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terça-feira, 28 de setembro de 2010

O rock brasileiro precisa morrer

Adorei esse texto do Vladimir Cunha. Li quando estava de férias e senti muita vontade de reproduzí-lo aqui, então fica a dica de uma ótima leitura. Leia o texto a seguir. E siga Vladimir no @vcunha).

Tecnicamente, o rock é um negócio limitado pra caralho. E, justamente por conta disso, ele sempre foi movido por sua capacidade de gerar possibilidades, sejam elas de fuga ou de autoafirmação. O poder mobilizador do rock não está em uma resposta consciente a uma determinada construção simbólica.
A música não arrebata ou emociona pelo seu aspecto formal e sim pelas possibilidades de criação que permite ao ouvinte. Nos últimos 50 anos, o que o rock pôde oferecer nesse sentido sempre foi mais interessante do que aquilo que ofereceu como expressão artística.
É o que explica a sua necessidade de reinvenção e conflito consigo mesmo, na qual está metido desde que, dos anos 60 em diante, gerações de músicos floresceram negando umas às outras, conflitando símbolos e pontos de vista, oferecendo aos ouvintes um ciclo contínuo de morte e renascimento.
Foi preciso que a invasão britânica fornecesse um novo ponto de vista ao rock’n’roll para que, a partir dela, todos os subestilos do rock se desenvolvessem na segunda metade dos anos 60.
E quando os códigos e paradigmas dessa mesma geração se transformaram na pretensão vazia e elitista do rock progressivo – que fornecia escapismo, mas não diversão e catarse -, surge o punk rock, pronto para criar um novo horizonte de possibilidades para os jovens sem futuro de todo o mundo.
Quando não se tem isso, trata-se apenas de música pop no seu pior sentido, um produto da indústria do entretenimento com propósito e vida útil bastante definidos.
Agora imagine que você é um garoto de 12 anos, ainda meio confuso com os pentelhos crescendo, as espinhas na cara e o súbito interesse por meninas da rua, curando com muita punheta e site de mulher pelada o fato de que todas elas o acham um Zé Mané.
Você não é mais criança, mas também não é adulto e precisa encontrar uma trilha sonora decente para esse período de turbulência. Você sintoniza uma “rádio rock” qualquer, liga a TV e ai vem a pergunta: que possibilidades de criação, revolta e catarse oferece a você o rock brasileiro dos anos 00?
Provavelmente nenhuma. Essa foi a única resposta que passou pela minha cabeça enquanto via a banda Cine lançar o clipe de Garota Radical, seu primeiro single, uma overdose de cores cítricas e penteados mirabolantes na qual os músicos são apresentados como se fossem caixas de sabão em pó.
A produção profissional e higiênica ocupa tanto espaço que não existe aqui nenhuma brecha para a criação de um novo olhar. Mas, espertamente, e por ser um produto voltado para adolescentes do sexo feminino, a imaginação foi deliberadamente substituída pela fantasia, seja ela sexual ou afetiva.
É assim que se apresenta o rock brasileiro nos anos 2000: como um veículo de satisfação imediata, que por ser baseado em regras de mercado, e não em imaginação e força criativa, não possibilita o estabelecimento de um novo paradigma ou de uma nova percepção.
NXZero, Fresno, CPM 22, Leela, Capital Inicial, Cachorro Grande… todos esses grupos apresentam-se apenas como produtos da indústria cultural e como uma caricatura de transgressão e não como proponentes de novas possibilidades de criação.

