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terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

SÉRIE ANOS 80: CINEMA - PARTE 3

Chegamos ao fim da nossa jornada cinéfila pelos anos 80. Seguem os ultimos anos da década e suas obras extremamente expressíveis.

1987
Glenn Close e Michael Douglas filmam cenas antológicas em  Atração Fatal, de Adrian Lyne.
O diretor italiano Bernardo Bertolucci, ganha nove Oscares ao transpor para as telas a saga do imperador chinês que, ainda adolescente, tem que reaprender a viver. O Último Imperador tem no elenco predominantemente chinês o ator Peter O'Toole.
James L. Brooks retoma parceria com Jack Nicholson na comédia Nos Bastidores da Notícia, que retrata o cotidiano do meio jornalístico.
Oliver Stone decepciona com  Wall Street - Poder e Cobiça, que dá o Oscar a Michael Douglas.
Hector Babenco dirige Meryl Streep e Jack Nicholson em Ironweed.
Enquanto Stanley Kubrick entrega o clássico Nascido Para Matar, Steven Spielberg cresce como diretor de dramas, com Império do Sol.
Brian de Palma mostra sua genialidade com Os Intocáveis.
O cinema arrecada milhões com Robocop - O Policial do Futuro, As Bruxas de Eastwick e Máquina Mortífera.
O ultimo musical da década é lançado Darty Dancing – Ritmo Quente.
No Brasil estréia Vera (1987), de Sérgio Toledo

1988
O público dificilmente irá se esquecer das feições hipócritas de Glenn Close em (Ligações Perigosas), adaptação de Stephen Frears que trazia um trio invejável completado por John Malkovich e Michelle Pfeiffer.
A luta entre brancos e negros é o tema principal de Mississipi em Chamas, filme forte de Alan Parker. A dupla do FBI era interpretada por Gene Hackman e Willem Dafoe.
O autismo é discutido em Rain Man, protagonizado por Tom Cruise e Dustin Hoffman. Além de vencer o Oscar, ganha o Urso de Ouro no Festival de Berlim.
A Igreja Católica protesta contra Martin Scorsese e A Última Tentação de Cristo. Atentados terroristas ocorrem em algumas salas de cinema por causa do conteúdo lascivo do filme.
Robert Zemeckis inova ao misturar gente de verdade com animação, em Uma Cilada para Roger Rabbit, ganhador de três estatuetas técnicas.
River Phoenix prova que foi um grande ator, apesar do pouco tempo, com sua indicação como coadjuvante de O Peso de um Passado.
Mike Nichols, dirige uma penca de astros como Harrison Ford, Melanie Griffith, Sigourney Weaver e Alec Baldwin na comédia Uma Secretária de Futuro.
Jonathan Demme inova com a comédia satírica De Caso Com a Máfia.
A onda dos mangás começaria a conquistar o mundo com a animação meio cibernética meio punk “Akira” (dir. Katsuhiro Otomo, 1988)
No Brasil temos Feliz Ano Velho de Roberto Gervitz

1989
Steven Soderbergh surpreende em sua estréia e vence o Festival de Cannes com um história de traição,  Sexo, Mentiras e Videotape.
Robin Williams emociona no filme de Peter Weir, Sociedade dos Poetas Mortos. É a partir de então que o Carpe Diem se torna hino da juventude.
Oliver Stone se redime com a obra-prima Nascido em 4 de Julho, no qual Tom Cruise questiona a guerra do Vietnã.
O delicado drama Conduzindo Miss Daisy combate o preconceito e mostra como é possível a amizade entre brancos e negros. A atriz Jessica Tandy ganha o Oscar aos 80 anos.
Interpretando um deficiente mental em Meu Pé Esquerdo, Daniel Day-Lewis também ganha o prêmio.
Michelle Pfeiffer canta sobre um piano em Susie e os Baker Boys.
Spike Lee combate o racismo nos EUA em Faça a Coisa Certa.
Nas bilheterias, os sucessos do terceiro Indiana Jones ( A última cruzada); James Cameron com The Abyss, e Tim Burton com o primeiro Batman.
O diretor Brian de Palma um dos clássicos do cinema contemporâneo: “Os Intocáveis”.

Nossa viagem cinamatográfica pelos anos 80 termina aqui. Semana que vem tem mais Série Anos 80 com um novo tema. Beijinho até lá.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

SÉRIE ANOS 80: CINEMA - PARTE 2

Continuando a série sobre cinema, seguem os anos de 1984, 1985 e 1986.

1984
A vida de Wolfgang Amadeus Mozart é o tema de mais um grande filme de MilosForman. A cinebio ganha nada menos que oito Oscares.
O mestre David Lean, dirige seu último filme, Passagem para a Índia, abordando de forma diferente o que já havia sido mote para Gandhi em 1982.
Os dramas de Os Gritos do Silêncio, de Roland Joffé, e Um Lugar no Coração, de Robert Benton, são unanimidade na crítica e levam estatuetas.
Woody Allen repete o sucesso do ano anterior, com o longa Broadway Danny Rose.
O cinema juvenil ganha um legítimo representante, Karatê Kid - A Hora da Verdade, com Pat Morita.
Tom Hanks chama a atenção, com  Splash - Uma Sereia em Minha Vida.
Steven Spielberg e Harrison Ford fazem o segundo Indiana Jones, um êxito semelhante ao do primeiro.

