quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

SÉRIE ANOS 80: CINEMA - PARTE 2

Continuando a série sobre cinema, seguem os anos de 1984, 1985 e 1986.

1984
A vida de Wolfgang Amadeus Mozart é o tema de mais um grande filme de MilosForman. A cinebio ganha nada menos que oito Oscares.
O mestre David Lean, dirige seu último filme, Passagem para a Índia, abordando de forma diferente o que já havia sido mote para Gandhi em 1982.
Os dramas de Os Gritos do Silêncio, de Roland Joffé, e Um Lugar no Coração, de Robert Benton, são unanimidade na crítica e levam estatuetas.
Woody Allen repete o sucesso do ano anterior, com o longa Broadway Danny Rose.
O cinema juvenil ganha um legítimo representante, Karatê Kid - A Hora da Verdade, com Pat Morita.
Tom Hanks chama a atenção, com  Splash - Uma Sereia em Minha Vida.
Steven Spielberg e Harrison Ford fazem o segundo Indiana Jones, um êxito semelhante ao do primeiro.

1985
A parceria de Steven Spielberg com Whoopi Goldberg resulta em um drama adulto, algo inédito na carreira do diretor. A Cor Púrpura é um doloroso exercício de solidão, tristeza e paixão.
Peter Weir se une a Harrison Ford e alcança a glória com A Testemunha.
Os diretores internacionais Akira Kurosawa e Hector Babenco são indicados ao Oscar por Ran e  O Beijo da Mulher-aranha, respectivamente.
Sydney Pollack conquista a Academia com Entre Dois Amores, que transforma Meryl Streep e Robert Redford em ícone dos casais românticos.
O gênero ficção científica também faz sucesso com De Volta Para o Futuro e  Brazil - O Filme.
Woody Allen marca presença com  A Rosa Púrpura do Cairo e a Argentina ganha Oscar com La Historia Oficial.

1986
A guerra do Vietnã continua sendo matéria-prima para os cineastas. Oliver Stone  constrói um trágico retrato dos horrores do conflito em Platoon, que arrasa nas bilheterias.
É também o reconhecimento definitivo de Woody Allen que, com Hannah e Suas Irmãs, conquista o prêmio de Melhor Roteiro Original e o Globo de Ouro de Melhor Filme.
David Lynch torna-se cult com Veludo Azul, que transforma Isabella Rossellini em diva do cinema.
O acadêmico James Ivory adapta mais um livro de E. M. Forster, que resulta em Uma Janela para o Amor.
Martin Scorsese dirige Paul Newman e Tom Cruise em A Cor do Dinheiro. Francis Ford Coppola dirige Peggy Sue - Seu Passado a Espera, com Nicolas Cage, Kathleen Turner e Jim Carrey em início de carreira.
Sigourney Weaver retoma sua personagem em Aliens - O Resgate e Rob Reiner comove ao adaptar a mais sensível história de Stephen King,  (Conta Comigo).
O psicopata Hannibal Lecter é levado pela primeira vez ao cinema na pele do ator Brian Cox, no ótimo Dragão Vermelho.
Tom Cruise se consolida com o personagem Maverick, em Top Gun – Ases Indomáveis. Sem esquecer é claro, da trilha “Take my breath away” que embalou Maverick e Charlotte.
Nesse ano aparecem nas telonas: Curtindo a vida adoidado e “A Garota de Rosa-Shocking”. Ambos retratam o espírito libertário, a moda e o comportamento dos jovens da década.
David Lynch com “Veludo Azul” também faz parte do cinema indie.
No Brasil, estreava Rock Estrela de Lael Rodrigues, também entra onda do novo pop-rock brasileiro revelando o estilo de vida da juventude carioca, embalados pelos sucessos da nova música jovem no país. Ainda no cinema nacional temos Anjos da Noite de Wilson Barros e Cidade Oculta de Chico Botelho.

Semana que vem tem a última parte sobre cinema, nossa tem tanta coisa que falta espaço pra escrever... semana que vem tem mais.

Bjumeliga

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Estamos fudidos...

Ontem como todos os dias fui caminhar na pista. Como geralmente vou acompanhada fico conversando e não presto muita atenção nas pessoas que lá estão. Ontem, eu fui sozinha e foi inevitável não observar ao meu redor. Ouvi uns trechos de conversas, vi algumas pessoas que me chamaram atenção pelo vestuário, expressão ou algum ponto em especial.

Quase no fim da caminhada quando voltava ao ínicio da pista, aproximou-se de mim um grupo com três mulheres. Inicialmente elas falavam amenidades e depois iniciaram uma discussão sobre faculdades. Uma delas tava procurando referências sobre curso de arquitetura e apartir daí elas iniciaram uma "análise" das faculdades daqui. Criticaram a UNIRON ( até deu vontade de me meter na conversa, porque motivos pra criticar a UNIRON não me faltam) e classificaram a FIMCA como "a treva" (o que me deu uma vontade de rir, segurei o riso). Antes que pudessem terminar a classificação das outras faculdades, elas encontraram um amigo que entrou na conversa.

Elas perguntaram a opinião dele sobre a faculdade onde estudava e a partir daí a conversa tomou um rumo que me deixou pasma.

Ao que eu entendi, ele cursa Medicina ou algum curso na área de saúde na FIMCA. Ele começou a falar sobre o curso e uma delas (que queria cursar medicina) solta a pérola inicial.
- A São Lucas é foda, é muito puxada. Não dá pra ficar lá, as aulas são a noite e isso atrapalha quando você quiser sair. Não dá pra festar estudando lá.
O rapaz completa:
- É melhor na FIMCA, não tem isso de aula a noite, é durante o dia e dá pra festar de boa. O ensino não é puxado dá pra conciliar legal.

Fiquei boba. São esses os médicos do futuro??? São essas pessoas que querem salvar vidas???
Não vejo nada de mal em sair, só que você priorizar as baladas num curso onde é preciso um conhecimento amplo e profundo como é o caso de medicina, é um absurdo. Será que eles ainda não entenderam que um erro oriundo de um mal aprendizado ou simplesmente não aprendizado pode custar uma vida? Se esses são os nossos futuros médicos, estamos fudidos.

Eles acham um absurdo a São Lucas cobrar o ensino??? Absurdo foi o que eles disseram. Além disso, que pessoas são essas que pagam caríssimo por uma coisa e não querem usufruir dela? Fiquei realmente chocada.

Depois é muito facil dizer que a saúde tá uma porcaria, que nada muda. Se as pessoas que tem oportunidade de mudar pensam desse jeito, só me resta dizer de novo: Estamos fudidos.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Cine de semana

Esse fim de semana relembrei o início da minha adolescência quando passava o fim de semana numa maratona de filmes.

Esse fim de semana repeti a experiência.

