia Rita Lee:
"Parece uma rosa
De longe é formosa
É toda recalcada
Alegria alheia incomoda"

Presente desde os primórdios da humanidade, como conta a história de Caim e Abel, a inveja é um dos mais perigosos pecados. "É o pior sentimento do comportamento humano. Ela é vil e causa uma série de más consequências não só para quem sente, mas também para quem é vítima da cobiça", diz o especialista em relacionamentos Alexandre Bez.

A cobiça pode ser consciente, quando a pessoa sabe que é invejosa e tem atos premeditados com o objetivo de prejudicar o outro ou pode ser inconsciente, quando as atitudes não são planejadas e o objeto de desejo é alvo de uma admiração exagerada, fazendo que com que o invejoso queira para si o que é mérito alheio.

Para a psicóloga Maura de Albanesi, a inveja pode ter um lado bom, desencadeando um processo de superação. "Ela tem início em um sentimento de admiração, que pode ser um estímulo para que a pessoa trabalhe suas potencialidades, a fim de conquistar o sucesso adquirido pelo outro."

Já Alexandre Bez não acredita que haja inveja positiva. "A admiração e a imitação são diferentes da inveja. Quando o invejoso admira alguém ele sente raiva de não possuir aquilo. Ele é uma pessoa fria, um vampiro emocional que suga as suas energias e deixa um clima pesado no ar".

Pra mim inveja é sinônimo de incompetência ou de preguiça. A pessoa não tem capacidade ou tem preguiça de buscar pra si o sucesso que vê nos outros. Sucesso é fruto de trabalho e dedicação, não cai do céu como pensam os invejosos.
O invejoso não entende porque fulano alcança seus objetivos e ele não. Simples, enquanto o invejoso está criticando ou invejando a vida alheia, o fulano está trabalhando pra que o sucesso venha.

Confesso que tenho a inveja boa, aquela que me faz querer batalhar pra obter algo importante pra mim. Mas acho ridículo quem fica sentado achando que merece que a vida lhe dê tudo do bom e do melhor, mas não vai a luta pra conseguir. A não dá nada de presente, quem tem sucesso é por que batalhou muito pra realizar seus sonhos.

Pra terminar, seguem algumas características dos invejosos. Vai que você reconhece alguém através delas.

• É preguiçoso e vai querer lhe afastar das atividades relacionadas ao trabalho, estudo ou aprimoramento profissional.

• Tem um comportamento obsessivo-compulsivo e deseja controlar a sua vida, querendo saber onde e com quem você pratica suas atividades, além de procurar acompanhá-lo sempre que possível. Não confunda estes sinais com a prestimosidade sincera de um amigo.

• É agressivo e desconta suas frustrações nas pessoas.

• É fofoqueiro e mentiroso. Já que não se sente capaz de conseguir o sucesso alcançado pelo outro, ele tenta difamar a imagem da vítima de sua inveja.

• Tem complexo de inferioridade e auto-estima baixa. Precisa de elogios constantes para se sentir tão capaz quanto os outros.

domingo, 23 de maio de 2010

Gente implicante, invejosa e incompetente - parte I

Ninguém merece gente implicante, invejosa e incompetente. Começo aqui uma série de posts falando sobre essa espécie que deveria estar em extinção.

Gente implicante

É isso aí, ninguém merece esse tipo de gente. Gente que se incomoda e implica com tudo o que você diz e que critica o que você é ou tem por que não tem competência pra ser ou buscar algo pra si.

O texto se reporta especificamente aos chatos das mídias sociais, mais especificamente ao Twitter.

Eu acho o twitter uma das mídias mais democráticas por não ser necessário seguir mutuamente pra que haja a interação.

Você segue as pessoas que você gosta ou que escrevam coisas relevantes pra você, sem que ela seja obrigada a seguir você. Se não gosta é muito simples, não siga.

Acho o cúmulo da chatice e da implicância ficar criticando o que o outro escreve no perfil dele. Se o fulano não escreve coisas que te agradam, não siga. Você não tem o direito de querer mandar no perfil dele.

