quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

SÉRIE ANOS 80: CINEMA - PARTE 2

Continuando a série sobre cinema, seguem os anos de 1984, 1985 e 1986.

1984
A vida de Wolfgang Amadeus Mozart é o tema de mais um grande filme de MilosForman. A cinebio ganha nada menos que oito Oscares.
O mestre David Lean, dirige seu último filme, Passagem para a Índia, abordando de forma diferente o que já havia sido mote para Gandhi em 1982.
Os dramas de Os Gritos do Silêncio, de Roland Joffé, e Um Lugar no Coração, de Robert Benton, são unanimidade na crítica e levam estatuetas.
Woody Allen repete o sucesso do ano anterior, com o longa Broadway Danny Rose.
O cinema juvenil ganha um legítimo representante, Karatê Kid - A Hora da Verdade, com Pat Morita.
Tom Hanks chama a atenção, com  Splash - Uma Sereia em Minha Vida.
Steven Spielberg e Harrison Ford fazem o segundo Indiana Jones, um êxito semelhante ao do primeiro.

1985
A parceria de Steven Spielberg com Whoopi Goldberg resulta em um drama adulto, algo inédito na carreira do diretor. A Cor Púrpura é um doloroso exercício de solidão, tristeza e paixão.
Peter Weir se une a Harrison Ford e alcança a glória com A Testemunha.
Os diretores internacionais Akira Kurosawa e Hector Babenco são indicados ao Oscar por Ran e  O Beijo da Mulher-aranha, respectivamente.
Sydney Pollack conquista a Academia com Entre Dois Amores, que transforma Meryl Streep e Robert Redford em ícone dos casais românticos.
O gênero ficção científica também faz sucesso com De Volta Para o Futuro e  Brazil - O Filme.
Woody Allen marca presença com  A Rosa Púrpura do Cairo e a Argentina ganha Oscar com La Historia Oficial.

1986
A guerra do Vietnã continua sendo matéria-prima para os cineastas. Oliver Stone  constrói um trágico retrato dos horrores do conflito em Platoon, que arrasa nas bilheterias.
É também o reconhecimento definitivo de Woody Allen que, com Hannah e Suas Irmãs, conquista o prêmio de Melhor Roteiro Original e o Globo de Ouro de Melhor Filme.
David Lynch torna-se cult com Veludo Azul, que transforma Isabella Rossellini em diva do cinema.
O acadêmico James Ivory adapta mais um livro de E. M. Forster, que resulta em Uma Janela para o Amor.
Martin Scorsese dirige Paul Newman e Tom Cruise em A Cor do Dinheiro. Francis Ford Coppola dirige Peggy Sue - Seu Passado a Espera, com Nicolas Cage, Kathleen Turner e Jim Carrey em início de carreira.
Sigourney Weaver retoma sua personagem em Aliens - O Resgate e Rob Reiner comove ao adaptar a mais sensível história de Stephen King,  (Conta Comigo).
O psicopata Hannibal Lecter é levado pela primeira vez ao cinema na pele do ator Brian Cox, no ótimo Dragão Vermelho.
Tom Cruise se consolida com o personagem Maverick, em Top Gun – Ases Indomáveis. Sem esquecer é claro, da trilha “Take my breath away” que embalou Maverick e Charlotte.
Nesse ano aparecem nas telonas: Curtindo a vida adoidado e “A Garota de Rosa-Shocking”. Ambos retratam o espírito libertário, a moda e o comportamento dos jovens da década.
David Lynch com “Veludo Azul” também faz parte do cinema indie.
No Brasil, estreava Rock Estrela de Lael Rodrigues, também entra onda do novo pop-rock brasileiro revelando o estilo de vida da juventude carioca, embalados pelos sucessos da nova música jovem no país. Ainda no cinema nacional temos Anjos da Noite de Wilson Barros e Cidade Oculta de Chico Botelho.

Semana que vem tem a última parte sobre cinema, nossa tem tanta coisa que falta espaço pra escrever... semana que vem tem mais.

Bjumeliga

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Estamos fudidos...

Ontem como todos os dias fui caminhar na pista. Como geralmente vou acompanhada fico conversando e não presto muita atenção nas pessoas que lá estão. Ontem, eu fui sozinha e foi inevitável não observar ao meu redor. Ouvi uns trechos de conversas, vi algumas pessoas que me chamaram atenção pelo vestuário, expressão ou algum ponto em especial.

Quase no fim da caminhada quando voltava ao ínicio da pista, aproximou-se de mim um grupo com três mulheres. Inicialmente elas falavam amenidades e depois iniciaram uma discussão sobre faculdades. Uma delas tava procurando referências sobre curso de arquitetura e apartir daí elas iniciaram uma "análise" das faculdades daqui. Criticaram a UNIRON ( até deu vontade de me meter na conversa, porque motivos pra criticar a UNIRON não me faltam) e classificaram a FIMCA como "a treva" (o que me deu uma vontade de rir, segurei o riso). Antes que pudessem terminar a classificação das outras faculdades, elas encontraram um amigo que entrou na conversa.

