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domingo, 23 de maio de 2010

Gente implicante, invejosa e incompetente - parte I

Ninguém merece gente implicante, invejosa e incompetente. Começo aqui uma série de posts falando sobre essa espécie que deveria estar em extinção.

Gente implicante

É isso aí, ninguém merece esse tipo de gente. Gente que se incomoda e implica com tudo o que você diz e que critica o que você é ou tem por que não tem competência pra ser ou buscar algo pra si.

O texto se reporta especificamente aos chatos das mídias sociais, mais especificamente ao Twitter.

Eu acho o twitter uma das mídias mais democráticas por não ser necessário seguir mutuamente pra que haja a interação.

Você segue as pessoas que você gosta ou que escrevam coisas relevantes pra você, sem que ela seja obrigada a seguir você. Se não gosta é muito simples, não siga.

Acho o cúmulo da chatice e da implicância ficar criticando o que o outro escreve no perfil dele. Se o fulano não escreve coisas que te agradam, não siga. Você não tem o direito de querer mandar no perfil dele.

O twitter é seu e lá você escreve o que quiser, quem não gostar o unfollow é a serventia da casa. a não ser os que estão no twitter em busca de milhões de seguidores, garanto que ninguém faz questão de gente chata seguindo.

Ninguém é obrigado a ler as indiretas de gente metida a dona da verdade. Se o que você lê te incomoda não siga quem escreve isso, você não é obrigado a ler os tweets alheios que você considera irrelevantes e a pessoa que os escreve não é obrigada a ler suas indiretas.

Twitter é uma democracia, portanto ninguém é obrigado a ler o que não gosta. Se você ainda não entendeu isso, acho melhor você mudar de mídia social ou buscar entender logo, antes que seja ignorado e bloqueado.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

De novo o mal atendimento...

Há alguns dias tinha postado minha revolta com o atendimento que eu recebi no Hospital das Clínicas e falado a respeito das campanhas propostas por mim e pelo Santiago.
Estava me segurando pra não postar sobre outro mal atendimento que tive desde o referido post pra não aparecer implicante, mas hoje é impossível.
Entrei no twitter agora a pouco e vi o Santiago transtornado com uma atitude desrespeitosa da Tam.
Hoje é a cobrança de uma taxa, ontem foi o overbooking, amanhã são os atrasos e depois?
Nós continuamos sendo feito de idiotas em pleno século XXI. Foi-se o tempo em que as empresas não tinham dimensão do poder do cliente e que o cliente não tinha consciência do seus direitos. Hoje, em um mundo globalizado, uma atitude como essa gera uma repercussão negativa gigante. Pra quem tá acompanhado no twitter agora, várias pessoas estão discutindo isso. Mas sabe qual a importância disso pra Tam??? Nenhuma, por mais que a Tam ou qualquer outra empresa nos constranjam, agridam ou irritem, nós continuaremos usando seus serviços.
É lamentável, mas é a verdade. Há quanto tempo vemos as besteiras da Tam e mesmo assim os guichês continuam cheios? Há quanto tempo reclamamos do atendimento e continuamos frequentando os mesmos lugares?
É inacreditável que ainda tenhamos que passar por experiências tão desagradáveis assim. Mas uma frase que sempre ouvi me vem a calhar agora: "NÃO RECLAME DAQUILO QUE VOCÊ PERMITE!, NÃO PERMITA". Até quando vamos permitir isso?
Refaço aqui meu apelo das campanhas PELA SAÍDA TRANQUILA NA NOITE DE PORTO VELHO e PELO BOM ATENDIMENTO EM ESTABELECIMENTOS COMERCIAIS DE PORTO VELHO. Peço pra que nós aprendamos a usar nossos direitos e exigir aquilo pelo qual pagamos tão caro.
E torço pra que não sejamos obrigados a passar por essa situação. Por via das dúvidas não voem na Tam, voem na Trip, na Gol ou qualquer outra que demonstrem um pouco de respeito pelo consumidor que aliás deveria ser a razão de existir pra essas empresas.