1985
A parceria de Steven Spielberg com Whoopi Goldberg resulta em um drama adulto, algo inédito na carreira do diretor. A Cor Púrpura é um doloroso exercício de solidão, tristeza e paixão.
Peter Weir se une a Harrison Ford e alcança a glória com A Testemunha.
Os diretores internacionais Akira Kurosawa e Hector Babenco são indicados ao Oscar por Ran e  O Beijo da Mulher-aranha, respectivamente.
Sydney Pollack conquista a Academia com Entre Dois Amores, que transforma Meryl Streep e Robert Redford em ícone dos casais românticos.
O gênero ficção científica também faz sucesso com De Volta Para o Futuro e  Brazil - O Filme.
Woody Allen marca presença com  A Rosa Púrpura do Cairo e a Argentina ganha Oscar com La Historia Oficial.

1986
A guerra do Vietnã continua sendo matéria-prima para os cineastas. Oliver Stone  constrói um trágico retrato dos horrores do conflito em Platoon, que arrasa nas bilheterias.
É também o reconhecimento definitivo de Woody Allen que, com Hannah e Suas Irmãs, conquista o prêmio de Melhor Roteiro Original e o Globo de Ouro de Melhor Filme.
David Lynch torna-se cult com Veludo Azul, que transforma Isabella Rossellini em diva do cinema.
O acadêmico James Ivory adapta mais um livro de E. M. Forster, que resulta em Uma Janela para o Amor.
Martin Scorsese dirige Paul Newman e Tom Cruise em A Cor do Dinheiro. Francis Ford Coppola dirige Peggy Sue - Seu Passado a Espera, com Nicolas Cage, Kathleen Turner e Jim Carrey em início de carreira.
Sigourney Weaver retoma sua personagem em Aliens - O Resgate e Rob Reiner comove ao adaptar a mais sensível história de Stephen King,  (Conta Comigo).
O psicopata Hannibal Lecter é levado pela primeira vez ao cinema na pele do ator Brian Cox, no ótimo Dragão Vermelho.
Tom Cruise se consolida com o personagem Maverick, em Top Gun – Ases Indomáveis. Sem esquecer é claro, da trilha “Take my breath away” que embalou Maverick e Charlotte.
Nesse ano aparecem nas telonas: Curtindo a vida adoidado e “A Garota de Rosa-Shocking”. Ambos retratam o espírito libertário, a moda e o comportamento dos jovens da década.
David Lynch com “Veludo Azul” também faz parte do cinema indie.
No Brasil, estreava Rock Estrela de Lael Rodrigues, também entra onda do novo pop-rock brasileiro revelando o estilo de vida da juventude carioca, embalados pelos sucessos da nova música jovem no país. Ainda no cinema nacional temos Anjos da Noite de Wilson Barros e Cidade Oculta de Chico Botelho.

Semana que vem tem a última parte sobre cinema, nossa tem tanta coisa que falta espaço pra escrever... semana que vem tem mais.

Bjumeliga

domingo, 17 de janeiro de 2010

Série Anos 80: Cinema Parte 1



Essa década é caracterizada pela intensa produção dos Estados Unidos. A violência se torna tema favorito dos grandes diretores. Martin Scorsese inova com Touro Indomável - considerado por muitos críticos como marco inicial do estilo de fazer cinema que seria agregado pela grande maioria dos cineastas no decorrer desta década.Já o cineasta Stephen Freas espanta os espectadores com Ligações Perigosas.

No Brasil, a crise econômica do país piora com a falta de dinheiro para pagar a dívida externa. Falta dinheiro para ir ao cinema e principalmente falta dinheiro para produzir filmes, com isso há uma queda na produção. Com isso começa uma batalha judicial movida pelos donos de cinemas contra a lei da obrigatoriedade de exibição de filmes brasileiros. Muitas salas deixam de exibir filmes nacionais por isso. Metade dos filmes produzidos em 1985 foi de sexo explícito.

Apesar de tudo, surge uma nova geração de cineastas em São Paulo, onde se destacam Sérgio Bianchi (Mato eles?, 1982), Hermano Penna (Sargento Getúlio, 1983), André Klotzel (A marvada carne, 1985) e Sérgio Toledo (Vera, 1987), mas seus filmes são vistos basicamente em festivais.

Graças à "Lei do Curta" (de 1975, mas aperfeiçoada em 1984), que obriga a antes do longa estrangeiro, o curta-metragem passa a ser o único cinema brasileiro com acesso ao mercado. Assim, em todo o país surgem novos cineastas e novas propostas de produção, e os curtas brasileiros ganham vários prêmios internacionais.
Outro destaque da década é a produção de documentários, também sem acesso ao mercado, mas refletindo sobre a história recente do país: Jango (1984), de Sílvio Tendler; Conterrâneos velhos de guerra (1989), de Vladimir Carvalho; e a obra-prima Cabra marcado para morrer (1984), de Eduardo Coutinho.