Elas perguntaram a opinião dele sobre a faculdade onde estudava e a partir daí a conversa tomou um rumo que me deixou pasma.

Ao que eu entendi, ele cursa Medicina ou algum curso na área de saúde na FIMCA. Ele começou a falar sobre o curso e uma delas (que queria cursar medicina) solta a pérola inicial.
- A São Lucas é foda, é muito puxada. Não dá pra ficar lá, as aulas são a noite e isso atrapalha quando você quiser sair. Não dá pra festar estudando lá.
O rapaz completa:
- É melhor na FIMCA, não tem isso de aula a noite, é durante o dia e dá pra festar de boa. O ensino não é puxado dá pra conciliar legal.

Fiquei boba. São esses os médicos do futuro??? São essas pessoas que querem salvar vidas???
Não vejo nada de mal em sair, só que você priorizar as baladas num curso onde é preciso um conhecimento amplo e profundo como é o caso de medicina, é um absurdo. Será que eles ainda não entenderam que um erro oriundo de um mal aprendizado ou simplesmente não aprendizado pode custar uma vida? Se esses são os nossos futuros médicos, estamos fudidos.

Eles acham um absurdo a São Lucas cobrar o ensino??? Absurdo foi o que eles disseram. Além disso, que pessoas são essas que pagam caríssimo por uma coisa e não querem usufruir dela? Fiquei realmente chocada.

Depois é muito facil dizer que a saúde tá uma porcaria, que nada muda. Se as pessoas que tem oportunidade de mudar pensam desse jeito, só me resta dizer de novo: Estamos fudidos.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Cine de semana

Esse fim de semana relembrei o início da minha adolescência quando passava o fim de semana numa maratona de filmes.

Esse fim de semana repeti a experiência.

Comecei na sexta com "Mata-me de prazer". Um filme, ao meu ver, muito interessante. Trata-se de um suspense que inicialmente não é atrativo, mas que ao desenrolar mostra uma trama dúbia.
Alice (Heather Graham) é uma pesquisadora que conhece casualmente Adam (Joseph Fiennes), um misterioso alpinista. Em pouco tempo os dois se envolvem em um relacionamento intenso e apaixonado, fazendo com que Alice desista de seu namorado. Porém, Adam esconde por trás de seu romantismo um terrível segredo. O filme inicia com uma intesa paixão, permeada por várias cenas de sexo de tirar o fôlego e um romantismo misterioso. Ao longo da trama, percebe-se que o romantismo esconde o lado agressivo e inseguro de Adam, que ao meu ver é a sacada, uma cara aparentemente "perfeito" com um lado monstruoso, daí vem a grande dúvida do filme. Bom, vou parar por aqui pra não contar o final. Uma ótima pedida pra assistir a dois.

No sábado fui ao cinema assistir Sherlock Holmes. Simplesmente adorei.
Robert Downey Jr. está maestral no papel. Permeada de cenas de luta, perseguições, bebedeiras e uma pitada de humor a produção deve cair no gosto dos fãs de filmes de Ritchie, que se superou nesta obra. Esses elementos conferem a autoralidade da adaptação, bastante distante da obra original. Restam, por exemplo, poucas cenas dedicadas ao raciocínio meticuloso de Holmes, fascinado, nos livros, por pistas e indícios de acontecimentos.

O faro investigativo da dupla Holmes e Watson, que encantou e encanta leitores de diversas gerações e nacionalidades, é apenas um detalhe em meio ao amontoado de cenas de ação que compõem o filme --na medida para, de um lado, atrair grandes bilheterias e, de outro, deixar fãs saudosos das aventuras literárias do detetive.
O longa é um filmaço, uma boa pedida pro fim de semana.

Sábado a noite, revi " A nova Cinderela" outra comédia bobinha que já vi trocentas vezes e mesmo assim continuo rindo das situações.

Terminei meu cine de semana com uma comédia bobinha, mas que me arranca boas risadas. "Entrando numa fria maior ainda" é um daqueles filmes que te arrancam risadas com situações constrangedoras (que me lembram meus micos diários). Já vi o filme umas três vezes, mas continuo me divertindo quando vejo os Fockers emação.

Adorei meu cine de semana, vou procurar fazê-lo mais vezes.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Dica

Por conta dos meus horários "fora dos padrões" eu sou obrigada a fazer a maior parte das minhas refeições na rua. Por isso já conheci um bocado de restaurantes, lanchonetes e padarias, entretanto não voltei e frequentar quase nenhum deles. O responsável pela minha não volta é o nosso inimigo "mal atendimento".

Restaurante sem comida, comida ruim ou fria, filas, sujeira, demora, grosseria são apenas algumas das coisas que já presenciei. Não volto e falo mal pra quem quiser ouvir.

Com isso me restam poucas opções e acabo indo sempre aos mesmos lugares (não que isso signifique que onde vou é perfeito, diz apenas que não são ruins o suficiente).

Domingo, depois de acordar mais uma vez na hora do lanche, iniciei minha peregrinação em busca de um lugar que aquela hora ainda tivesse comida. Lembrei de um panfleto que tinha pego uns 3 domingos antes quando fui almoçar em outro lugar e resolvi ir lá.