sábado, 26 de dezembro de 2009

O DEVER DE SALVAR VIDAS

Há algum tempo teclo na mesma tecla: o mau atendimento no comércio portovelhense. Como consumidora já passei pelas mais diversas situações que se listadas aqui demandariam muito tempo.
Entretanto, uma delas que infelizmente já passei algumas vezes merece ser contada: O mau atendimento nos hospitais. Quando escrevo hospitais me refiro aos particulares que atendem a UNIMED.
Moro próximo ao Hospital das Clínicas(HC) e quando precisamos de algum serviço médico recorremos ao pronto socorro (PS) de lá.
Ontem tive uma forte enxaqueca e resolvi ir ao PS. Isso era por volta das 16:40, ao entrar no HC vejo o corredor cheio de gente. Fui até a recepção perguntar da atendente se aquilo era pro PS e ela na maior naturalidade me responde que o mesmo tava lotado e que não sabia quanto tempo ia demorar pra eu ser atendida.
Voltei pra casa e retornei ao hospital uma hora depois e vi o hospital tava quase vazio. Fui até o recepção pra fazer o registro. Um senhor tava fazendo um pagamento de uma internação particular e eu fui obrigada a esperar a atendente terminar enquanto eu passava mal. Ela terminou de atender o senhor e foi organizar a recepção enquanto isso, eu olhava pra cara dela pra ver se ela se tocava que eu precisava de atendimento médico.
Aí, ela começa a me registrar sem a menor pressa, fazendo as perguntas maçantes de sempre. Eu, pra agilizar a coisa digo logo pra ela que moro no mesmo lugar e que me telefone não mudou.
Ela me pergunta quem é o titular do plano, se ela tivesse olhado na carteirinha da UNIMED veria que lá consta essa informação.
Fui ao PS, entreguei minha ficha pro médico e voltei pro corredor pra esperar ser chamada (não é PRONTO Atendimento, por que eu tenho que esperar???).
Depois de uns 10 minutos o médico me chama e...
- O que traz a senhora aqui, parecendo que a senhora tá nas últimas forças?
- É porque é a segunda vez que venho aqui hoje, vim mais cedo e isso parecia o João Paulo II (JP II).
- Aqui tá difícil hoje, mas o João Paulo é pior.
- Não só hoje, é a terceira vez que venho aqui essa semana e todas as vezes tava cheio. Na terça-feira demorava 40 minutos pra ser atendido. Se é pra demorar eu vou pro João Paulo que é público.
- A saúde em todo Brasil está difícil e tende a piorar. Eu posso lhe garantir que no JP II demora mais que 40 minutos. Aqui é bem melhor. Mas é assim mesmo.
- Eu sei que a saúde no país é complicada, mas aqui não deveria ser, é um hospital particular. A partir do momento em que eu tenho que esperar pelo PRONTO atendimento isso tá errado. E se todo mundo se acomoda dizendo "é assim mesmo" não muda, ninguém faz nada.
- É mas não existe pronto atendimento, tem uma sequencia por ordem de chegada. E eu dou prioridade a idosos e traumas. O problema é que o número de pacientes é grande.
- E o de médicos pequeno, visto que só tem um médico aqui.
- Sim, mas sempre o paciente vai chegar aqui querendo ser atendido primeiro. Mas não é assim, se fosse teríamos que ter um hospital pra cada pessoa.
- Eu sei, mas não deveríamos esperar por atendimento. Não aqui.
Até então era uma conversa me tom normal, aí ele começa a engrossar comigo.
- Se fosse assim, teria que ter um hospital só pra senhora. "Não vamos atender ninguém por que a D. Neuma não está se sentindo bem. É ela que tem que ser atendida primeiro, não vamos atender ninguém". Não é assim que funciona D. Neuma.
- Eu não estou dizendo isso, só que a UNIMED não vai descontar o tempo que eu tô aqui passando mal enquanto espero atendimento.
Aí então ele lembrou que eu tava doente, isso já era por volta das 18:10 e pergunta:
- Tá e o que a senhora tem?
Eu respondi
- A senhora espere que o enfermeiro tá fazendo a internação de uma "tiazinha" lá em cima, ele já tá descendo. Deite numa maca que ele já vai aplicar a medicação.
Ele ia recomeçar a discussão e eu respondi:
- Dr, tá bom eu tô com enxaqueca, mal humorada, não vou discutir.
Fui procurar uma maca pra deitar, das três desocupadas duas estavam sem lençol, uma delas o lençol estava jogado no chão e a outra o lençol estava sujo de sangue.
Chega o enfermeiro
- Seu Vital, tem essas medicações pra aplicar. 1º essa, 2º essa e 3º D. Neuma que tá estressada com a demora no atendimento.
Engoli a seco pra não recomeçar a discussão. Fique sentada numa maca sem lençol até o enfermeiro vir até mim e em tom irônico dizer:
- Eu posso por lençol aqui se a senhora deixar é claro, se preferir pode deitar sem lençol mesmo.
Desci da cama pra ele cobri-la, me deitei, ele aplicou a medicação e saiu.
Terminou o soro, eu pedi pra ele tirar de mim. Ele me pediu pra esperar o médico que tinha ido ver um paciente, pra ele me dar alta. Em seguida o médico volta e eu perguntei se podia ir, ele sem nem olhar pra mim disse com o maior desinteresse que sim.
Saí de lá indignada, como num plano de saúde caro como a UNIMED a gente é obrigada a passar por isso?
É o cúmulo ser atendido dessa forma em um momento tão delicado como esse. Eles lidam com vidas, um minuto de espera pode ser a diferença entre a vida ou a morte de alguém. Seria necessário eu estar baleada ou com uma fratura exposta pra ser atendida com presteza?
Onde vamos parar? Esse médico fez o juramento de salvar vidas e não se importou em engrossar comigo mesmo eu estando doente?
E que hospital é esse que põe apenas um médico e um enfermeiro num PS, num feriado onde se sabe as ocorrências são em grande número?
Medicina não é capitalismo, é salvar vidas. O que mais me admira é que o medico que me atendeu é jovem e já está conformado.
É lamentável passar por uma situação dessas ainda mais no dia de Natal.
Fica aqui a minha revolta.
Abaixo segue o juramento de medicina, que infelizmente aquele médico não lembrou na hora de me atender.

JURAMENTO OFICIAL DO CURSO DE MEDICINA

Juro consagrar minha vida a serviço da Humanidade. Darei como reconhecimento a meus mestres, meu respeito e minha gratidão. Praticarei a minha profissão com consciência e dignidade. A saúde dos meus pacientes será a minha primeira preocupação. Respeitarei os segredos a mim confiados. Manterei, a todo custo, no máximo possível, a honra e a tradição da profissão médica. Meus colegas serão meus irmãos. Não permitirei que concepções religiosas, nacionais, raciais, partidárias ou sociais intervenham entre meu dever e meus pacientes. Manterei o mais alto respeito pela vida humana, desde sua concepção. Mesmo sob ameaça, não usarei meu conhecimento médico em princípios contrários às leis da natureza. Faço estas promessas, solene e livremente, pela minha própria honra.