Continuando a série sobre cinema, seguem os anos de 1984, 1985 e 1986.
1984
A vida de Wolfgang Amadeus Mozart é o tema de mais um grande filme de MilosForman. A cinebio ganha nada menos que oito Oscares.
O mestre David Lean, dirige seu último filme, Passagem para a Índia, abordando de forma diferente o que já havia sido mote para Gandhi em 1982.
Os dramas de Os Gritos do Silêncio, de Roland Joffé, e Um Lugar no Coração, de Robert Benton, são unanimidade na crítica e levam estatuetas.
Woody Allen repete o sucesso do ano anterior, com o longa Broadway Danny Rose.
O cinema juvenil ganha um legítimo representante, Karatê Kid - A Hora da Verdade, com Pat Morita.
Tom Hanks chama a atenção, com Splash - Uma Sereia em Minha Vida.
Steven Spielberg e Harrison Ford fazem o segundo Indiana Jones, um êxito semelhante ao do primeiro.
1985
A parceria de Steven Spielberg com Whoopi Goldberg resulta em um drama adulto, algo inédito na carreira do diretor. A Cor Púrpura é um doloroso exercício de solidão, tristeza e paixão.
Peter Weir se une a Harrison Ford e alcança a glória com A Testemunha.
Os diretores internacionais Akira Kurosawa e Hector Babenco são indicados ao Oscar por Ran e O Beijo da Mulher-aranha, respectivamente.
Sydney Pollack conquista a Academia com Entre Dois Amores, que transforma Meryl Streep e Robert Redford em ícone dos casais românticos.
O gênero ficção científica também faz sucesso com De Volta Para o Futuro e Brazil - O Filme.
Woody Allen marca presença com A Rosa Púrpura do Cairo e a Argentina ganha Oscar com La Historia Oficial.
1986
A guerra do Vietnã continua sendo matéria-prima para os cineastas. Oliver Stone constrói um trágico retrato dos horrores do conflito em Platoon, que arrasa nas bilheterias.
É também o reconhecimento definitivo de Woody Allen que, com Hannah e Suas Irmãs, conquista o prêmio de Melhor Roteiro Original e o Globo de Ouro de Melhor Filme.
David Lynch torna-se cult com Veludo Azul, que transforma Isabella Rossellini em diva do cinema.
O acadêmico James Ivory adapta mais um livro de E. M. Forster, que resulta em Uma Janela para o Amor.
Martin Scorsese dirige Paul Newman e Tom Cruise em A Cor do Dinheiro. Francis Ford Coppola dirige Peggy Sue - Seu Passado a Espera, com Nicolas Cage, Kathleen Turner e Jim Carrey em início de carreira.
Sigourney Weaver retoma sua personagem em Aliens - O Resgate e Rob Reiner comove ao adaptar a mais sensível história de Stephen King, (Conta Comigo).
O psicopata Hannibal Lecter é levado pela primeira vez ao cinema na pele do ator Brian Cox, no ótimo Dragão Vermelho.
Tom Cruise se consolida com o personagem Maverick, em Top Gun – Ases Indomáveis. Sem esquecer é claro, da trilha “Take my breath away” que embalou Maverick e Charlotte.
Nesse ano aparecem nas telonas: Curtindo a vida adoidado e “A Garota de Rosa-Shocking”. Ambos retratam o espírito libertário, a moda e o comportamento dos jovens da década.
David Lynch com “Veludo Azul” também faz parte do cinema indie.
No Brasil, estreava Rock Estrela de Lael Rodrigues, também entra onda do novo pop-rock brasileiro revelando o estilo de vida da juventude carioca, embalados pelos sucessos da nova música jovem no país. Ainda no cinema nacional temos Anjos da Noite de Wilson Barros e Cidade Oculta de Chico Botelho.
Semana que vem tem a última parte sobre cinema, nossa tem tanta coisa que falta espaço pra escrever... semana que vem tem mais.
Bjumeliga
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