quarta-feira, 30 de junho de 2010

Coisas que só acontecem com a Neuma - Você foi abduzida com meu sapato?

Sabe aquela roupa ou sapato que vc compra e de tão lindo tem pena de usar? Então, ele era assim. Um sapato lindíssimo, confortável que eu demorei pra criar coragem pra usar.

Era meu segundo sapato favorito, mas de tão gostoso, quando comecei a usá-lo não parei mais.

Era uma linda tarde de sol e calor. Eu linda, loira e super metida com meu segundo sapatinho favorito desço da minha carruagem e vou em direção a garagem, pegar o elevador.

Quando eu entro na garagem começo a sentir algo estranho, o sapato parece mais frouxo, não sei. Continuo andando e entro no elevador, quando sinto q realmente o sapato tá estranho. Quando olho, CARAMBA, CADÊ, CADÊ...MEU SALTO?

Como assim? cadê o salto do meu sapato? Ai meu pai, o que eu vou fazer, eu não posso voltar até o carro desse jeito. Tá, vou subir até a sala e lá decido o que fazer.

- Terceiro andar.

A sorte é que a sala fica perto do elevador. Entrei, sentei e fiquei tentando matutar o que eu poderia fazer.

- Eu tenho uma rasteira no carro, só preciso arrumar um jeito de ir até lá.

Tiro a sandália e fico olhando o estrago, meu salto dourado se foi. Minha segunda sandália favorita, aaaaaaaaah não.

Fico olhando e tentando ter uma ideia. Ligo o computador e me lembro que tinha combinado de ir ensinar o Adriel a twittar. E agora, como eu vou?

Pra minha sorte, o cara começa a me chamar no pandion. Putz, preciso ir lá e agora?

Olho pra baia da Lorena e me lembro que ela tem um sapato de salto baixo que usa pra trabalhar na sala.
Tá, mais eu não posso pegar sem avisar. Vou esperar ela chegar.

O cara tá insistindo pra eu ir lá, e agora? A Lorena tá demorando. Vou pegar e ir lá rapidinho, quando ela chegar eu explico, acho que ela não vai se importar.

Peguei o sapato, que ficava um pouquinho folgado no meu pé e fui.
Cheguei lá, ensinei tudo de uma forma rápida e tirei algumas dúvidas. Quando me preparava pra ir embora, chega outra pessoa e pergunta o que eu tava fazendo lá, quando o Adriel responde, ele diz:
- Ah, eu também quero aprender, senta aqui e me ensina.

Putz, eu preciso ir embora. Mas e agora?
- O Adriel depois te explica.
- Ah não, ensinou pra ele tem que ensinar pra mim. É rapidinho.
- Tá bom.

Lá vou eu pra baia do outro explicar. Nisso chega a chefe do setor e vão dizer pra ela o que eu tava fazendo, ela resolve discutir a ferramenta comigo. E eu me arrependendo de ter ido lá.

Enquanto isso na minha sala, o caos se instaurava.
A Deisy sentou na minha baia e sem querer chutou meu sapato que estava debaixo da mesa. Aí ela viu o sapato quebrado e todo mundo começou a criar mil teorias pro fato de eu não estar na sala.
- Ela tá com vergonha, o sapato dela quebrou.
- Não, acho que ela foi embora.
- Embora ela não foi, a bolsa dela tá aqui.

Enquanto isso, já tinha aparecido mais uma "aluna" pra minha aula de Twitter e a minha pequena explicação pra uma pessoa virou aula pra uma turminha.

Enquanto isso, lá na minha sala, a Lorena sentiu falta do sapato dela e somou 2+2.
- Ela pegou meu sapato e sumiu.

Aí começou a busca a minha pessoa. Ligaram no meu cel que estava dentro da minha bolsa. Aí as teorias conspiratórias continuaram.

Eu, pobre coitada de mim, tentando me livrar do povo e nem imaginava a confusão que tava na sala por minha causa.

Aí abri minha página no twitter pra mostrar uma coisa pros meus "alunos". Nisso, me deparo com a seguinte mention:
@lorenasarraf: @neumaoli vc foi abuzida com meu sapato?

Pronto, já tinham percebido e entenderam tudo errado. Vou ter que me explicar, assim que sair daqui.

Quando finalmente consegui sair fui em direção a minha sala sem imaginar o que me esperava.

Quando eu abro a porta 3...2...1...kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk Gargalhada geral. Até eu não aguentei e cai na gargalhada também.

- Aí tá a fujona.
- Resolveu voltar, foi?
- Você foi abduzida?

Eu lá, rindo das gargalhadas do povo e ao lembrar da situação.

- Garota, o que foi que aconteceu?

Lá vou eu explicar a história toda, o que demorou um tempo, por causa das minhas crises de gargalhada.

O povo demorou um tempo pra acreditar na minha história, achavam que eu tava com vergonha e inventei a história.