Quando o mundo é uma merda

Junho de 2008. No estúdio VIP do Mosh, um megacomplexo de estúdios de gravação na Barra Funda, em São Paulo, Marcelo Nova reclama da nova geração do rock brasileiro enquanto Marcão e Paciência – que, junto comigo, vieram gravar um depoimento do músico sobre o disco Viva!, do Camisa de Vênus, para o último episódio de 2008 do Discoteca MTV – arrumam a luz e posicionam as câmeras.
“O problema, cara”, grita Marcelo, agitado, “é que o adolescente PRECISA gritar que o mundo é uma merda porque quando você é adolescente o mundo É UMA MERDA. Mas quem quer gritar hoje em dia que o mundo é uma merda? NINGUÉM, PORRA!”
O homem não para quieto. Enquanto fala, se mexe de um lado para o outro, dando um trabalho da porra para Marcão, cada vez mais agoniado na impossibilidade de acertar a luz e a marcação das câmeras. E então dá um pulo da cadeira quando me ouve falar a palavra “emo”.
“Aí não… emo é foda. Esse negócio de emo me torra a porra do saco. Pega essas bandinhas aí… tudo com aquele cabelinho, aquele… aquele sebo no cabelo, aquela seborreia…”, diz ele de pé, gesticulando sem parar, eu dando risada, sem coragem de pôr ordem no recinto, “Levei um chifre’, ‘ai meu cu’, ‘ai não sei o quê’… porra, isso não é rock, meu filho. Isso é uma porra de SERTANEJO DISFARÇADO. PUTAQUEOPARIU!”.
Ele sabe do que está falando. Afinal, teve o ímpeto de gritar que o mundo era uma merda. E de me fazer, aos 12 anos, em 1986, criar um novo paradigma pessoal a partir das músicas que gravou com o Camisa de Vênus, aquele rock sombrio e barulhento com letras sobre estupro e morte; sobre yuppies em crise de identidade; capaz de misturar em uma mesma música marxismo, Jesus Cristo, Freud e pós-punk.
Foi por meio do Camisa de Vênus que comecei a negar o pop brasileiro dos anos 80 e me interessar pelo movimento punk – na falta de um rótulo melhor a imprensa brasileira da época associou Marcelo e companhia a bandas como The Clash e Sex Pistols. E foi o punk que me levou à new wave, ao skate, ao pós-punk, ao thrash metal e ao hardcore.
É por isso que não canso de me perguntar qual é a do rock brasileiro nos anos 2000. Acomodado nos já não tão confortáveis braços da indústria da música, cada vez mais combalida pela pirataria, ele se apresenta apenas como um acessório estético de revolta controlada, que não avança em suas proposições justamente por se conformar aos jogos de poder e mercado.
Como o pop supostamente sensível do Capital Inicial, dos anos 80, mas renascido nos anos 2000 e cada vez mais semelhante a um livro de autoajuda para adolescentes em crise, e a fantasia “sex, drugs & rock’n’roll” do Cachorro Grande, milimetricamente sujos e descuidados, como se os Rolling Stones tivessem surgido repentinamente do provador de um brechó da Benedito Calixto direto para um editorial do curso de moda da Fundação Álvares Penteado.
Ou mesmo a suposta dureza de CPM 22, Fresno e NXZero, com suas tatuagens e visual estilizado, que se confrontam com o vazio do discurso e a ausência de imaginação, abraçando como única razão de sua existência a trilha sonora de uma adolescência conformada.
Hora de voltar ao clipe do Cine. Um pop de videogame em cores berrantes como um vídeo de aeróbica da Jane Fonda. O que a banda oferece é saturação sensorial e fantasias afetivas vagas, porém em quantidade suficiente para estimular as primeiras explosões hormonais de meninas recém-saídas da infância.
É uma história de amor com começo, meio e fim, envolvendo o vocalista aloirado e a Garota Radical que empresta seu nome à música. Um telão espalha abstrações pelo cenário e a banda dá uns pulinhos como um enxame de clones de Mario Bros. E quando sobe o aviso de game over, o impacto é tão profundo quanto o de um comercial de pasta de dentes.

O fim da História

Pra mim, o rock brasileiro acabou em 1991, quando Paralamas do Sucesso e Titãs lançaram os seus piores discos até então, respectivamente Os Grãos e Tudo Ao Mesmo Tempo Agora. Logo depois, o Nirvana dominou o mundo.
Em comparação com o trio de Seattle, QUALQUER rock feito no Brasil soava anacrônico, mofado e desprovido de sentido (Sepultura corria por fora e é uma outra história). O Capital Inicial e a infame Mickey Mouse em Moscou só nós deram mais certeza de que, naquele momento, era necessário virar as costas para o país.

Foram precisos três anos, duas bandas de Pernambuco, quatro moleques de Brasília e um bando de maconheiros do Rio de Janeiro para que fosse possível confirmar a viabilidade de uma música pop genuinamente brasileira.
O mangue bit, os Raimundos e o Planet Hemp mudaram tudo ao cruzar gêneros, desafiar convenções de mercado e estabelecer um novo padrão de composição, que fugia do rock, se aproximava do rap e tinha como referência as contradições das grandes cidades brasileiras.
Suicidal Tendencies e forró, hip-hop e a malandragem da Lapa, skate e maracatu. Ídolos pop de uma linhagem suburbana, a continuação pós-moderna do imigrante que enxerga a metrópole a partir de uma perspectiva muito particular. Cabelo carapinha, pele escura e dreadlocks em choque com o arianismo gélido e encapotado do rock dos anos 80.
Mas a onda que quebraria com toda a força em 1994 recuou e se diluiu, ainda que seus respingos estejam por aí. E o ciclo de destruição pop se repete quando a música jovem feita hoje no Brasil, pelo menos a que se impõe no mainstream, surge da negação da década passada ao abraçar o rock tradicional da mesma maneira que a geração dos anos 80.
O som é californiano e o padrão estético a ser perseguido não está na periferia das cidades brasileiras e sim nos subúrbios norte-americanos; sejam eles reais, idealizados ou mesmo replicados de maneira pobre nos condomínios de São Paulo e da Barra da Tijuca.