Comecei na sexta com "Mata-me de prazer". Um filme, ao meu ver, muito interessante. Trata-se de um suspense que inicialmente não é atrativo, mas que ao desenrolar mostra uma trama dúbia.
Alice (Heather Graham) é uma pesquisadora que conhece casualmente Adam (Joseph Fiennes), um misterioso alpinista. Em pouco tempo os dois se envolvem em um relacionamento intenso e apaixonado, fazendo com que Alice desista de seu namorado. Porém, Adam esconde por trás de seu romantismo um terrível segredo. O filme inicia com uma intesa paixão, permeada por várias cenas de sexo de tirar o fôlego e um romantismo misterioso. Ao longo da trama, percebe-se que o romantismo esconde o lado agressivo e inseguro de Adam, que ao meu ver é a sacada, uma cara aparentemente "perfeito" com um lado monstruoso, daí vem a grande dúvida do filme. Bom, vou parar por aqui pra não contar o final. Uma ótima pedida pra assistir a dois.

No sábado fui ao cinema assistir Sherlock Holmes. Simplesmente adorei.
Robert Downey Jr. está maestral no papel. Permeada de cenas de luta, perseguições, bebedeiras e uma pitada de humor a produção deve cair no gosto dos fãs de filmes de Ritchie, que se superou nesta obra. Esses elementos conferem a autoralidade da adaptação, bastante distante da obra original. Restam, por exemplo, poucas cenas dedicadas ao raciocínio meticuloso de Holmes, fascinado, nos livros, por pistas e indícios de acontecimentos.

O faro investigativo da dupla Holmes e Watson, que encantou e encanta leitores de diversas gerações e nacionalidades, é apenas um detalhe em meio ao amontoado de cenas de ação que compõem o filme --na medida para, de um lado, atrair grandes bilheterias e, de outro, deixar fãs saudosos das aventuras literárias do detetive.
O longa é um filmaço, uma boa pedida pro fim de semana.

Sábado a noite, revi " A nova Cinderela" outra comédia bobinha que já vi trocentas vezes e mesmo assim continuo rindo das situações.

Terminei meu cine de semana com uma comédia bobinha, mas que me arranca boas risadas. "Entrando numa fria maior ainda" é um daqueles filmes que te arrancam risadas com situações constrangedoras (que me lembram meus micos diários). Já vi o filme umas três vezes, mas continuo me divertindo quando vejo os Fockers emação.

Adorei meu cine de semana, vou procurar fazê-lo mais vezes.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Dica

Por conta dos meus horários "fora dos padrões" eu sou obrigada a fazer a maior parte das minhas refeições na rua. Por isso já conheci um bocado de restaurantes, lanchonetes e padarias, entretanto não voltei e frequentar quase nenhum deles. O responsável pela minha não volta é o nosso inimigo "mal atendimento".

Restaurante sem comida, comida ruim ou fria, filas, sujeira, demora, grosseria são apenas algumas das coisas que já presenciei. Não volto e falo mal pra quem quiser ouvir.

Com isso me restam poucas opções e acabo indo sempre aos mesmos lugares (não que isso signifique que onde vou é perfeito, diz apenas que não são ruins o suficiente).

Domingo, depois de acordar mais uma vez na hora do lanche, iniciei minha peregrinação em busca de um lugar que aquela hora ainda tivesse comida. Lembrei de um panfleto que tinha pego uns 3 domingos antes quando fui almoçar em outro lugar e resolvi ir lá.

Quando eu entro o cara no caixa me dá boa tarde, eu respondi apesar do meu mal humor matinal(ou vespertino pela hora). Me servi e pasmem tinha comida e tava quentinha (óóóóh). Fui pesar no caixa e o cara novamente me deu boa tarde, dessa vez fez algo que eu não tinha visto até então em lugar algum:
- Boa tarde, essa é a primeira vez que você nos visita,certo? Seja muito bem vinda, espero que você goste e tenha um bom apetite.

Eu sorri e fui pra minha mesa, pasma com a atitude dele. Fiquei observando e ele fazia isso com todo mundo que chegava. Já ouvi coisas parecidas, mas sempre era com aquela obrigação de ser simpático com o cliente e com um sorriso forçado no rosto (o que acho bem pior do que ficar calado), ele não, ele dizia aquilo por que queria dizer e não por obrigação.

Na hora de pagar, a mesma coisa, me desejou uma boa tarde, disse estar feliz pela minha visita ao restaurante e que esperava que eu voltasse sempre.

E eu voltei, ontem almocei lá de novo. Fui recepcionada com um grande sorriso. Ele lembrou que eu tinha ido lá no domingo e me cumprimentou com a maior educação. Cheguei lá as 14h e tinha comida quentinha, atendimento rápido e pessoas educadas.

Nossa por alguns intantes achei que aquilo não fosse em Porto Velho. Senti um alívio em saber que tem um lugar onde eu não sou apenas uma nota de dinheiro. Por isso resolvi escrever, acho bacana divulgar lugares como esse que infelizmente são poucos na nossa cidade.

Caramba, falei, falei e não disse o nome do lugar. O restaurante é o Aquarela Grill e fica no estacionamento da Galeria Castelinho (onde fica a Colcci), na Carlos Gomes.

Amanhã tem mais.

#bjumeliga

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Consumidor reclama pouco e empresas dão as costas

Li esse artigo no Mundo do Marketing e resolvi postá-lo aqui. Isso confirma minha teoria de que passamos por aquilo que pertimimos que nos façam. Espero que o texto sirva de alerta para que tomemos atitudes e mudemos o cenário.

No Brasil, os órgãos que defendem os interesses dos consumidores de um produto clamam para que sejam procurados pelos consumidores em casos onde eles se sintam lesados ou prejudicados. Apesar da mudança de comportamento que mostra maior exigência em bens de consumo ou serviços, os compradores não têm pesquisado o comportamento das empresas com relação a reclamações.

Para entender como anda este relacionamento e o que as empresas vem fazendo para evitar ou resolver as reclamações dos seus consumidores, o Mundo do Marketing ouviu representantes do Procon (Programa de Orientação e Proteção ao Consumidor) dos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília, além de buscar as empresas que figuram no ranking das mais reclamadas destes órgãos.

O setor de telefonia é um dos campeões em reclamações. Devido ao número de clientes, ao mau serviço prestado e até cobranças indevidas de ligações jamais feitas pelo consumidor, as empresas de telefonia hoje têm setores que parecem querer roubar o status negativo. Em Brasília, o setor financeiro lidera o ranking de 2009 em reclamações. Já em São Paulo e no Rio de Janeiro, os esforços em prestar serviços melhores para o consumidor são poucos, mas existem.

Falta cultura de reclamar nos brasileiros
O problema existente na relação entre clientes e empresa no Rio de Janeiro é antigo. Segundo o Subsecretario do Procon-RJ, Jose Teixeira Fernandez, a falta de cultura em reclamar do brasileiro também tem parcela de responsabilidade para que os bens de consumo e serviços careçam de qualidade. “Sem reclamar não podemos exercer o nosso direito de querer um produto de qualidade. O consumidor tem que reclamar e isso têm mudado. A cada ano aumenta a consciência naqueles que não reclamam e que não sabem que esta é a maneira mais fácil de exercer seus direitos”, explica Fernandez em entrevista ao Mundo do Marketing.