O cinema nacional que me perdoe, mas um dos ou talvez o símbolo do cinema nos anos 80 foi a comedia Curtindo a vida adoidado.

Bom, a década de 80 tem muita coisa pra ser dita sobre o cinema. Por isso eu dividi anualmente, entretanto um post assim ficaria gigante e a série cinema vai ser dividida em partes pra facilitar a leitura de vocês. Hoje vão os anos 1980, 1981 e 1983.

1980
Foram lançados O Homem-Elefante - com o estilo preto-e-branco e Gente como a Gente - que deu a Robert Redford os Oscars de Melhor Filme e Direção.
Roman Polanski inicia a década com o aclamado Tess, também são importantes lançamentos: Star Wars Episode -O Império Contra-ataca; Kagemusha - A Sombra do Samurai e O Destino Mudou Sua Vida), que premiou Sissy Spacek como Melhor Atriz de 1981. Foi nesse ano que Brooke Shields se torna uma diva do cinema com A Lagoa Azul.

1981
O ano é marcado por Katharine Hepburn em Num Lago Dourado, que lhe rendeu mais um Oscar e também premiou Henry Fonda que no filme contracena com sua filha Jane Fonda.
Hugh Hudson surpreende com Carruagens de Fogo e leva para casa o Oscar 1982 de Melhor Filme.
Outro destaque é Milos Forman, com Na Época do Ragtime, marcando a despedida do astro James Cagney do cinema.
O diretor Steven Spielberg lança o personagem Indiana Jones (interpretado por Harrison Ford) em parceria com George Lucas, no filme Os Caçadores da Arca Perdida.
No Brasil, Pixote - A Lei do Mais Fraco incomoda a sociedade ao mostrar a realidade nua e crua das ruas do país.
A onda do novo pop-rock brasileiro inspira um cinema focado no público adolescente, um exemplo deste ano foi Menino do Rio (dir. Antônio Calmon)

1982
Uma cinebiografia contagia a crítica especializada, e Ben Kingsley imortaliza a imagem de Gandhi na telona.
Steven Spielberg continua sua saga e apresenta um filme que marcará a infância das próximas gerações: ET - O Extraterrestre, com cenas antológicas como a da bicicleta que voa sob a imagem da lua cheia.
O ano é também de Dustin Hoffman na comédia Tootsie, filme de Sydney Pollack que deu a Jessica Lange o Oscar de Atriz Coadjuvante.
Os astros do passado fazem sucesso, com Jack Lemmon, Paul Newman e Peter O'Toole estrelando Desaparecido, um Grande Mistério, O Veredito e Um Cara Muito Baratinado, respectivamente.
Julie Andrews volta à cena com o musical Vitor ou Vitória?, dirigido pelo marido Blake Edwards.
A ficção científica nunca mais será a mesma depois do cult Blade Runner - O Caçador de Andróide), de Ridley Scott, que, apesar do fracasso no lançamento, tornou-se um sucesso alguns anos depois.
Os estúdios Disney inovam na tecnologia eletrônica com Tron.
Também estréia o clássico de Francis Ford Coppola – “Vidas Sem Rumo”.
Jim Jarmusch com “Stranger Than Paradise" mostra o cinema independente e alternativo.

1983
Brian de Palma é um diretor visionário, de vanguarda, um legítimo sucessor de Howard Hawks. E a prova disso vem com a estréia do polêmico Scarface ou A Força do Poder, com Al Pacino em seu mais importante papel.
James L. Brooks entrega o clássico Laços de Ternura, que premia Jack Nicholson e Shirley MacLaine no Oscar.
Glenn Close é uma agradável surpresa em The Big Chill,
Peter Yates dirige Albert Finney em O Fiel Camareiro. Finney é laureado com o Urso de Prata em Berlim.
Ingmar Bergman tem mais uma obra-prima reconhecida, Fanny & Alexandre. A versão do diretor tem incríveis 312 minutos.
Mel Gibson faz parceria com Linda Hunt caracterizada como homem em O Ano que Vivemos em Perigo, de Peter Weir.
O casal Woody Allen e Mia Farrow está na comédia Zelig.
É lançado Star Wars Episodio VI – O Retorno de Jedi, o último episódio da fantástica saga.
Tom Cruise surge no filme adolescente Negócio Arriscado (dir. Paul Brickman).
É lançado Rumble Fish de Francis Copolla – esse filme juntamente com “Vidas sem Rumo” abordaramm os dramas da adolescência e lançaram uma nova geração de jovens atores como Tom Cruise, Ralph Macchio, Emílio Estevez, Matt Dillon, Nicholas Cage e Rob Lowe.
“Down By Law” de Jim Jarmusch também mostra a força de um cinema independente e alternativo aos padrões hollywoodianos.


Caramba, é tanta coisa pra lembrar que minha cabeça tá girando. Antes que eu entre em curto circuito vou ficando por aqui. Semana que vem tem a parte 2.

Bjumeliga