A saída pode estar na nova eletrônica brasileira do Montage, dos tecnobregas de Belém do Pará, do Bonde do Rolê ou até mesmo na nova MPB feita pela vanguarda paulistana, liderada por Curumin, Céu, Lucas Santana e Fernando Catatau. Mas, mesmos estes, parecem pequenos e segmentados demais para fazer algum barulho fora do gueto chique da Vila Madalena.

Enquanto isso, o rock brasileiro – ou o pop, caso seja preciso usar um termo mais amplo – continua devendo uma nova possibilidade de criação e uma nova construção de significados. Só assim será possível dar vazão à vontade adolescente de gritar que o mundo é uma merda.

Vladimir Cunha é jornalista e assina o blog Tudo Joia

quarta-feira, 7 de julho de 2010

O poeta está vivo - 20 anos sem Cazuza

Agenor de Miranda Araújo Neto, ou simplesmente, Cazuza.



Filho de João Araújo, produtor fonográfico, e de Lucinha Araújo, Cazuza recebeu o apelido mesmo antes do nascimento. Na infância, Cazuza nem sequer sabia seu verdadeiro nome, somente quando descobre que um dos compositores prediletos, Cartola, também se chamava Agenor (na verdade, Angenor), é que aceita o nome de batismo.

Graças ao ambiente profissional do pai, Cazuza sempre teve contato com a música. Cresceu cercado pelos maiores nomes da Música Popular Brasileira, como Caetano Veloso, Elis Regina, Gal Costa, Gilberto Gil, João Gilberto, Novos Baianos, entre outros. Influenciado desde pequeno pelos grandes nome da música brasileira, tinha preferência pelas canções dramáticas e melancólicas, como as de Cartola, Dolores Duran, Maysa, Dalva de Oliveira e outros. Era também grande fã da roqueira Rita Lee.

Por volta de 1965, ele começou a escrever letras e poemas, que mostrava à avó.

Em Londres conheceu o trabalho de Janis Joplin, Led Zeppelin e Rolling Stones tornando-se grande fã. Em São Francisco descobriu a literatura da Geração Beat, os poetas malditos, que mais tarde teria grande influência na carreira.

Em 1980 ingressou no grupo teatral Asdrúbal Trouxe o Trombone no Circo Voador, no Rio de Janeiro, cantando em público pela primeira vez.

Foi indicado por Leo Jaime a assumir os vocais de uma banda que estava se formando, surgindo assim o Barão Vermelho e uma mas duplas do rock mais elogiadas pela crítica: Cazuza e Roberto Frejat.

Apesar da pouca idade, Cazuza demonstrava uma maturidade poética incrível, que pode ser conferida em suas letras despudoradas, que falavam escancaradamente de amor, prazer e dor. Apesar das letras maravilhosas e do repertório da banda cheios de rocks básicos, dançantes, juvenis e blues, os dois primeiros discos venderam pouco, apesar da aceitação que tiveram no meio artístico. As rádios não tocavam a banda, situação que só mudou quando Caetano Veloso fez uma crítica as rádios e Ney Matogrosso gravou "Pro dia Nascer Feliz".

A banda que já tinha os sucessos "Todo amor que houver nessa vida" (1º disco) e Pro dia nascer feliz" (regravada por Ney Matogrosso), desponta ao criar "Bete Balanço" para trilha sonora do filme homônimo. O terceiro CD conta também com os sucessos "Maior abandonado" e "Por Que a Gente é Assim?".

Em 1985, o Barão Vermelho faz uma apresentação antológica na primeira edição do Rock in Rio. A apresentação da banda coincidiu com a eleição do presidente Tancredo Neves e com o fim da Ditadura Militar. Cazuza anuncia esse fato ao público e comemora cantando "Pro Dia Nascer Feliz".