O Procon-RJ registrou mudanças no ranking das empresas mais reclamadas. Entre agosto de 2007 e no mesmo mês do ano seguinte, a TIM seguiu na indesejada liderança. Após a implantação de um novo sistema de comunicação e relacionamento, a operadora italiana passou para o quinto lugar da mesma lista entre setembro de 2008 e agosto de 2009. Procurada pela reportagem do Mundo do Marketing, a operadora informou, via assessoria de imprensa, que ao longo do ano passado, uma série de ações foran tomadas com o propósito de aumentar o grau de satisfação dos consumidores.

Para isso, a companhia criou o programa “Trazendo o cliente para dentro da TIM”, que se propõe a ouvir diretamente os usuários por intermédio de contatos diretos e de associações de defesa do consumidor. A assessoria informou ainda que houve uma mudança em setembro do ano passado onde a área de Atendimento ao Cliente passou a reportar diretamente ao presidente da empresa, Luca Luciani.

Sobe e desce no ranking da morte
A estratégia funcionou, mas ainda existem pontos que devem ser melhorados para que a operadora saia da lista negra do Procon-RJ. Por outro lado, a Claro ascendeu no ranking do Rio de Janeiro e pulou da nona posição entre agosto de 2007 e agosto de 2008 para o primeiro lugar entre setembro de 2008 e agosto de 2009. Procurada pelo site, a empresa não comentou o ranking, pois o executivo responsável desfruta de férias.

Em São Paulo, o setor de telefonia continua sua saga às avessas de liderar as reclamações dos consumidores. De acordo com Robson Campos, diretor de atendimento do Procon-SP, em 2008 as cinco empresas mais “bem” colocadas eram Telefônica, Itaú (antes de anunciar o processo de fusão), TIM, Unibanco e Brasil Telecom. A lista com os dados de São Paulo em 2009 ainda não foi divulgada e por isso o executivo não pôde revelar, mas ele adianta que muitas empresas se adequaram, mas a maioria delas ainda desrespeita o consumidor.

A mudança de postura deve ser imediata para as empresas deste setor, segundo Campos. “Estas empresas estão sendo cada vez mais avaliadas em suas práticas de mercado. Apesar do decreto da Lei do SAC, muitas continuam dando dor de cabeça para o consumidor como a falta de opção por mudar de operadora”, diz ao site.

Briga para ver quem é pior
Em Brasília, o setor financeiro se destaca por pouco do já conhecido e pouco adorado setor de telefonia. “Temos informações que mostram que o setor financeiro é o que recebe mais reclamações no Distrito Federal. Mas isso não significa o setor de telefonia melhorou, e sim que os bancos conseguiram superar o que já era ruim”, aponta Ricardo Pires, diretor do Procon – DF.

Para que o relacionamento entre empresa e clientes sofra menos desgastes, Pires sinaliza para que as companhias resolvam a reclamação antes de chegar ao Procon, o que não tem ocorrido. “Muitas vezes as empresas só se conscientizam quando o consumidor faz a reclamação no Procon. E diversas delas, mesmo depois de acionadas pelo órgão, não atendem de imediato e a reclamação vira um processo que pode acarretar em uma multa alta. Só aí elas percebem o tamanho do problema”, explica Ricardo Pires.

Prova de que o Procon pode ajudar tanto consumidores quanto empresas é que, antes da audiência para conciliar as partes, é enviada uma carta para que a empresa tente resolver o problema em um prazo estipulado. “Caso a empresa e o consumidor resolvam o problema, nós nem abrimos o processo. Mas consta nos nossos cadastros que existem pessoas que não voltam nem para dizer que resolveram o problema”, afirma Robson Campos, diretor de atendimento do Procon-SP.

Luz no fim do túnel?
É claro que não existe e tampouco um dia existirá uma fórmula perfeita e mágica da paz entre quem compra e quem vende quando há um problema não resolvido. Evitar a reclamação com produtos e serviços de qualidade é a melhor solução, porém, os resultados mostram que muitas empresas não atendem este quesito. “Num país em que se precisa que o Presidente de República emita um decreto para dizer ao consumidor que eles devem ser atendidos em um minuto é um absurdo. Esta atitude deveria partir das empresas”, acredita o Subsecretario do Procon-RJ.

Em São Paulo, o procedimento do Procon começa com a emissão de uma carta que permite que a empresa reclamada se manifeste sobre o problema. “Normalmente é neste período que antecede o processo conciliatório que a empresa atende de imediato às demandas do consumidor. Isto acontece porque o próximo passo é a instauração de um processo. Se por acaso a companhia não responder à reclamação, ela constará no cadastro do Procon-SP como uma empresa com reclamação não atendida e o consumidor poderá pesquisar e obter facilmente esta informação”, salienta Robson Campos.

A visão de Ricardo Pires, do Procon-DF é a de que a relação do consumidor com as companhias tem melhorado e é inegável que precisa melhorar ainda mais até por conta dos consumidores que estão mais conscientes de seus direitos. “É preciso que estas corporações estejam mais atentas ao trabalho realizado. É necessário ter mais cuidado com cobranças e taxas indevidas, assim como vendas casadas que o consumidor não contratou”, completa.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

O problema é seu...

Li ontem no Jornal O Estadão a coluna muito interessante do Antônio Wilson (gerente da Autovema). Seus textos referem-se ao mercado e suas competências (ou incompetências), entretanto o de ontem me chamou a atenção.

Ele relata que juntamente com sua esposa comprou um fogão em uma rede de lojas da qual é cliente antigo. Porém, na hora da entrega o fogão não passou pela porta de sua casa, não efetuando assim a entrega. Uma funcionária da loja ligou para a esposa dele pra tentar resolver a situação e quando indagada pela esposa sobre o que poderia ser feito a referida funcionária solta a seguinte pérola: "Isso é problema seu".

Eu sinceramente demorei pra acreditar que isso pudesse acontecer. Se eu reagi desta forma, imagina a esposa do Antônio Wilson ao ouvir isso. Que o atendimento é ruim, eu sei, mas isso é uma falta de respeito tremenda.

Achei pertinente uma observação feita pelo autor que diz que o cliente tem o poder de demitir um funcionário quando começa a comprar no concorrente. Porém as empresas ainda não aprenderam isso e só vão entender quando correrem o risco de fechar as portas.

Gostaria de saber se a funcionária se sentiria bem se alguém dissesse a ela "isso é problema seu". Por que eu acredito que ela deve gostar de ser bem tratada quando vai comprar, a não ser que seja masoquista.

É lamentável que pessoas ainda passem por isso e que eu escreva sobre o assunto. Um dia queria muito que não ter esse tipo de situação pra contar.

domingo, 17 de janeiro de 2010

Série Anos 80: Cinema Parte 1



Essa década é caracterizada pela intensa produção dos Estados Unidos. A violência se torna tema favorito dos grandes diretores. Martin Scorsese inova com Touro Indomável - considerado por muitos críticos como marco inicial do estilo de fazer cinema que seria agregado pela grande maioria dos cineastas no decorrer desta década.Já o cineasta Stephen Freas espanta os espectadores com Ligações Perigosas.

