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terça-feira, 15 de junho de 2010

Gente implicante, invejosa e incompetente - parte III

Terminado a trilogia dos seres que deveriam ser extintos da face da terra, escrevo hoje com ideias fervendo.

Incompetência é a inabilidade de alguém de desempenhar adequadamente uma determinada tarefa ou missão.

São aqueles famosos coleguinhas que nunca fazem nada do que lhe é pedido ou não entendem a ordem que lhes é dada.

São aqueles que criticam o que você faz, mas nunca fizeram ou fariam algo parecido.

São os que pegam carona na equipe e dizem que participaram ativamente do processo quando, na real, não fizeram nada.

São aqueles que sempre tem uma desculpa pra não fazer o que lhe é pedido.

São pessoas preguiçosas, sem perspectivas e sem vontade.

Não gosto de gente assim que faz, quando faz, as coisas mal feitas. Você percebe a má vontade, o desprezo da pessoa pela tarefa.

E incompetência não tem a ver com trabalhar com o que não gosta. Tem a ver com a falta de perspectivas mesmo.

O que me conforta é que "Jacaré parado vira bolsa". Esse tipo de gente, por mais irritante que possam ser não são nenhuma ameaça, pois não tem capacidade pra competir com você.

Vou esperar a caça começar e algumas bolsas surgirem.

terça-feira, 11 de maio de 2010

E nem tudo são folders

Eu lembro que com 6 anos, passando na Jorge Teixeira vi um outdoor da Fatec que me chamou atenção por uma única palavra: MARKETING. Eu não sabia o que significava aquela palavra, mas achei bonita e decidi naquele dia que faria da minha vida: Marketing.

Fui crescendo e esqueci aquela "séria" decisão tomada pro meu futuro. Quando comecei a me preocupar com qual faculdade faria, uma única e primeira opção apareceu na minha mente: Publicidade e Propaganda.

Minha mãe conta que com 2,3 anos eu assistia muita Tv e quando ela chegava do trabalho eu sabia todas as propagandas. As contava pra minha mãe, ou melhor, contava a minha versão delas. Com 3 anos, quando ainda não sabia ler, pegava o jornal e "lia" as notícias criadas por mim. Sempre gostei de criar e imaginar coisas.

Mesmo quando não sabia quase nada, essa paixão me acompanhava. Não sei como começou, nem onde vai terminar. Só sei que não sei fazer outra coisa que não seja trabalhar com comunicação. É isso que me faz levantar as 6h da manhã mesmo caindo de sono. É isso que com que eu engula certos sapos do funcionalismo público, é o que me faz ficar louca organizando eventos. É o que me dá paz quando olho o evento dando certo.

Meu maior medo sempre foi trabalhar em algo que não gostasse. Mas tive a sorte de ter passado por lugares onde pude trabalhar com comunicação. Também me propus a ser melhor sempre pra não ser mais uma na multidão.

Aí vem a faculdade, aquela gana de mudar o mundo. De ser o novo Washington Olivetto e ditar as regras do jogo. Entusiasmo de primeiro semestre, de calouro que acha que a publicidade é só o glamour que aparenta. Aí vem os trabalhos, as provas e aquela sala lotada vai esvaziando. Com esse esvaziamento vem a constatação que nem tudo são "folders".

O entusiasmo vai diminuindo e você vai caindo na real, ao ver certas coisas acontecerem. Então você percebe que está numa fabrica. Fábrica de diplomas, de profissionais imcompetentes (desculpem a expressão), se é que podem ser chamados de profissionais.

Ontem vi o melhor professor entregar os pontos, por estar decepcionado com o nível dos alunos, pela falta de motivação e pela falta de uma política educacional na faculdade, que deveria prezar por isso. Ouvir ele dizer que apesar de amar dar aulas vai parar porque não consegue mais é complicado.

Hoje ouvi meu pior professor - que mais enrola, que nunca dá aula - nos dizer, cheio de uma falsa moral, que estamos enrolando ele porque não entregamos um trabalho. Que nada mais é do que um job que ele nos obrigou a fazer pra pegar todo o mérito.

