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sábado, 17 de abril de 2010

"Eu aceito críticas construtivas"

As pessoas bradam aos quatro cantos que odeiam falsidade, mentiras, que são sinceras e gostam de receber críticas "construtivas". Isso é lindo na teoria, mas na prática...

Segunda aconteceu uma coisa que é o mote do post de hoje e eu relatarei a seguir.

Estava eu na internet quando me lembrei de olhar as fotos da peça "Diálogo dos Pênis" e do show do Ben Ludmer.
Aí abri os sites que cobriram ambos os eventos e comecei a olhar as fotos. O que encontro? Fotos estouradas, com as pessoas com olhos fechados entre outras coisas.

Aí twittei críticas a esse mercado. Fiz isso porque já trabalhei na área e tenho conhecimento suficiente pra saber que aquele serviço não é um dos melhores.

Só que isso causou indigestão em uma empresa da área. E isso me incomodou.

Já disse, boglei e twittei minha indignação quanto as empresas que prestam mal serviço. Acho absurdo pagar por um serviço e ele ser uma porcaria.

Aqui em Porto Velho acontece uma coisa engraçada (ou seria ridícula?), as empresas se ofendem se você reclamar do mal serviço que elas prestam. Acho isso o cúmulo da falta de profissionalismo.

"Críticas e sugestões são sempre bem vindas" é mesmo??? Então porque não as recebem bem??? Porque se revoltam quando acusamos as falhas???

Todos temos o direito e a obrigação de cobrar por aquilo que pagamos ou pelos serviços públicos. Porém quando cobramos, saímos como os vilões da história. Acho absurda a falta de visão das empresas, que não entendem que as críticas são o meio que elas tem pra corrigir as falhas e crescer. Crescer, senhores empresários, significa maior Lucro e lucro é dinheiro. Nem por isso, pra ter mais dinheiro, vocês se empenham em melhorar???

Funcionário não muda sozinho, pra isso a melhoria tem que vir da diretoria. Com capacitação, aualizações, treinamentos e uma política interna que estimule o trabalhador. Mas isso é visto como gasto desnecessário, frescura.

A população também tem sua culpa, é "mulher de malandro". É constantemente mal atendida e volta a frequentar os mesmos lugares. Continua a dar lucro pra uma empresa que a trata pior que cachorro.

Vamos acordar meu povo. Valorize o dinheiro que você luta pra ganhar, gastando-o nos lugares que prestam bom atendimento e cobre dos que não prestam.

Senhores empresários acordem, grandes empresas estão vindo a Porto Velho e elas possuem políticas de comunicação e qualificação (o que também não garante um serviço perfeito) de funcionários. Os senhores vão esperar o quê, terem prejuízos pra correr atrás??? Façam isso pra melhorar e não como medida pra evitar a falência.

Isso não se resume a empresas, as pessoas também não suportam receber críticas. Quem critica deixa de ser amigo, por que ofendeu os brios alheios. Entre "uma mentira que ilude ou uma verdade que dói" as pessoas preferem continuar iludidas a reconhecerem seus erros.
Mas dizer a verdade não é humilhar, subjulgar, nem uma forma de demonstrar superioridade. Se alguém agiu assim com você é porque essa não é sua amiga de verdade. Amigo é o que te mostra o teu erro e te indica uma melhora, sem ofender nem causar constrangimento.

Apendam a ouvir críticas racionalmente, sem achar que é pessoal. Aprendam a discernir os comentários motivados por despeito das críticas construtivas.

Ah, não fiquem com raiva de mim por ter feito criticas, fiquem com raiva de vocês mesmos por não serem melhores e nem procurarem melhorar.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Dica

Por conta dos meus horários "fora dos padrões" eu sou obrigada a fazer a maior parte das minhas refeições na rua. Por isso já conheci um bocado de restaurantes, lanchonetes e padarias, entretanto não voltei e frequentar quase nenhum deles. O responsável pela minha não volta é o nosso inimigo "mal atendimento".

Restaurante sem comida, comida ruim ou fria, filas, sujeira, demora, grosseria são apenas algumas das coisas que já presenciei. Não volto e falo mal pra quem quiser ouvir.

Com isso me restam poucas opções e acabo indo sempre aos mesmos lugares (não que isso signifique que onde vou é perfeito, diz apenas que não são ruins o suficiente).

Domingo, depois de acordar mais uma vez na hora do lanche, iniciei minha peregrinação em busca de um lugar que aquela hora ainda tivesse comida. Lembrei de um panfleto que tinha pego uns 3 domingos antes quando fui almoçar em outro lugar e resolvi ir lá.

Quando eu entro o cara no caixa me dá boa tarde, eu respondi apesar do meu mal humor matinal(ou vespertino pela hora). Me servi e pasmem tinha comida e tava quentinha (óóóóh). Fui pesar no caixa e o cara novamente me deu boa tarde, dessa vez fez algo que eu não tinha visto até então em lugar algum:
- Boa tarde, essa é a primeira vez que você nos visita,certo? Seja muito bem vinda, espero que você goste e tenha um bom apetite.