No Brasil, a crise econômica do país piora com a falta de dinheiro para pagar a dívida externa. Falta dinheiro para ir ao cinema e principalmente falta dinheiro para produzir filmes, com isso há uma queda na produção. Com isso começa uma batalha judicial movida pelos donos de cinemas contra a lei da obrigatoriedade de exibição de filmes brasileiros. Muitas salas deixam de exibir filmes nacionais por isso. Metade dos filmes produzidos em 1985 foi de sexo explícito.

Apesar de tudo, surge uma nova geração de cineastas em São Paulo, onde se destacam Sérgio Bianchi (Mato eles?, 1982), Hermano Penna (Sargento Getúlio, 1983), André Klotzel (A marvada carne, 1985) e Sérgio Toledo (Vera, 1987), mas seus filmes são vistos basicamente em festivais.

Graças à "Lei do Curta" (de 1975, mas aperfeiçoada em 1984), que obriga a antes do longa estrangeiro, o curta-metragem passa a ser o único cinema brasileiro com acesso ao mercado. Assim, em todo o país surgem novos cineastas e novas propostas de produção, e os curtas brasileiros ganham vários prêmios internacionais.
Outro destaque da década é a produção de documentários, também sem acesso ao mercado, mas refletindo sobre a história recente do país: Jango (1984), de Sílvio Tendler; Conterrâneos velhos de guerra (1989), de Vladimir Carvalho; e a obra-prima Cabra marcado para morrer (1984), de Eduardo Coutinho.

O cinema nacional que me perdoe, mas um dos ou talvez o símbolo do cinema nos anos 80 foi a comedia Curtindo a vida adoidado.

Bom, a década de 80 tem muita coisa pra ser dita sobre o cinema. Por isso eu dividi anualmente, entretanto um post assim ficaria gigante e a série cinema vai ser dividida em partes pra facilitar a leitura de vocês. Hoje vão os anos 1980, 1981 e 1983.

1980
Foram lançados O Homem-Elefante - com o estilo preto-e-branco e Gente como a Gente - que deu a Robert Redford os Oscars de Melhor Filme e Direção.
Roman Polanski inicia a década com o aclamado Tess, também são importantes lançamentos: Star Wars Episode -O Império Contra-ataca; Kagemusha - A Sombra do Samurai e O Destino Mudou Sua Vida), que premiou Sissy Spacek como Melhor Atriz de 1981. Foi nesse ano que Brooke Shields se torna uma diva do cinema com A Lagoa Azul.

1981
O ano é marcado por Katharine Hepburn em Num Lago Dourado, que lhe rendeu mais um Oscar e também premiou Henry Fonda que no filme contracena com sua filha Jane Fonda.
Hugh Hudson surpreende com Carruagens de Fogo e leva para casa o Oscar 1982 de Melhor Filme.
Outro destaque é Milos Forman, com Na Época do Ragtime, marcando a despedida do astro James Cagney do cinema.
O diretor Steven Spielberg lança o personagem Indiana Jones (interpretado por Harrison Ford) em parceria com George Lucas, no filme Os Caçadores da Arca Perdida.
No Brasil, Pixote - A Lei do Mais Fraco incomoda a sociedade ao mostrar a realidade nua e crua das ruas do país.
A onda do novo pop-rock brasileiro inspira um cinema focado no público adolescente, um exemplo deste ano foi Menino do Rio (dir. Antônio Calmon)

1982
Uma cinebiografia contagia a crítica especializada, e Ben Kingsley imortaliza a imagem de Gandhi na telona.
Steven Spielberg continua sua saga e apresenta um filme que marcará a infância das próximas gerações: ET - O Extraterrestre, com cenas antológicas como a da bicicleta que voa sob a imagem da lua cheia.
O ano é também de Dustin Hoffman na comédia Tootsie, filme de Sydney Pollack que deu a Jessica Lange o Oscar de Atriz Coadjuvante.
Os astros do passado fazem sucesso, com Jack Lemmon, Paul Newman e Peter O'Toole estrelando Desaparecido, um Grande Mistério, O Veredito e Um Cara Muito Baratinado, respectivamente.
Julie Andrews volta à cena com o musical Vitor ou Vitória?, dirigido pelo marido Blake Edwards.
A ficção científica nunca mais será a mesma depois do cult Blade Runner - O Caçador de Andróide), de Ridley Scott, que, apesar do fracasso no lançamento, tornou-se um sucesso alguns anos depois.
Os estúdios Disney inovam na tecnologia eletrônica com Tron.
Também estréia o clássico de Francis Ford Coppola – “Vidas Sem Rumo”.
Jim Jarmusch com “Stranger Than Paradise" mostra o cinema independente e alternativo.

1983
Brian de Palma é um diretor visionário, de vanguarda, um legítimo sucessor de Howard Hawks. E a prova disso vem com a estréia do polêmico Scarface ou A Força do Poder, com Al Pacino em seu mais importante papel.
James L. Brooks entrega o clássico Laços de Ternura, que premia Jack Nicholson e Shirley MacLaine no Oscar.
Glenn Close é uma agradável surpresa em The Big Chill,
Peter Yates dirige Albert Finney em O Fiel Camareiro. Finney é laureado com o Urso de Prata em Berlim.
Ingmar Bergman tem mais uma obra-prima reconhecida, Fanny & Alexandre. A versão do diretor tem incríveis 312 minutos.
Mel Gibson faz parceria com Linda Hunt caracterizada como homem em O Ano que Vivemos em Perigo, de Peter Weir.
O casal Woody Allen e Mia Farrow está na comédia Zelig.
É lançado Star Wars Episodio VI – O Retorno de Jedi, o último episódio da fantástica saga.
Tom Cruise surge no filme adolescente Negócio Arriscado (dir. Paul Brickman).
É lançado Rumble Fish de Francis Copolla – esse filme juntamente com “Vidas sem Rumo” abordaramm os dramas da adolescência e lançaram uma nova geração de jovens atores como Tom Cruise, Ralph Macchio, Emílio Estevez, Matt Dillon, Nicholas Cage e Rob Lowe.
“Down By Law” de Jim Jarmusch também mostra a força de um cinema independente e alternativo aos padrões hollywoodianos.


Caramba, é tanta coisa pra lembrar que minha cabeça tá girando. Antes que eu entre em curto circuito vou ficando por aqui. Semana que vem tem a parte 2.

Bjumeliga

sábado, 16 de janeiro de 2010

Justificativa

Essa semana foi punk pra mim, tenho lamentado muito e me esforçado, mas infelizmente não consegui postar nada. Tô aproveitando o fim de semana pra me atualizar pra que nesta semana eu possa cumprir meu compromisso com o blog.

