Li ontem no Jornal O Estadão a coluna muito interessante do Antônio Wilson (gerente da Autovema). Seus textos referem-se ao mercado e suas competências (ou incompetências), entretanto o de ontem me chamou a atenção.
Ele relata que juntamente com sua esposa comprou um fogão em uma rede de lojas da qual é cliente antigo. Porém, na hora da entrega o fogão não passou pela porta de sua casa, não efetuando assim a entrega. Uma funcionária da loja ligou para a esposa dele pra tentar resolver a situação e quando indagada pela esposa sobre o que poderia ser feito a referida funcionária solta a seguinte pérola: "Isso é problema seu".
Eu sinceramente demorei pra acreditar que isso pudesse acontecer. Se eu reagi desta forma, imagina a esposa do Antônio Wilson ao ouvir isso. Que o atendimento é ruim, eu sei, mas isso é uma falta de respeito tremenda.
Achei pertinente uma observação feita pelo autor que diz que o cliente tem o poder de demitir um funcionário quando começa a comprar no concorrente. Porém as empresas ainda não aprenderam isso e só vão entender quando correrem o risco de fechar as portas.
Gostaria de saber se a funcionária se sentiria bem se alguém dissesse a ela "isso é problema seu". Por que eu acredito que ela deve gostar de ser bem tratada quando vai comprar, a não ser que seja masoquista.
É lamentável que pessoas ainda passem por isso e que eu escreva sobre o assunto. Um dia queria muito que não ter esse tipo de situação pra contar.
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