Eu sorri e fui pra minha mesa, pasma com a atitude dele. Fiquei observando e ele fazia isso com todo mundo que chegava. Já ouvi coisas parecidas, mas sempre era com aquela obrigação de ser simpático com o cliente e com um sorriso forçado no rosto (o que acho bem pior do que ficar calado), ele não, ele dizia aquilo por que queria dizer e não por obrigação.

Na hora de pagar, a mesma coisa, me desejou uma boa tarde, disse estar feliz pela minha visita ao restaurante e que esperava que eu voltasse sempre.

E eu voltei, ontem almocei lá de novo. Fui recepcionada com um grande sorriso. Ele lembrou que eu tinha ido lá no domingo e me cumprimentou com a maior educação. Cheguei lá as 14h e tinha comida quentinha, atendimento rápido e pessoas educadas.

Nossa por alguns intantes achei que aquilo não fosse em Porto Velho. Senti um alívio em saber que tem um lugar onde eu não sou apenas uma nota de dinheiro. Por isso resolvi escrever, acho bacana divulgar lugares como esse que infelizmente são poucos na nossa cidade.

Caramba, falei, falei e não disse o nome do lugar. O restaurante é o Aquarela Grill e fica no estacionamento da Galeria Castelinho (onde fica a Colcci), na Carlos Gomes.

Amanhã tem mais.

#bjumeliga

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Moment of Glory

Que eu gosto de rock não é novidade. Viajo em algumas músicas, tenho meus favoritinhos, aqueles que não me canso de ouvir.

Não sou muito fã de música clássica erudita, gosto mais da contemporânea. Gosto da Orquestra de Berlim, a segunda melhor do mundo. Acho os caras "fodásticos".

Agora imagina juntar os dois. Rock e música clássica, imagina o quanto fica bom.

Por isso falo hoje de uma recente aquisição minha, o DVD Moment of Glory.
O DVD nada mais é do que a junção da maior banda alemã de rock com a melhor orquestra alemã - a Orquestra Filarmônica de Berlim.
Ele marca a volta do Scorpions a sua cidade Natal, Hanover. A preparação do DVD durou cinco anos. O resultado é um espetáculo incrível, pena que tenham apenas 11 músicas.

Não sei como o pessoal conseguiu assistir ao show sentado, eu estaria louca, rouca e pulando feito uma mola.

Além do show, tem o making of dos ensaios e uma entrevista com a banda.

Bom, fica a dica. Deixo as minhas duas músicas favoritas:



quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Achado

Ligo a TV. Começo a zapear na esperança de achar algo que preste. De repente ouço Footloose, jogo o controle pro lado e começo a cantar. É o Entrevista Record Música com uma banda qu eu não conhecia ainda, onde todos tão vestidos de forma diferente, isso me chama a atenção e eu espero pra ver o que é.
Aparece no vídeo o nome da banda, me interessei e fiquei assistindo.

No começo não entendi muito bem, por que eles tavam vestidos daquele jeito? Parecia que iam a uma festa a fantasia. Mas eles tocam bem, então deixa pra lá.

Recomeça a entrevista e eu começo a entender as coisas. Trata-se de The Soundtrackers, uma banda que tem como repertório clássicos do cinema pop contemporâneo, hits que fizeram história nas telonas e freqüentaram as paradas de sucessos dos anos 50 até os dias de hoje. Eles tocam ao vivo num show multimídia, com telões passando trechos de filmes e figurinos caprichados homenageando os campeões de bilheteria.

Ah, então é por isso que eles tavam vestidos daquele jeito. Cada integrante se caracteriza como um personagem de seu filme favorito.

Assisti a entrevista até o fim, lamentei não ter assistido o começo. Os caras fazem um trabalho super bacana.

A banda tem sete integrantes. O vocalista é Rodrigo Rodrigues, apresentador do Vitrine da TV Cultura. O site deles é todo em linguagem temática, muito legal.

Já imaginou Kevin Bacon dançando sem Footloose? Ou Peter Fonda atravessando as highways sem Born to be wild? Ou Whitney Houston e seu guarda costas no silêncio e nem sinal de I Will Always Love You? Não dá pra pensar em cinema sem soundtrack, ela se tornou parte integrante e importante do filme. Você pode não lembrar do filme, mas se ouvir a música automaticamente lembra da cena que a acompanha.

Achei muito legal a proposta da banda, um diferencial às bandas que tocam flash back.



Aos interessados em conhecê-los segue os canais onde podem ser achados:
www.soundtrackers.com.br
www.myspace.com/thesoundtrackers2
www.youtube.com/thesoundtrackers
www.soundtrackers.zip.net
twitter: @soundtrackers
também tem comunidade no orkut e página no facebook.

sábado, 2 de janeiro de 2010

Dica aos publicitários

Tõ terminando de ler o livro "Cenário Publicitário Brasileiro" de Mariângela Machado Toaldo. É um livro super interessante, mostra o cenário político, econômico e social brasileiro entre os anos de 1969 a 1999, traçando as mudanças na publicidade brasileira que acompanharam as mudanças no cenário nacional.