Desculpa mais uma vez e espero conseguir normalizar as postagens.

Beijos e bom fim de semana.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Já tá perdendo a graça...

21 h, uma fome violenta e uma preguiça de fazer alguma coisa. Peguei a chave do carro e saí pra resolver meu problema.

Estacionei o carro e atravessei a rua. Sentei na cadeira e fiquei esperando alguém me atender. Continuei esperando alguém me atender. Ninguém aparece. De repente aparece uma mulher e dá o cardápio pro casal numa mesa perto de mim e ... vai embora. Ela nem percebeu que eu tava ali. Esperei mais um pouco e nada.

Fiquei puta de raiva,levantei feito um furacão da mesa e fui até o caixa. A atendente tinha um olhar de peixe morto e uma cara de desânimo tão grande, que me deixou mais irritada. Usava a blusa do Mac Duba's que parecia ser uns dois números menores, deixando parte da barriga (ou devo dizer banha) de fora, uma calça de cós baixo que deixava a mostra o bronzeado de fio dental. Excelente escolha pro ambiente de trabalho, não? Além do mau atendimento, ainda sou obrigada a ter a visão do inferno.

Voltando...
Cheguei no caixa e perguntei com minha cara de quem quer matar alguém:
- Não tem ninguém pra atender?
E ela responseu com a cara de quem não tem força pra se mexer:
- Tem sim.
Eu retruquei:
- Porque eu tô há um tempo esperando e não apareceu ninguém.
Ela super esperta pergunta:
- Você já pediu? (qual a parte do "eu tô esperando alguém pra me atender" ela não entendeu???)
Eu respondo, mais irritada ainda:
- Não.

Ela ficou me olhando e depois continuou mexendo no caixa como se eu não tivesse ali. Eu pergunto:
- Não tem nenhum cardápio?
Ela levanta e foi arrastando as rasteiras pegar um pra mim. Eu peguei da mão dela e agradeci. Enquanto eu escolhia ela saiu pra resolver algo. Fiquei em frente ao caixa esperando ela voltar. O telefone toca e ela vem atender.
Fiquei observando ela atendendo a ligação e fiquei espantada com a forma grosseira com que ela travava a pessoa na linha.
"Vai querer o que??" isso não é coisa que se diga pra um cliente.
Fiquei esperando ela desligar a ligação pra anotar meu pedido. Depois de uns minutos de espera o motoboy, me pergunta se eu quero que ele anote o que eu ia querer. Respondi que sim e ele começou uma batalha em busca de um bloco pra poder anotar, depois de procurar muito ele resolveu anotar no verso de um outro pedido. Já que tava no caixa resolvi pagar logo. A criatura pergunta:
- Você tem R$ 0,50?
Eu tinha, mas como tava puta disse que não. Ela foi obrigada a desconsiderar os centavos porque não tinha nenhuma moeda pra me dar.

Voltei pra minha mesa. Esperei, esperei e esperei mais um pouco. 15 minutos pra preparar um sanduíche simples e um suco de laranja? Já tava quase desistindo, o lanche de duas gurias que chegaram depois de mim foi entregue primeiro. Ah, e durante o tempo que esperei a garota do caixa ficava me encarando, ela me atende mal e ainda ficou magoadinha.

Até que enfim a porcaria do lanche chegou já eram 21:35, detalhe eu cheguei lá as 21:10. Peguei e fui pra casa,acreditando seriamente que meu tormento tinha terminado. Quando tomo o priemiro gole do suco, percebo que a laranja tava passada e o suco tava meio ruim. O correto era eu voltar lá e fazer o dono do lugar engolir aquele suco, mas já tava tão irritada e com tanta fome que eu desisti.

Terminei minha noite assim, irritada com uma coisa besta que não deveria acontecer. Até quando vou passar por isso? Não tô pedindo favor a ninguém, tô pagando por serviços que deveriam ser de qualidade. Custa fazer algo que preste?
Custa ter bom senso e não ir pro trabalho com uma roupa beeem piriguete???

Bem, vou ficar por aqui por que se falar o que eu penso me faltarão caracteres.

Bjus.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Rock in Rio 25 anos

Minha singela homenagem aos 25 anos de Rock in Rio:

O Rock in Rio é um festival musical idealizado por Ricardo Medina, que teve sua estréia em 11 de janeiro de 1985 na cidade do Rio de Janeiro – daí o nome Rock in Rio.

O primeiro festival ocorreu no Rio de Janeiro entre 11 e 20 de janeiro de 1985. Para o evento foi construído uma área conhecida como “Cidade do Rock” e o maior palco do mundo até então: 5.000 metros quadrados de área. O espaço também tinha fast foods, shopping centers, centros médicos e infra estrutura para cinco Woodstocks. Participaram do evento quase 1,5 milhão de pessoas.

Coube a Ney Matogrosso a honra de abrir os trabalhos do festival, onde cantou América do Sul.

Pouco antes do Festival, muita gente apostava no fracasso do evento por diversos motivos. Até então não havia um festival do porte do Rock in Rio e atristas internacionais do primeiro escalão não costumavam visitar o Brasil. Era a oportunidade para os brasileiros verem de perto ídolos do rock e pop internacionais. Talvez por esses motivos o festival tenha sido um sucesso o que inseriu o Brasil na rota dos grandes shows internacionais.

Participaram desta edição: Iron Maiden, Yes, Ozzy Osbourne, Queen, Scorpions, The B-52's, Rod Stewart, The Go-Go's, George Benson, Al Jarreau, Nina Hagen, AC/DC, Whitesnake. Representando os brazucas tinhamos Barão Vermelho, Paralamas do Sucesso, Baby Consuelo e Pepeu Gomes, Erasmo Carlos, Eduardo Dusek, Ney Matogrosso, Gilberto Gil, Elba Ramalho, Ivan Lins, Alceu Valença, Blitz, Lulu Santos, Kid Abelha, Blitz e Rita Lee. (se eu esqueci alguém perdoem-me)

Após o fim do Rock In Rio, o então governador do Rio, Leonel Brizola ordenou a demolição da “Cidade do Rock” alegando reintegração de posse da área ao patrimônio do município do Rio de Janeiro.

Esse “detalhe” não impediu que fosse realizado o Rock in Rio II, agora no Maracanã. O estádio foi adaptado para receber o palco e os espectadores. A segunda edição ocorreu entre 18 e 26 de janeiro de 1991 e teve 700 mil espectadores. Agora o público também podia assistir ao evento das arquibancadas.

Após um hiato de 10 anos, em 2001 rolou o Rock in Rio III de 12 a 21 de janeiro. Para tanto foi construída uma nova “Cidade do Rock” no mesmo local da primeira edição com capacidade para 250 mil pessoas/dia. Além das atrações principais foram colocadas tendas alternativas de música eletrônica, nacional, africana e música mundial. O evento recebeu a legenda de "Por Um Mundo Melhor", marcado pelos cinco minutos de silêncio antes das apresentações do primeiro dia de evento. Às 19 h daquele dia, três mil rádios e 522 emissoras de TV silenciaram suas atividades em prol da melhoria do mundo. O início e o fim do ato foram marcados pelo toque de sinos e pela libertação de pombas brancas, representando um pedido pela paz mundial.