O twitter é seu e lá você escreve o que quiser, quem não gostar o unfollow é a serventia da casa. a não ser os que estão no twitter em busca de milhões de seguidores, garanto que ninguém faz questão de gente chata seguindo.

Ninguém é obrigado a ler as indiretas de gente metida a dona da verdade. Se o que você lê te incomoda não siga quem escreve isso, você não é obrigado a ler os tweets alheios que você considera irrelevantes e a pessoa que os escreve não é obrigada a ler suas indiretas.

Twitter é uma democracia, portanto ninguém é obrigado a ler o que não gosta. Se você ainda não entendeu isso, acho melhor você mudar de mídia social ou buscar entender logo, antes que seja ignorado e bloqueado.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Meu acidente

Quase todo mundo já sabe que eu sofri um acidente ontem. Pra explicar o que aconteceu resolvi fazer este post.

Estava indo pra faculdade ontem quando parei no sinal da Jorge Teixeira com Amazonas. Logo após o sinal da Almirante Barroso dois carros se chocaram. O rapaz que conduzia o carro atras do meu, eu acredito tenha se distraído com o barulho, e entrou na traseira do meu carro.

Com o impacto eu bati a cabeça no encosto do banco.

Eu peguei o celular e desci do carro. Na hora liguei pro Marcos e pedi pra ele ir pra lá. Quando o rapaz do carro veio falar comigo, demonstrou muito nervosismo e me disse que tinha esquecido a carteira em casa e me pediu pra não chamar a polícia. Disse que pagaria o prejuízo, mas que eu não chamasse a força policial.

Como ia passar na casa de um amigo antes de ir pra faculdade, liguei pra ele avisando que não iria e o motivo. O cara deve ter pensado que eu tava ligando pra polícia.

Ele disse que iriam chamar a polícia por causa do outro acidente e que quando ela chegasse iria ver o nosso também, me pediu pra tirar o carro do meio da rua e encostar para conversarmos.

Entramos em nossos respectivos carros e ele fugiu. Fui atrás dele e por sorte o sinal da Rimundo Cantuária estava fechado. Peguei o número da placa e parei ao lado dele. Pedi pra ele encostar, pois se não o fizesse iria contatar a polícia. Ele disse que encostaria e quando o sinal abriu fugiu novamente. Fui atras dele, mas como ele entrou em uma rua contramão não consegui alcançá-lo.

Fui com o Marcos ao DAT e registrei a ocorrência. Depois fui ao Hospital da Unimed, por que sentia muita dor na cabeça e enjoo. Fiz raio x de crânio, cervical e pescoço pra ver se tinha machucado, fui medicada e liberada. Não foi nada grave, estou bem.

Pesquisando no site do Detran descobri que o cara tem uma multa pelo artigo 162 do código de trânsito: Dirigir com carteira em categoria diferente. Ele não havia esquecido a carteira em casa, ele simplesmente não tem carteira. Só não consigo entender porque ele levou multa e o carro não foi apreendido, se essa é a punição que conta no artigo 162.

Outra coisa importante: eu não me machuquei seriamente pois usava cinto de segurança, se estivesse sem ele teria sido mais grave. Muita gente perde a vida por não usá-lo. Ontem eu tive a comprovação do quanto é importante. Deixo a dica de usar sempre, sempre cinto de segurança.

Bom de forma resumida é isso. Agradeço a todos que demosntraram preocupação, as mentions e DM's no twitter e agradeço principalmente ao meu amigão mais que especial Marcos pelo apoio que me deu ontem a noite.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Precisamos aprender a viver

Depois do sucesso da palestra com o Dr. Rogério, subimos pra comemorar. No meio das conversas regradas a muita alegria e descontração, caiu uma bomba. A sobrinha de uma colega de trabalho faleceu, ela estava dentro do avião que havia explodido na tarde daquele dia em Manaus.