Aí a Lorena resolveu me fazer um favor.
- Alô, Maristela? Oi, é a Lorena. Mari, por acaso ninguém da limpeza achou um salto dourado na garagem? É, o salto da sandália da Neuma quebrou. Se alguém achar pede pra trazer pra ela, por favor.

Pronto, agora a Diseg inteira sabe da minha tragédia.

Enfim, a Lorena depois de se convencer que eu não havia roubado seu sapato e que tudo tinha sido um desencontro, resolveu fazer a caridade de me emprestar pra que eu pudesse ir pra casa.

Saímos rindo pelos corredores e elevador. Acho que o povo pensou que eramos malucas. Mal sabiam o que tinha acontecido.

Meu salto até hoje não apareceu e eu tive que jogar minha sandália fora, com uma dó danada, tadinha dela. Depois disso traumatizei, ando morrendo de medo do meu salto quebrar de novo.

Bem, semana que vem eu acho mais alguma loucura pra contar. Beijinho.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Coisas que só acontecem com a Neuma - A Chupeta

Depois de quebrar o salto no elevador do trabalho, de fugir da polícia de ré numa ladeira ela está de volta. É, é ela mesma: a Zica.

Nunca vi alguém pra se meter em tanta confusão como eu. Já aconteceu de tudo comigo. E hoje, pra iniciar (ironia) bem a semana não foi diferente.

Mas como tudo tem seu lado bom, a zica de hoje rendeu uma história engraçada. então, espero que dêem boas risadas da minha desgraça.

Lá vou eu, saindo linda e bela do Fórum em direção ao meu carro, parado do outro lado da rua. Pego a chave e destravo o alarme, automaticamente os vidros abrem. Entro no carro, coloco a chave na ignição e TCHARAM: não acontece nada. Tento de novo e não acontece nada.

Puta que pariu, o carro morreu. O que eu faço? Vou ligar pro Marcos.

Reviro a bolsa em busca do celular que por algum motivo desligou sozinho. Ligo o celular, ligo pro Marcos e ele não atende. Começo a entrar em desespero. Ligo de novo, ufa, ele me atendeu.

- Cara, você não sabe o que aconteceu. Meu carro não quer ligar, já tentei várias vezes, não liga.
- Como assim? Tá, tô indo aí.

E eu lá dentro do carro fazendo cara de paisagem, esperando o estacionamento esvaziar, morrendo de vergonha.

Ele chegou, pelo menos agora eu não vou passar vergonha sozinha.

- Neuma, isso é bateria.
- Mas como? Bateria começa a falhar, isso é indício que tem que trocar. Aqui não falhou, morreu de vez.
- Estranho.
- Lembrei, pera aí.
Eu fuço o porta luva em busca da minha possível salvação e... não a encontro.
- Pensei que o manual do carro estivesse aqui, lá tem o número do 0800 da Ford. Não tem nenhuma loja por aqui?
- A essa hora, é difícil encontrar loja aberta, você não quer deixar o carro aqui e ir na sua casa buscar o manual?
- Os vidros estão abertos, não posso deixar o carro aqui. Aaa, já sei, me dá teu carro.

O Marcos teve coragem de me dar o carro dele, fui em casa desesperada com medo de não achar nada aberto.
Chego em casa e pego logo uma lista telefônica, consigo achar uma loja aberta. Ligo lá e faço um drama pro vendedor que consegue mandar o mecânico ir ver o carro. Quando cheguei no Fórum novamente, o mecânico já estava indo embora.

- O cara disse que não pode desligar o carro. Que amanhã tem que comprar outra bateria.
- Ok.

Entro no carro, ligo os faróis e... o carro morre. (Desespero geral)Nãaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaao, eu só quero ir pra casa.

Calma Neuma, calma. Tenta de novo, caraca o carro não liga. Vou pedir ajuda pro Seu Marinho (motorista). Lá vou eu com cara de pau, entrando no Fórum pra pedir ajuda.

- Oi Dona Neuma, tudo bom?
- Não seu Marinho, a bateria do meu carro pifou, o rapaz veio e fez a chupeta, mas quando eu fui ligar os faróis pra ir embora morreu de novo.
- Vamos ver o que posso fazer.

E lá vamos nós...
- Vamos dar um tranco pra ver se pega.
Nisso seu Marinho e o Marcos começam a empurrar o carro. O que não seria algo tão absurdo, se não fosse o fato de que o estacionamento é uma ladeira.
Imagine a cena, dois homens empurrando um carro ladeira acima. E eu lá olhando, é olhando, não tenho força pra empurrar uma moto quem dirá um carro.
Aparece um flanelinha e se oferece pra ajudar. Eu lá olhando a arrumação de empurrar o carro ladeira acima, ladeira abaixo. Quando o flanelinha, muito intrometido pergunta:
- Vai ficar aí parada?
Vou, vou sim. Foi você quem se ofereceu seu enxerido, agora cala a boca e empurra.