A "Cidade do Rock" construída para o Rock in Rio III, permanece montada, à espera da quarta edição do evento, o Rock in Rio IV, previsto para 2004, mas que somente ocorrerá em 2011. (ainda bem que o mundo acaba só em 2012, poderemos ver o Rock in Rio)

Internacionalização
O Rock in Rio internacionalizou-se em 2004 com a primeira edição do Rock in Rio Lisboa, em Portugal. O evento foi parecido a terceira edição do festival no Brasil, com área de 200 mil metros quadrados do Parque da Bela Vista, com o "Palco Mundo" (palco principal), e as tendas Raízes, Mundo Melhor e Eletrônica. Ao longo de cinco dias de festival participaram mais de 70 artistas e 385 mil espectadores. A partir da última edição surgiu o "Sunset Rock in Rio", um espaço dedicado a concertos conjuntos de artistas e bandas, na maioria portugueses, de vários estilos musicais em formato de “jam sessions”
Em 2006, realizou-se a segunda edição do Rock in Rio Lisboa, no mesmo local, entre 26e 27 de maio e 2,3, e 4 de junho. O Rock in Rio Lisboa realizou-se pela terceira vez no Parque da Bela Vista entre 30 e 1 de junho e entre 5 e 6 de junho de 2008.
Já nos dias 27 e 28 de junho e entre 4 a 6 de julho do mesmo ano, rolou a estréia do Rock in Rio Madrid em Arganda del Rey, Madrid, Espanha.
Esse ano o Rock in Rio causa em Lisboa pela quarta vez no Parque da Bela Vista e pela segunda vez em Madrid em Arganda del Rey. Foi anunciado pelo criador do evento, que a realização do evento lusitano será permanente nesses 2 lugares, ocorrendo a cada dois anos.
Aqui no Brasil o Festival só vai causar ano que vem, após 10 anos da última edição. Rola de novo em 2012, mas dessa vez o cenário muda: a “Cidade do Rock” será demolida e o evento vai acontecer em São Paulo, onde será novamente apresentado em 2014 coincidindo com a Copa do Mundo.


Algumas curiosidades do Rock in Rio I:

1- A invenção do termo metaleiro
Esse termo, usado pela Rede Globo para rotular os fãs de rock pesado, tornou-se nacionalmente conhecido graças à divulgação do festival, especialmente quando artistas brasileiros foram vaiados pelos fãs de rock pesado. Os repórteres descreviam os elementos como "gente que curte metal e tem um visual carregado".

3- Bruce Dickinson fez o show sangrando
Um acidente durante o show do Iron Maiden fez com que o vocalista Bruce Dickinson passasse boa parte da performance sangrando.

4- A canção mais tocada no festival foi do grupo...Roupa Nova!
Embora não tenha participado do Rock In Rio, o Roupa Nova tem uma forte ligação com o evento. Eles gravaram o jingle que divulgou o festival, e que era tocado diversas vezes entre os shows. Tanto que o sexteto, em suas entrevistas daquele ano, brincava, dizendo que tinha sido o grupo mais tocado durante a festa roqueira.

5- Roqueiros?
O festival tinha o nome Rock In Rio, mas os organizadores resolveram incluir na programação artistas de outros gêneros musicais, especialmente jazz, pop e MPB. Isso causou muitas discussões na mídia e também do público, que contestava a escalação de Elba Ramalho, Ivan Lins e outros.

6- As vaias
Artistas como Erasmo Carlos e Eduardo Dusek foram vaiados pelos fãs de rock pesado, que queriam mesmo era ouvir Iron Maiden e Whitesnake. Dias depois, Herbert Vianna, durante o show do Paralamas, criticou abertamente quem fez isso, dizendo que eles deveriam era aprender a tocar, para poder encarar um evento daquele porte, e não vaiar.

7- Ivan Lins perdeu a voz
Um dos artistas mais ironizados por participar de um festival de rock, Ivan Lins ficou tão ansioso para se apresentar que acabou ficando rouco. Foi quase um milagre ele cantar até o final de seu show. Mas o cantor e compositor carioca conseguiu.

8- Transmissão pela Globo
Quem não foi à Cidade do Rock teve a oportunidade de ver trechos de alguns shows transmitidos pela Globo, ao vivo, ou no esquema "melhores momentos". Em vários casos, as performances foram mostradas na íntegra, como a de James Taylor.

9- Rock brasileiro mostra a sua cara
Do elenco de brasileiros, os grandes destaques foram os Paralamas do Sucesso e o Barão Vermelho. Mesmo os fãs do rock pesado reconheceram o valor dessas duas bandas, que ganharam grande impulso em suas carreiras.

10- Lamaçal
Quando a chuva resolveu marcar presença na Cidade do Rock, o lugar virou um verdadeiro lamaçal, tornando o Rock In Rio uma espécie de irmão da primeira edição do festival de Woodstock, de 1969.


Fontes:
Wikipedia
r7.com
conhecimento pessoal da pequena blogueira

sábado, 9 de janeiro de 2010

Série Anos 80: Moda




Pode-se dizer que os anos 80 começam realmente em 1977, com o sucesso da música “disco” inspirados no filme “Saturday Night Fever”. Voltam à tona, o glamour da noite e o charme do excesso e do brilho, deixando para trás o estilo hippie dos anos 70. A juventude trouxe de volta o que já era considerado “velho”: roupas sob medida e vestidos de baile. Os anos 80 seguem o charme e a sofisticação dos anos 60, porém com exagero.

No Brasil esses anos são considerados pelos economistas como a “década perdida”. Paraxodalmente, a moda buscava expressar o contrário, como eu falei no post anterior a música dos anos 80 influenciou muito a moda da época e o que vemos nas ruas hoje com uma releitura mais moderna. Pops, darks, góticos, metaleiros, rastafaris e tantas outras tribos conviviam com seus variados estilos. Uma das grandes influências na moda foi Madonna, com um estilo extremamente alegre, influenciou a sociedade com seu estilo livre e despudorado, com cores vibrantes e cortes exóticos. Outra grande influência foi Xuxa, quem não usou os pom pons ou quis ser paquita?

As roupas se tornaram uma espécie de reflexo do momento político do Brasil: a abertura democrática. Roupas coloridas e extravagantes conviviam lado a lado com estilos sofisticados, sensuais e ousados.

Maquiagens também coloridas, sombras fortes e batom com cores vivas, sempre na linha exótica e chamativa. A moda futurista com suas roupas de stretch e acessórios feitos de acrílico e do plástico nas mais variadas cores, geralmente cintilantes fizeram parte desta era. O estilo chamativo convivia lado a lado com estilos sofisticados, sensuais e ousados. Sendo a ambiguidade o traço marcante da moda: estampas de oncinha, cores cítricas, ombros largos, pernas longas, cortes de cabelo assimétricos e acessórios "fake" convivendo com discretos tailleurs e com roupas de moletom e cotton-lycra recém-saídas das academias.