Neste mesmo ano Cazuza segue carreira solo a fim de ter liberdade para compor e se expressar, musical e poeticamente. Surgem nessa época os primeiros sintomas da AIDS, doença que vitimou o poeta em 1990.

No ano seguinte é lançado o primeiro disco solo do artista, Só se for a dois, que trazia as canções "Só Se For A Dois", "O Nosso Amor A Gente Inventa", "Solidão Que Nada" e "Ritual". Já em 1987, após voltar dos EUA onde foi submetido a um tratamento para Aids, inicia as gravações de seu novo disco. Ideologia de 1988, inclui os hits "Ideologia", "Brasil" e "Faz Parte Do Meu Show". "Brasil" em versão de Gal Costa foi tema de abertura da novela Vale Tudo.
O Tempo Não Pára, gravado no Canecão durante a turnê do disco Ideologia, é lançado em 1989 tornando-se o maior sucesso comercial superando a marca de 500 mil cópias vendidas. A faixa "O Tempo Não Pára" torna-se um de seus maiores sucessos. Também destacam-se "Todo Amor Que Houver Nessa Vida" com um novo arranjo mais introspectivo, "Codinome Beija-Flor" e "Faz Parte Do Meu Show".

Em fevereiro de 1989, Cazuza declara publicamente que era soropositivo, numa entevista ao jornalista Zeca Camargo. A entrevista é lembrada por muitos, pelo modo como Cazuza divulgou a noticia:
- Escreve aí, escreve que eu estou com a maldita.
A declaração ajudou a criar consciência em relação a doença e os efeitos dela.
Durante as gravações do álbum Burguesia (1989), Cazuza já estava bem debilitado, numa cadeira de rodas e com a voz nítidamente enfraquecida. É um álbum duplo de conceito dual, sendo o primeiro disco com canções de rock brasileiro e o segundo com canções de MPB. Burguesia é o último disco gravado por Cazuza e vendeu 250 mil cópias.

No dia 7 de julho de 1990, Cazuza perde a batalha contra a AIDS e morre aos 32 anos por um choque séptico causado pela doença. No enterro compareceram mais de mil pessoas, entre parentes, amigos e fãs. O caixão, foi levado à sepultura pelos ex-companheiros do Barão Vermelho, no cemitério São João Batista, no Rio de Janeiro.

Cazuza foi o símbolo da sua geração tornando-se um dos ícones da música brasileira do final do século XX. Cazuza também ficou conhecido por sua rebeldia, boêmia e polêmica. Declaradamente bissexual, vivendo sob o trinômio sexo, drogas e rock in roll, Cazuza viveu loucamente com direito a prisões e fichas na polícia, por porte e uso de drogas.

Hoje completa 20 anos sem Cazuza. Há 20 anos ficamos órfãos de suas poesias e de seu jeito despojado. Mas Cazuza está vivo no legado que deixou, nas paixões e revoltas que embalou com suas músicas. Enfim, o poeta está vivo.

Abaixo segue o vídeo de "O poeta está vivo" composição do Barão Vermelho em homenagem a Cazuza.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Rock in Rio 25 anos

Minha singela homenagem aos 25 anos de Rock in Rio:

O Rock in Rio é um festival musical idealizado por Ricardo Medina, que teve sua estréia em 11 de janeiro de 1985 na cidade do Rio de Janeiro – daí o nome Rock in Rio.

O primeiro festival ocorreu no Rio de Janeiro entre 11 e 20 de janeiro de 1985. Para o evento foi construído uma área conhecida como “Cidade do Rock” e o maior palco do mundo até então: 5.000 metros quadrados de área. O espaço também tinha fast foods, shopping centers, centros médicos e infra estrutura para cinco Woodstocks. Participaram do evento quase 1,5 milhão de pessoas.

Coube a Ney Matogrosso a honra de abrir os trabalhos do festival, onde cantou América do Sul.

Pouco antes do Festival, muita gente apostava no fracasso do evento por diversos motivos. Até então não havia um festival do porte do Rock in Rio e atristas internacionais do primeiro escalão não costumavam visitar o Brasil. Era a oportunidade para os brasileiros verem de perto ídolos do rock e pop internacionais. Talvez por esses motivos o festival tenha sido um sucesso o que inseriu o Brasil na rota dos grandes shows internacionais.