Nisso aparece um rapaz e se oferece. E lá vão os três empurra pra cima empurra pra baixo e eu segurando o riso.

É o carro não pega mesmo, melhor por na garagem e amanhã trocar a bateria.
- Galera, empurra pra dentro.
E lá vão eles empurrando o carro pra dentro. O Marcos tadinho, tava ensopado de suor. O rapaz que se ofereceu mal respirava, o flanelinha saiu arrependido de ter se oferecido, mas satisfeito pela gorjetinha. Seu Marinho, por algum motivo entrou no carro oficial e saiu (acho que fugiu antes que eu pedisse mais alguma coisa).

Então tá, já que não tem jeito vou pra casa. Começa o descarrego, tirar tudo o que tem dentro daquele carro. De sapato a papel, tem tudo. Poderia ir embora se o vidro não estivesse aberto e eu morrendo de preocupada.

- Queria levar meu filho pra casa. (A loka chama o carro de filho). Caraca, tem uma oficina 24 horas na Vieira Caula.
- Você quer ir lá?
- Quero, quem sabe não consigo.

Lá vamos nós pra bendita oficina, chegamos lá a moça diz que trabalham com bateria, maaaas não tem no estoque. Quase morri.

Fiquei lá em choque até vir outro rapaz e perguntar o que houve. Começo a contar a saga. Ele deu uma explicação mecânica (que eu entendi tanto qanto entendo física quântica) e se ofereceu pra ir ajudar, é claro mediante pagamento de uma taxinha simbólica.

E lá vamos nós pro Fórum de novo. Eu na maior cara de pau, mando o cara entrar na garagem do Fórum. De longe o guarda olhava aquela invasão e penteava seus cabelos ralos.

Enquanto o cara fazia uma chupeta milagrosa no carro eu tentava explicar pro guarda aquela presepada.
- Vocês vão demorar?
- Não sei moço, o rapaz tá tentando arrumar o carro.
- É que não pode ficar aqui.
- Eu sei, sou servidora do Tribunal.
- O carro não pode ficar ali, tá fechando a saída do carro do Juiz.
- Eu sei, se por acaso o Juiz sair antes da gente ir embora a gente sai do meio tá?
O guarda continua a pentear seus ralos cabelos e eu volto pro meu filho.

- Moça, a chupeta tá feita, mas não pode ligar os faróis não. A gente vai devagar, eu vou na frente, e você vai atras com a luz de alerta ligada pra evitar acidente.
- Ok.

Imagine a cena: três carros com as luzes de emergência acesas, o do meio com os faróis desligados a 20 km/h andando pelo Centro. O maluco ainda me fez subir a ladeira da José de Alencar. Eu rezando pro carro não morrer no meio daquela ladeira, rezando pra eu chegar em casa, rezando pro mico passar. Enfim, cheguei em casa escoltada por dois carros, chamando a atenção dos vizinhos fofoqueiros.

Tô morgada, cansada como se eu tivesse empurrado o carro. Comecei a semana com fortes emoções. Aí tive a ideia de contar algumas desventuras que me acontecem de vez em quando e fazer alguém rir com minhas loucuras.

Tudo acontece comigo, é algo inacreditável. Tenho algumas histórias impublicavéis de situações extremamente constrangedoras e outras que dariam uma boa comédia. Sempre que puder as escreverei aqui.

Semana que vem eu começo contando a história "Neuma, você abduzida e levou meu sapato?".

terça-feira, 15 de junho de 2010

Gente implicante, invejosa e incompetente - parte III

Terminado a trilogia dos seres que deveriam ser extintos da face da terra, escrevo hoje com ideias fervendo.

Incompetência é a inabilidade de alguém de desempenhar adequadamente uma determinada tarefa ou missão.

São aqueles famosos coleguinhas que nunca fazem nada do que lhe é pedido ou não entendem a ordem que lhes é dada.

São aqueles que criticam o que você faz, mas nunca fizeram ou fariam algo parecido.

São os que pegam carona na equipe e dizem que participaram ativamente do processo quando, na real, não fizeram nada.

São aqueles que sempre tem uma desculpa pra não fazer o que lhe é pedido.

São pessoas preguiçosas, sem perspectivas e sem vontade.

Não gosto de gente assim que faz, quando faz, as coisas mal feitas. Você percebe a má vontade, o desprezo da pessoa pela tarefa.

E incompetência não tem a ver com trabalhar com o que não gosta. Tem a ver com a falta de perspectivas mesmo.

O que me conforta é que "Jacaré parado vira bolsa". Esse tipo de gente, por mais irritante que possam ser não são nenhuma ameaça, pois não tem capacidade pra competir com você.

Vou esperar a caça começar e algumas bolsas surgirem.