Entre as informações interessantes que absorvi deste livro, separei duas pra comentar aqui.

A primeira refere-se ao seguinte trecho:
A sociedade civil representativa dos segmentos populares inicia um movimento visando solucionar problemas que a afetam. (...)
Nesses momentos de conscientização e exercício da cidadania (...), quando as pessoas procuram fazer valer seus direitos, a publicidade busca valorizar o consumidor, como aliás, vem fazendo ao longo das décadas. O consumidor também aprende a valorizar-se. O anúncio do CONAR (1989) demonstra que o órgão faz o mesmo ao apresentar sua missão: "É uma questão de respeito da publicidade para com o consumidor. No dia em que não se respeitar o que o consumidor pensa da propaganda, a propaganda vai perder o respeito pelo consumidor."

Me perguntei onde foi parar esse discurso. Por que o que vemos é um grande desrespeito ao desejo do consumidor. Já escrevi aqui e no Ninguém Merece sobre minhas desventuras. Falo estreitando o cenário a Porto Velho, vemos propagandas mal feitas, mal atendimento nos estabelecimentos comerciais, uma descaso tremendo com o consumidor. Mas nós consumidores também somos responsáveis por esse cenário a partir do momento em que não fazemos valer nossos direitos. A gente reclama, reclama mas no fundo fica só nisso.
Já citei aqui as campanhas PELA SAÍDA TRANQUILA NA NOITE DE PORTO VELHO e PELO BOM ATENDIMENTO NOS ESTABELECIMENTOS COMERCIAIS DE PORTO VELHO. Tá na hora de mobilizarmos nosso meio social pra sermos tratados como deveríamos ser. Tá na hora dos comerciantes aprenderem que o cliente é em primeiro lugar, por que eles dependem de nós.

Outro ponto interessante se refere a análise do anúncio da Wollens publicado na Revista Veja em 1989. O anúncio parte do slogan de um anúncio de uma outra marca que consagra a ideia do " o negócio é levar vantagem em tudo" aproveitando pra mostrar o contrário:

"A falsa malandragem virou mania nacional. Mas não precisa ser muito esperto pra ver que, com todo mundo levando vantagem o tempo todo, o Brasil nunca vai levar vantagem em nada. De tanto dar jeitinho em tudo, daqui a pouco é o país que não tem mais jeito. E daí ninguém vai gostar de levar o que vem por aí."

Isso me lembrou o post de ontem sobre o egoísmo. E encarei esse anúncio como uma "previsão" pois vemos mais ou menos isso. Um país onde o "jeitinho brasileiro" predomina em proveito dos interesses pessoais, principalmente dos nossos exelentissimos políticos. Será que o Brasil ainda tem jeito? Espero que sim.

www.veja.com.br/acervodigital/home.aspx Link da Revista Veja com o anúncio original.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Dica aos cumunicólogos

Minha mãe é viciada em comprar coisas na Edições Paulinas. Santinhos, mensagens, livros, cartões. Algumas vezes fui com ela lá e não me interessei muito. Olhava a sessão de livros e só encontrava livros religiosos.

Mas da ultima vez tive uma agradável surpresa. Olhando a sessão de livros, encontrei uma prateleira diferente que me chamou a atenção. Era uma sessão de livros de comunicação. Nossa, pareci criança em parquinho, fiquei doida com vários títulos legais e o melhor de tudo é que dentre os títulos que olhei, o mais caro custava R$ 42,00.

Tinha uma coleção sobre jornalismo (os tipos de meio de comunicação) que os livretos custam R$ 10,90.

Pra escolher um livro entrei em parafuso com tanta coisa boa que tinha lá. Escolhi "Mutações da cultura midiática" um lançamento deste ano por apenas R$ 28,50. Ah, vale salientar que os livros que tem lá são bem atuais.




Falando um pouco sobre o livro que escolhi:
A obra Mutações da cultura midiática trata das inovações no âmbito comunicacional em curso, no final do século XX e início do XXI, relacionadas à tecnologia e ao processo comunicativo, e os efeitos dessas mudanças na sociedade, economia e cultura. Reúne as reflexões de diversos pesquisadores acerca das consequências das transformações em curso no conteúdo de produtos midiáticos, ou em sua linguagem, ou ainda em sua relação com o receptor. Também discute a questão da "ressignificação", ou seja, a maneira como uma nova mídia modifica e dá novo significado às precedentes, abordando temas como televisão, cinema, música, histórias em quadrinhos e games. Seus estudos mostram como a tecnologia modifica suportes, cria e amplia canais de difusão, e, da mesma forma que as inovações formais ou estéticas, introduz novos conteúdos simbólicos e diferentes maneiras de perceber o mundo e criar sentidos.
*Sinpose retirada do site Portal Paulinas.