Lementei pelo ocorrido, ainda mais da forma como aconteceu. Ouvi minha chefe dizer: "São nesses momentos em que pensamos no que fazemos da nossa vida". Eu entrei em choque ao ouvir isso. Pela primeira vez na vida eu senti verdadeiramente o medo de morrer. Fiquei ali digerindo a informação e pensando que podia ter sido eu ou qualquer outra pessoa.

E imaginando o quanto somos fragéis. O quanto somos fracos diante da dor, do desespero. A colega que perdeu a sobrinha é uma mulher altiva, que põe abaixo o maior dos marmanjos. E olhá-la ali tentando encontrar as palavras e um rumo a tomar, mostrou a fraqueza que surge mesmo nos mais fortes.

Fiquei ali, sentada ouvindo todos a confortando e tentando entender o que se passava comigo. Na minha cabeça vinham as brigas, as mágoas e todas as coisas inacabadas e o pensamento do que fazer com tudo aquilo. Um aperto desesperador no peito me consumia junto com os pensamentos, enquanto eu procurava palavras para consolá-la e para me acalmar.

Se eu disser que fiquei assim pela menina que morreu, será mentira. Eu não a conhecia, nem sabia de sua existência. Fiquei mal por ver a fraqueza, o desespero da tia que perdia uma sobrinha. E por pensar na vida.

E se eu morresse? E se eu não chegasse em casa? E se eu não conseguisse resolver as coisas inacabadas ou as mágoas que ficaram? E se eu não tivesse tempo de dizer eu te amo a quem amo?
Me perguntei coisas que nunca havia me perguntado.

Dias depois eu soube que ela consegiu sair do avião, mas torceu o pé e caiu. Nesse exato momento o avião explodiu e ela por estar perto da aeronave, não conseguiu escapar. Fiquei pensando que ela tentou lutar, tentou viver, mas foi tragada pelo destino. Era a hora dela e por mais que ela quisesse viver, continuar as coisas inacabadas ela não pode.

A gente perde muito tempo com coisas inúteis e desperdiça as coisas que realmente importam. Nos importamos com o que os outros pensam de nós e deixamos de fazer o que queremos pra ter uma imagem melhor aos olhos dos outros. Nos preocupamos em não demonstrar sentimentos pra não parecer fraco, em brigar por coisas ínfimas, em julgar o que nos é diferente e as atitudes alheias, em carregar mágoas antigas, em odiar pessoas por nada. Esquecemos de curtir os momentos felizes, de demonstrar amor a quem amamos, de rir sem se preocupar se vai parecer louco ou idota, de falar o que sentimos, de fazer o que queremos mesmo se isso desagrade a alguns, de brigar por quem amamos, em respeitar as diferenças e os diferentes, esquecemos de viver.

Passamos tempo demais nos preocupando em ser algo que muitas vezes não somos. Trabalhamos horas em salas fechadas enquanto o sol se põe lá fora, ficamos horas na frente do computador enquanto a chuva cai, preferimos uma conversa mediada a olhar nos olhos das pessoas. Fingimos sentir ou querer coisas pra ficar melhor com o chefe, fechamos os olhos pras mazelas que nos batem a porta.

Trabalhar todo mundo precisa, internet todo mundo gosta, reconhecimento profissional todo mundo quer. Mas a que preço? Todos vamos morrer, cada um tem sua "hora" definida pelo destino e quando ela chegar, não haverá tempo pra corrigir erros ou realizar desejos.

Como dizem por aí: Só se leva da vida a vida que se leva, então leve um vida maravilhosa. Seja feliz com você mesmo e com os outros, seja para os outros o que você quer que sejam pra você.

Ria, chore, ame, dance, cante, se divirta. Não espere perder pra se culpar pelo que podia ter feito ou dito.

Fico por aqui querendo e me esforçando por uma vida que valha a pena, muito mais do que vem valendo e desejando que você também tenha anseie por isso.

Deixo duas músicas que eu acho expressar bem o tema do post: É preciso saber viver e Epitáfio, dos Titãs.




terça-feira, 11 de maio de 2010

E nem tudo são folders

Eu lembro que com 6 anos, passando na Jorge Teixeira vi um outdoor da Fatec que me chamou atenção por uma única palavra: MARKETING. Eu não sabia o que significava aquela palavra, mas achei bonita e decidi naquele dia que faria da minha vida: Marketing.