Confesso que as atribuições do trabllho se tornaram minha prioridade e juntamente com a decepção, fizeram com que eu deixasse a faculdade um pouco de lado.

Tô decepcionada, muito mesmo. E também revoltada, é absurdo pagar uma mensalidade alta, atravessar a cidade (eu moro no centro e a Uniron fica na zona leste) pra não ter aula. Pra ver o cara que deveria te passar conhecimento, enrolar na maior cara dura.

Infelizmente não é só no meu curso, ao sair da sala ouvi uma menina que passava dizer "Mais um dia perdido" porque ela também não teve aula.

Na minha concepção, faculdade é o lugar onde você se prepara pra exercer a profissão que escolheu e não uma empresa, que por sinal presta péssimos serviços.
Como disse meu professor ontem "Vocês saem daqui piores do que entraram, saem medíocres, vocês estão aqui enquanto podiam estar lendo um livro, vendo um filme, se divertido" Que certamente seria mais proveitoso do que certas "aulas".

Pra quem tá comprando um diploma não faz diferença, mas pra quem tem um sonho isso é revoltante.

E o mais irônico é o slogan da faculdade: Uniron, Aqui tem futuro. Se o futuro for pessimista, realmente, ali tem futuro.

Como diz o ditado: Decepção não mata, ensina a viver. Tudo bem, mas por hoje meu sonho tá morto.

P.S.: Desculpem algumas expressões, mas estou muito revoltada pra tentar ser eufemista.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Estamos fudidos...

Ontem como todos os dias fui caminhar na pista. Como geralmente vou acompanhada fico conversando e não presto muita atenção nas pessoas que lá estão. Ontem, eu fui sozinha e foi inevitável não observar ao meu redor. Ouvi uns trechos de conversas, vi algumas pessoas que me chamaram atenção pelo vestuário, expressão ou algum ponto em especial.

Quase no fim da caminhada quando voltava ao ínicio da pista, aproximou-se de mim um grupo com três mulheres. Inicialmente elas falavam amenidades e depois iniciaram uma discussão sobre faculdades. Uma delas tava procurando referências sobre curso de arquitetura e apartir daí elas iniciaram uma "análise" das faculdades daqui. Criticaram a UNIRON ( até deu vontade de me meter na conversa, porque motivos pra criticar a UNIRON não me faltam) e classificaram a FIMCA como "a treva" (o que me deu uma vontade de rir, segurei o riso). Antes que pudessem terminar a classificação das outras faculdades, elas encontraram um amigo que entrou na conversa.

Elas perguntaram a opinião dele sobre a faculdade onde estudava e a partir daí a conversa tomou um rumo que me deixou pasma.

Ao que eu entendi, ele cursa Medicina ou algum curso na área de saúde na FIMCA. Ele começou a falar sobre o curso e uma delas (que queria cursar medicina) solta a pérola inicial.
- A São Lucas é foda, é muito puxada. Não dá pra ficar lá, as aulas são a noite e isso atrapalha quando você quiser sair. Não dá pra festar estudando lá.
O rapaz completa:
- É melhor na FIMCA, não tem isso de aula a noite, é durante o dia e dá pra festar de boa. O ensino não é puxado dá pra conciliar legal.

Fiquei boba. São esses os médicos do futuro??? São essas pessoas que querem salvar vidas???
Não vejo nada de mal em sair, só que você priorizar as baladas num curso onde é preciso um conhecimento amplo e profundo como é o caso de medicina, é um absurdo. Será que eles ainda não entenderam que um erro oriundo de um mal aprendizado ou simplesmente não aprendizado pode custar uma vida? Se esses são os nossos futuros médicos, estamos fudidos.

Eles acham um absurdo a São Lucas cobrar o ensino??? Absurdo foi o que eles disseram. Além disso, que pessoas são essas que pagam caríssimo por uma coisa e não querem usufruir dela? Fiquei realmente chocada.

Depois é muito facil dizer que a saúde tá uma porcaria, que nada muda. Se as pessoas que tem oportunidade de mudar pensam desse jeito, só me resta dizer de novo: Estamos fudidos.