Os anos 80 serão sempre lembrados como a década do exagero e da ostentação. Os seriados, como Dallas, mostravam mulheres poderosas cobertas com jóias e por todo o luxo que podia ser comprado pelo dinheiro. Em resposta a isso, a moda criou um estilo nada simplório. Todas as roupas de marcas conhecidas tinham seus logos estampados no maior tamanho possível. O ápice do jeans e a ascensão dos shoppings como paraíso do consumo também ocorrem nessa década.

No cenário internacional se destacam os japoneses Yohji Yamamoto e Rei Kawakubo. Nessa época surgem nomes como: Christian Lacroix, Karl Lagerfeld e Jean Paul Gaultier. E em 1981 surge o Empório Armani. Tornam-se inesquecíveis nesta época: All Star, Pool, Company, Topper, Melissa, Kichute, Dijon entre outras marcas.

O corpo se torna vitrine daquilo que se passa na própria cabeça. Surge então a mania de customização. Exploração das ambigüidades, releituras, mistura de tendências, expressando o estado de espírito da pessoa e cristalizando a idéia da imagem como meio de comunicação.

No campo da moda, os anos 80 foram uma expressão das mudanças intensas e inovadoras que aconteciam no mundo. As mudanças sociais, a música e o cinema influenciaram muito o surgimento de diversos estilos. Estes estilos são constantemente recriados nos desfiles de moda, várias marcas famosas fazem releituras da moda dos anos 80 em suas atuais coleções.

Como podemos ver, temos muito mais a ver com essa década do que pensávamos...


Fontes:
www.anos80.com
Almanaque Folha
Wikipedia

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Moment of Glory

Que eu gosto de rock não é novidade. Viajo em algumas músicas, tenho meus favoritinhos, aqueles que não me canso de ouvir.

Não sou muito fã de música clássica erudita, gosto mais da contemporânea. Gosto da Orquestra de Berlim, a segunda melhor do mundo. Acho os caras "fodásticos".

Agora imagina juntar os dois. Rock e música clássica, imagina o quanto fica bom.

Por isso falo hoje de uma recente aquisição minha, o DVD Moment of Glory.
O DVD nada mais é do que a junção da maior banda alemã de rock com a melhor orquestra alemã - a Orquestra Filarmônica de Berlim.
Ele marca a volta do Scorpions a sua cidade Natal, Hanover. A preparação do DVD durou cinco anos. O resultado é um espetáculo incrível, pena que tenham apenas 11 músicas.

Não sei como o pessoal conseguiu assistir ao show sentado, eu estaria louca, rouca e pulando feito uma mola.

Além do show, tem o making of dos ensaios e uma entrevista com a banda.

Bom, fica a dica. Deixo as minhas duas músicas favoritas:



quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Achado

Ligo a TV. Começo a zapear na esperança de achar algo que preste. De repente ouço Footloose, jogo o controle pro lado e começo a cantar. É o Entrevista Record Música com uma banda qu eu não conhecia ainda, onde todos tão vestidos de forma diferente, isso me chama a atenção e eu espero pra ver o que é.
Aparece no vídeo o nome da banda, me interessei e fiquei assistindo.

No começo não entendi muito bem, por que eles tavam vestidos daquele jeito? Parecia que iam a uma festa a fantasia. Mas eles tocam bem, então deixa pra lá.

Recomeça a entrevista e eu começo a entender as coisas. Trata-se de The Soundtrackers, uma banda que tem como repertório clássicos do cinema pop contemporâneo, hits que fizeram história nas telonas e freqüentaram as paradas de sucessos dos anos 50 até os dias de hoje. Eles tocam ao vivo num show multimídia, com telões passando trechos de filmes e figurinos caprichados homenageando os campeões de bilheteria.

Ah, então é por isso que eles tavam vestidos daquele jeito. Cada integrante se caracteriza como um personagem de seu filme favorito.

Assisti a entrevista até o fim, lamentei não ter assistido o começo. Os caras fazem um trabalho super bacana.

A banda tem sete integrantes. O vocalista é Rodrigo Rodrigues, apresentador do Vitrine da TV Cultura. O site deles é todo em linguagem temática, muito legal.

Já imaginou Kevin Bacon dançando sem Footloose? Ou Peter Fonda atravessando as highways sem Born to be wild? Ou Whitney Houston e seu guarda costas no silêncio e nem sinal de I Will Always Love You? Não dá pra pensar em cinema sem soundtrack, ela se tornou parte integrante e importante do filme. Você pode não lembrar do filme, mas se ouvir a música automaticamente lembra da cena que a acompanha.

Achei muito legal a proposta da banda, um diferencial às bandas que tocam flash back.



Aos interessados em conhecê-los segue os canais onde podem ser achados:
www.soundtrackers.com.br
www.myspace.com/thesoundtrackers2
www.youtube.com/thesoundtrackers
www.soundtrackers.zip.net
twitter: @soundtrackers
também tem comunidade no orkut e página no facebook.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Série Anos 80: Música




Sou louca por música e fã dos anos 80. Se for música dos anos 80 então, fechou.

Se pudesse escolher qual época viver com certeza não pensaria duas vezes. Grandes acontecimentos políticos e socias e início da chamada idade da informação, apesar de ser chamada de "década perdida" para a América Latina.

Eu particularmente, gosto mais das músicas. Apesar de ser considerada a década da música eletrônica, no meu ver foi a consolidação do Rock. Renovação do punk, influências no Hard Core que criaram o Heavy Metal e consolidação de bandas como Metallica, Slayer, Iron Maden, Anthrax, Duran Duran, A-ha, Dire Straits, U2, AC/DC, Whitesnake e Scorpions (essas quatro últimas são as minhas favoritas).

Acredito também que foi a melhor época da música nacional. A MPB firmava-se com nomes como Elba Ramalho, Simone, Marina Lima, Maria Bethânia, Zizi Possi, Fafá de Belém, Elis Regina, Gal Costa, Rita Lee, Rosana e Joanna, Caetano Veloso, Chico Buarque, Milton Nascimento, Tom Jobim, Guilherme Arantes, Flávio Venturini, Ivan Lins e Gilberto Gil.
Aconteceu nessa época também a consolidação do pop e do rock and roll. Grandes bandas, grandes artistas e excelentes músicas. RPM, Ultraje a Rigor, Titãs, Legião Urbana, 14 bis, Barão Vermelho, Kid Abelha & Os Abóboras Selvagens, Rádio Taxi, Engenheiros do Hawaii, Claudio Zoli, Léo Jaime e o inesquecível Cazuza são nomes surgidos nessa época.

É nessa era incrível que é inaugurado o Sambódromo do Rio de Janeiro e um ano depois
rola o primeiro Rock in Rio (1985).