Fui crescendo e esqueci aquela "séria" decisão tomada pro meu futuro. Quando comecei a me preocupar com qual faculdade faria, uma única e primeira opção apareceu na minha mente: Publicidade e Propaganda.

Minha mãe conta que com 2,3 anos eu assistia muita Tv e quando ela chegava do trabalho eu sabia todas as propagandas. As contava pra minha mãe, ou melhor, contava a minha versão delas. Com 3 anos, quando ainda não sabia ler, pegava o jornal e "lia" as notícias criadas por mim. Sempre gostei de criar e imaginar coisas.

Mesmo quando não sabia quase nada, essa paixão me acompanhava. Não sei como começou, nem onde vai terminar. Só sei que não sei fazer outra coisa que não seja trabalhar com comunicação. É isso que me faz levantar as 6h da manhã mesmo caindo de sono. É isso que com que eu engula certos sapos do funcionalismo público, é o que me faz ficar louca organizando eventos. É o que me dá paz quando olho o evento dando certo.

Meu maior medo sempre foi trabalhar em algo que não gostasse. Mas tive a sorte de ter passado por lugares onde pude trabalhar com comunicação. Também me propus a ser melhor sempre pra não ser mais uma na multidão.

Aí vem a faculdade, aquela gana de mudar o mundo. De ser o novo Washington Olivetto e ditar as regras do jogo. Entusiasmo de primeiro semestre, de calouro que acha que a publicidade é só o glamour que aparenta. Aí vem os trabalhos, as provas e aquela sala lotada vai esvaziando. Com esse esvaziamento vem a constatação que nem tudo são "folders".

O entusiasmo vai diminuindo e você vai caindo na real, ao ver certas coisas acontecerem. Então você percebe que está numa fabrica. Fábrica de diplomas, de profissionais imcompetentes (desculpem a expressão), se é que podem ser chamados de profissionais.

Ontem vi o melhor professor entregar os pontos, por estar decepcionado com o nível dos alunos, pela falta de motivação e pela falta de uma política educacional na faculdade, que deveria prezar por isso. Ouvir ele dizer que apesar de amar dar aulas vai parar porque não consegue mais é complicado.

Hoje ouvi meu pior professor - que mais enrola, que nunca dá aula - nos dizer, cheio de uma falsa moral, que estamos enrolando ele porque não entregamos um trabalho. Que nada mais é do que um job que ele nos obrigou a fazer pra pegar todo o mérito.

Confesso que as atribuições do trabllho se tornaram minha prioridade e juntamente com a decepção, fizeram com que eu deixasse a faculdade um pouco de lado.

Tô decepcionada, muito mesmo. E também revoltada, é absurdo pagar uma mensalidade alta, atravessar a cidade (eu moro no centro e a Uniron fica na zona leste) pra não ter aula. Pra ver o cara que deveria te passar conhecimento, enrolar na maior cara dura.

Infelizmente não é só no meu curso, ao sair da sala ouvi uma menina que passava dizer "Mais um dia perdido" porque ela também não teve aula.

Na minha concepção, faculdade é o lugar onde você se prepara pra exercer a profissão que escolheu e não uma empresa, que por sinal presta péssimos serviços.
Como disse meu professor ontem "Vocês saem daqui piores do que entraram, saem medíocres, vocês estão aqui enquanto podiam estar lendo um livro, vendo um filme, se divertido" Que certamente seria mais proveitoso do que certas "aulas".

Pra quem tá comprando um diploma não faz diferença, mas pra quem tem um sonho isso é revoltante.

E o mais irônico é o slogan da faculdade: Uniron, Aqui tem futuro. Se o futuro for pessimista, realmente, ali tem futuro.

Como diz o ditado: Decepção não mata, ensina a viver. Tudo bem, mas por hoje meu sonho tá morto.

P.S.: Desculpem algumas expressões, mas estou muito revoltada pra tentar ser eufemista.