Participaram desta edição: Iron Maiden, Yes, Ozzy Osbourne, Queen, Scorpions, The B-52's, Rod Stewart, The Go-Go's, George Benson, Al Jarreau, Nina Hagen, AC/DC, Whitesnake. Representando os brazucas tinhamos Barão Vermelho, Paralamas do Sucesso, Baby Consuelo e Pepeu Gomes, Erasmo Carlos, Eduardo Dusek, Ney Matogrosso, Gilberto Gil, Elba Ramalho, Ivan Lins, Alceu Valença, Blitz, Lulu Santos, Kid Abelha, Blitz e Rita Lee. (se eu esqueci alguém perdoem-me)

Após o fim do Rock In Rio, o então governador do Rio, Leonel Brizola ordenou a demolição da “Cidade do Rock” alegando reintegração de posse da área ao patrimônio do município do Rio de Janeiro.

Esse “detalhe” não impediu que fosse realizado o Rock in Rio II, agora no Maracanã. O estádio foi adaptado para receber o palco e os espectadores. A segunda edição ocorreu entre 18 e 26 de janeiro de 1991 e teve 700 mil espectadores. Agora o público também podia assistir ao evento das arquibancadas.

Após um hiato de 10 anos, em 2001 rolou o Rock in Rio III de 12 a 21 de janeiro. Para tanto foi construída uma nova “Cidade do Rock” no mesmo local da primeira edição com capacidade para 250 mil pessoas/dia. Além das atrações principais foram colocadas tendas alternativas de música eletrônica, nacional, africana e música mundial. O evento recebeu a legenda de "Por Um Mundo Melhor", marcado pelos cinco minutos de silêncio antes das apresentações do primeiro dia de evento. Às 19 h daquele dia, três mil rádios e 522 emissoras de TV silenciaram suas atividades em prol da melhoria do mundo. O início e o fim do ato foram marcados pelo toque de sinos e pela libertação de pombas brancas, representando um pedido pela paz mundial.

A "Cidade do Rock" construída para o Rock in Rio III, permanece montada, à espera da quarta edição do evento, o Rock in Rio IV, previsto para 2004, mas que somente ocorrerá em 2011. (ainda bem que o mundo acaba só em 2012, poderemos ver o Rock in Rio)

Internacionalização
O Rock in Rio internacionalizou-se em 2004 com a primeira edição do Rock in Rio Lisboa, em Portugal. O evento foi parecido a terceira edição do festival no Brasil, com área de 200 mil metros quadrados do Parque da Bela Vista, com o "Palco Mundo" (palco principal), e as tendas Raízes, Mundo Melhor e Eletrônica. Ao longo de cinco dias de festival participaram mais de 70 artistas e 385 mil espectadores. A partir da última edição surgiu o "Sunset Rock in Rio", um espaço dedicado a concertos conjuntos de artistas e bandas, na maioria portugueses, de vários estilos musicais em formato de “jam sessions”
Em 2006, realizou-se a segunda edição do Rock in Rio Lisboa, no mesmo local, entre 26e 27 de maio e 2,3, e 4 de junho. O Rock in Rio Lisboa realizou-se pela terceira vez no Parque da Bela Vista entre 30 e 1 de junho e entre 5 e 6 de junho de 2008.
Já nos dias 27 e 28 de junho e entre 4 a 6 de julho do mesmo ano, rolou a estréia do Rock in Rio Madrid em Arganda del Rey, Madrid, Espanha.
Esse ano o Rock in Rio causa em Lisboa pela quarta vez no Parque da Bela Vista e pela segunda vez em Madrid em Arganda del Rey. Foi anunciado pelo criador do evento, que a realização do evento lusitano será permanente nesses 2 lugares, ocorrendo a cada dois anos.
Aqui no Brasil o Festival só vai causar ano que vem, após 10 anos da última edição. Rola de novo em 2012, mas dessa vez o cenário muda: a “Cidade do Rock” será demolida e o evento vai acontecer em São Paulo, onde será novamente apresentado em 2014 coincidindo com a Copa do Mundo.


Algumas curiosidades do Rock in Rio I:

1- A invenção do termo metaleiro
Esse termo, usado pela Rede Globo para rotular os fãs de rock pesado, tornou-se nacionalmente conhecido graças à divulgação do festival, especialmente quando artistas brasileiros foram vaiados pelos fãs de rock pesado. Os repórteres descreviam os elementos como "gente que curte metal e tem um visual carregado".

3- Bruce Dickinson fez o show sangrando
Um acidente durante o show do Iron Maiden fez com que o vocalista Bruce Dickinson passasse boa parte da performance sangrando.