É nessa década que Michael Jackson firma sua carreira com Thriller, criando uma nova vertente no que se referia a videoclipes. Madonna surge com seu Like a Virgin e se torna um ícone feminino, o que perdura até hoje. Também vemos Kylie Minogue, Janet Jackson, Boy George, Lionel Richie, David Bowie, Whitney Houston, Prince, Billy Idol, Roxette entre tantos outros.

Uma coisa que gosto também são os clipes. Me divirto e dou boas risadas assistindo a eles. É engraçado ver os "defeitos" especiais usados na época, as coreôs todas sincronizadinhas com seus passinhos ensaiados, os cabelos extravagantes e as roupas, que são um capítulo a parte.

A música e principalmente a atitude demonstrada pelos estilos musicais dos anos 80 influenciaram e influenciam o comportamento dos jovens. Na verdade o que vemos hoje é uma releitura mais moderna das modinhas do passado. O rock alternativo, por exemplo, que faz tanto sucesso hoje também surgiu nos anos 80, mas só ganhou fama nos anos 90.

Além de influenciar o comportamento, a música também influenciou a moda. Mas isso é assunto pra outro post.

Bem, tem tanta coisa a ser dita sobre essa década que o espaço é pequeno, ainda mais pra uma fã como eu. Espero que tenham gostado e amanhã tem mais.

Beijos.


Fontes:
www.anos80.com
Wikipedia
Conhecimento desta pequena blogueira.

Sorry

Nossa, finalmente consegui um tempo. Esses dias tem sido punk pra mim, por isso não tenho postado no blog.

Tenho sentido muita falta de escrever, mas realmente estava complicado. Mas hoje me redimo e trago uma surpresa.

Quem me conhece sabe da minha paixão por música e que sou fã dos anos 80. Pensando nisso me ocorreu uma ideia nesses dias e a partir de hoje inicio uma série de posts sobre os dois temas. Um apanhado geral sobre a cultura dessa década incrivel que eu infelizmente não vivi.

Espero que gostem e me desculpem pelos dias ausentes.

Beijos

sábado, 2 de janeiro de 2010

Dica aos publicitários

Tõ terminando de ler o livro "Cenário Publicitário Brasileiro" de Mariângela Machado Toaldo. É um livro super interessante, mostra o cenário político, econômico e social brasileiro entre os anos de 1969 a 1999, traçando as mudanças na publicidade brasileira que acompanharam as mudanças no cenário nacional.

Entre as informações interessantes que absorvi deste livro, separei duas pra comentar aqui.

A primeira refere-se ao seguinte trecho:
A sociedade civil representativa dos segmentos populares inicia um movimento visando solucionar problemas que a afetam. (...)
Nesses momentos de conscientização e exercício da cidadania (...), quando as pessoas procuram fazer valer seus direitos, a publicidade busca valorizar o consumidor, como aliás, vem fazendo ao longo das décadas. O consumidor também aprende a valorizar-se. O anúncio do CONAR (1989) demonstra que o órgão faz o mesmo ao apresentar sua missão: "É uma questão de respeito da publicidade para com o consumidor. No dia em que não se respeitar o que o consumidor pensa da propaganda, a propaganda vai perder o respeito pelo consumidor."

Me perguntei onde foi parar esse discurso. Por que o que vemos é um grande desrespeito ao desejo do consumidor. Já escrevi aqui e no Ninguém Merece sobre minhas desventuras. Falo estreitando o cenário a Porto Velho, vemos propagandas mal feitas, mal atendimento nos estabelecimentos comerciais, uma descaso tremendo com o consumidor. Mas nós consumidores também somos responsáveis por esse cenário a partir do momento em que não fazemos valer nossos direitos. A gente reclama, reclama mas no fundo fica só nisso.
Já citei aqui as campanhas PELA SAÍDA TRANQUILA NA NOITE DE PORTO VELHO e PELO BOM ATENDIMENTO NOS ESTABELECIMENTOS COMERCIAIS DE PORTO VELHO. Tá na hora de mobilizarmos nosso meio social pra sermos tratados como deveríamos ser. Tá na hora dos comerciantes aprenderem que o cliente é em primeiro lugar, por que eles dependem de nós.

Outro ponto interessante se refere a análise do anúncio da Wollens publicado na Revista Veja em 1989. O anúncio parte do slogan de um anúncio de uma outra marca que consagra a ideia do " o negócio é levar vantagem em tudo" aproveitando pra mostrar o contrário:

"A falsa malandragem virou mania nacional. Mas não precisa ser muito esperto pra ver que, com todo mundo levando vantagem o tempo todo, o Brasil nunca vai levar vantagem em nada. De tanto dar jeitinho em tudo, daqui a pouco é o país que não tem mais jeito. E daí ninguém vai gostar de levar o que vem por aí."

Isso me lembrou o post de ontem sobre o egoísmo. E encarei esse anúncio como uma "previsão" pois vemos mais ou menos isso. Um país onde o "jeitinho brasileiro" predomina em proveito dos interesses pessoais, principalmente dos nossos exelentissimos políticos. Será que o Brasil ainda tem jeito? Espero que sim.

www.veja.com.br/acervodigital/home.aspx Link da Revista Veja com o anúncio original.

Agradecimento

Vocês não tem noção do quanto eu tô feliz.
Tenho recebido comentários positivos sobre o blog e isso me deixou muito feliz. Não tenho palavras pra agradecer o carinho de vocês, apesar de pouco tempo no ar aparentemente tenho conseguido cumprir meu objetivo traçado quando iniciei o blog.

Desejo e me esforçarei pra corresponder as expectativas de vocês e espero que vocês continuem me dando do privilégio de suas presenças aqui no blog.

Muito obrigada mesmo pela presença e pelo carinho.

Beijos

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

1º de janeiro de 2010



1º de janeiro é o Dia Mundial da Paz, além de Dia da Fraternidade Universal e primeiro dia do ano, é claro.

Mas infelizmente não temos paz há muito tempo. O que vemos no dia a dia e nos jornais são violência, desrespeito ao próximo e tantas outras coisas que nos tiram a paz.

Ontem cumprindo minha última promessa de 2009 (ver o último por do sol do ano) fiquei pensando enquanto olhava a paisagem. É tão gostoso ter momentos assim de calma e sossego. Enquanto eu estava ali na paz dos meus pensamentos, milhares de pessoas ao redor do mundo eram assombradas pela violência.

Não vou cair no lugar comum de desejar que 2010 seja um ano de paz e todas essas coisas. Vou desejar que seja um ano com menos egoísmos.
Sim, egoísmos, a grande razão dos males humanos. É o excesso de amor exclusivo à pessoa e aos interesses próprios que nos torna cegos diante do sofrimento alheio. Que nos torna passivos diante das mazelas, que nos torna incapazes de atos que melhorem as coisas ao nosso redor.
É o egoísmo que só nos dá capacidade de indignação quando algo ruim acontece a nós mesmos.

Por isso desejo a todos um ano de menos egoísmos.

Feliz 2010.