4- A canção mais tocada no festival foi do grupo...Roupa Nova!
Embora não tenha participado do Rock In Rio, o Roupa Nova tem uma forte ligação com o evento. Eles gravaram o jingle que divulgou o festival, e que era tocado diversas vezes entre os shows. Tanto que o sexteto, em suas entrevistas daquele ano, brincava, dizendo que tinha sido o grupo mais tocado durante a festa roqueira.

5- Roqueiros?
O festival tinha o nome Rock In Rio, mas os organizadores resolveram incluir na programação artistas de outros gêneros musicais, especialmente jazz, pop e MPB. Isso causou muitas discussões na mídia e também do público, que contestava a escalação de Elba Ramalho, Ivan Lins e outros.

6- As vaias
Artistas como Erasmo Carlos e Eduardo Dusek foram vaiados pelos fãs de rock pesado, que queriam mesmo era ouvir Iron Maiden e Whitesnake. Dias depois, Herbert Vianna, durante o show do Paralamas, criticou abertamente quem fez isso, dizendo que eles deveriam era aprender a tocar, para poder encarar um evento daquele porte, e não vaiar.

7- Ivan Lins perdeu a voz
Um dos artistas mais ironizados por participar de um festival de rock, Ivan Lins ficou tão ansioso para se apresentar que acabou ficando rouco. Foi quase um milagre ele cantar até o final de seu show. Mas o cantor e compositor carioca conseguiu.

8- Transmissão pela Globo
Quem não foi à Cidade do Rock teve a oportunidade de ver trechos de alguns shows transmitidos pela Globo, ao vivo, ou no esquema "melhores momentos". Em vários casos, as performances foram mostradas na íntegra, como a de James Taylor.

9- Rock brasileiro mostra a sua cara
Do elenco de brasileiros, os grandes destaques foram os Paralamas do Sucesso e o Barão Vermelho. Mesmo os fãs do rock pesado reconheceram o valor dessas duas bandas, que ganharam grande impulso em suas carreiras.

10- Lamaçal
Quando a chuva resolveu marcar presença na Cidade do Rock, o lugar virou um verdadeiro lamaçal, tornando o Rock In Rio uma espécie de irmão da primeira edição do festival de Woodstock, de 1969.


Fontes:
Wikipedia
r7.com
conhecimento pessoal da pequena blogueira

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Achado

Ligo a TV. Começo a zapear na esperança de achar algo que preste. De repente ouço Footloose, jogo o controle pro lado e começo a cantar. É o Entrevista Record Música com uma banda qu eu não conhecia ainda, onde todos tão vestidos de forma diferente, isso me chama a atenção e eu espero pra ver o que é.
Aparece no vídeo o nome da banda, me interessei e fiquei assistindo.

No começo não entendi muito bem, por que eles tavam vestidos daquele jeito? Parecia que iam a uma festa a fantasia. Mas eles tocam bem, então deixa pra lá.

Recomeça a entrevista e eu começo a entender as coisas. Trata-se de The Soundtrackers, uma banda que tem como repertório clássicos do cinema pop contemporâneo, hits que fizeram história nas telonas e freqüentaram as paradas de sucessos dos anos 50 até os dias de hoje. Eles tocam ao vivo num show multimídia, com telões passando trechos de filmes e figurinos caprichados homenageando os campeões de bilheteria.

Ah, então é por isso que eles tavam vestidos daquele jeito. Cada integrante se caracteriza como um personagem de seu filme favorito.

Assisti a entrevista até o fim, lamentei não ter assistido o começo. Os caras fazem um trabalho super bacana.

A banda tem sete integrantes. O vocalista é Rodrigo Rodrigues, apresentador do Vitrine da TV Cultura. O site deles é todo em linguagem temática, muito legal.

Já imaginou Kevin Bacon dançando sem Footloose? Ou Peter Fonda atravessando as highways sem Born to be wild? Ou Whitney Houston e seu guarda costas no silêncio e nem sinal de I Will Always Love You? Não dá pra pensar em cinema sem soundtrack, ela se tornou parte integrante e importante do filme. Você pode não lembrar do filme, mas se ouvir a música automaticamente lembra da cena que a acompanha.

Achei muito legal a proposta da banda, um diferencial às bandas que tocam flash back.



Aos interessados em conhecê-los segue os canais onde podem ser achados:
www.soundtrackers.com.br
www.myspace.com/thesoundtrackers2
www.youtube.com/thesoundtrackers
www.soundtrackers.zip.net
twitter: @soundtrackers
também tem comunidade no orkut e página no facebook.