Quando eu entro o cara no caixa me dá boa tarde, eu respondi apesar do meu mal humor matinal(ou vespertino pela hora). Me servi e pasmem tinha comida e tava quentinha (óóóóh). Fui pesar no caixa e o cara novamente me deu boa tarde, dessa vez fez algo que eu não tinha visto até então em lugar algum:
- Boa tarde, essa é a primeira vez que você nos visita,certo? Seja muito bem vinda, espero que você goste e tenha um bom apetite.

Eu sorri e fui pra minha mesa, pasma com a atitude dele. Fiquei observando e ele fazia isso com todo mundo que chegava. Já ouvi coisas parecidas, mas sempre era com aquela obrigação de ser simpático com o cliente e com um sorriso forçado no rosto (o que acho bem pior do que ficar calado), ele não, ele dizia aquilo por que queria dizer e não por obrigação.

Na hora de pagar, a mesma coisa, me desejou uma boa tarde, disse estar feliz pela minha visita ao restaurante e que esperava que eu voltasse sempre.

E eu voltei, ontem almocei lá de novo. Fui recepcionada com um grande sorriso. Ele lembrou que eu tinha ido lá no domingo e me cumprimentou com a maior educação. Cheguei lá as 14h e tinha comida quentinha, atendimento rápido e pessoas educadas.

Nossa por alguns intantes achei que aquilo não fosse em Porto Velho. Senti um alívio em saber que tem um lugar onde eu não sou apenas uma nota de dinheiro. Por isso resolvi escrever, acho bacana divulgar lugares como esse que infelizmente são poucos na nossa cidade.

Caramba, falei, falei e não disse o nome do lugar. O restaurante é o Aquarela Grill e fica no estacionamento da Galeria Castelinho (onde fica a Colcci), na Carlos Gomes.

Amanhã tem mais.

#bjumeliga

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Consumidor reclama pouco e empresas dão as costas

Li esse artigo no Mundo do Marketing e resolvi postá-lo aqui. Isso confirma minha teoria de que passamos por aquilo que pertimimos que nos façam. Espero que o texto sirva de alerta para que tomemos atitudes e mudemos o cenário.

No Brasil, os órgãos que defendem os interesses dos consumidores de um produto clamam para que sejam procurados pelos consumidores em casos onde eles se sintam lesados ou prejudicados. Apesar da mudança de comportamento que mostra maior exigência em bens de consumo ou serviços, os compradores não têm pesquisado o comportamento das empresas com relação a reclamações.

Para entender como anda este relacionamento e o que as empresas vem fazendo para evitar ou resolver as reclamações dos seus consumidores, o Mundo do Marketing ouviu representantes do Procon (Programa de Orientação e Proteção ao Consumidor) dos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília, além de buscar as empresas que figuram no ranking das mais reclamadas destes órgãos.

O setor de telefonia é um dos campeões em reclamações. Devido ao número de clientes, ao mau serviço prestado e até cobranças indevidas de ligações jamais feitas pelo consumidor, as empresas de telefonia hoje têm setores que parecem querer roubar o status negativo. Em Brasília, o setor financeiro lidera o ranking de 2009 em reclamações. Já em São Paulo e no Rio de Janeiro, os esforços em prestar serviços melhores para o consumidor são poucos, mas existem.

Falta cultura de reclamar nos brasileiros
O problema existente na relação entre clientes e empresa no Rio de Janeiro é antigo. Segundo o Subsecretario do Procon-RJ, Jose Teixeira Fernandez, a falta de cultura em reclamar do brasileiro também tem parcela de responsabilidade para que os bens de consumo e serviços careçam de qualidade. “Sem reclamar não podemos exercer o nosso direito de querer um produto de qualidade. O consumidor tem que reclamar e isso têm mudado. A cada ano aumenta a consciência naqueles que não reclamam e que não sabem que esta é a maneira mais fácil de exercer seus direitos”, explica Fernandez em entrevista ao Mundo do Marketing.

O Procon-RJ registrou mudanças no ranking das empresas mais reclamadas. Entre agosto de 2007 e no mesmo mês do ano seguinte, a TIM seguiu na indesejada liderança. Após a implantação de um novo sistema de comunicação e relacionamento, a operadora italiana passou para o quinto lugar da mesma lista entre setembro de 2008 e agosto de 2009. Procurada pela reportagem do Mundo do Marketing, a operadora informou, via assessoria de imprensa, que ao longo do ano passado, uma série de ações foran tomadas com o propósito de aumentar o grau de satisfação dos consumidores.

Para isso, a companhia criou o programa “Trazendo o cliente para dentro da TIM”, que se propõe a ouvir diretamente os usuários por intermédio de contatos diretos e de associações de defesa do consumidor. A assessoria informou ainda que houve uma mudança em setembro do ano passado onde a área de Atendimento ao Cliente passou a reportar diretamente ao presidente da empresa, Luca Luciani.

Sobe e desce no ranking da morte
A estratégia funcionou, mas ainda existem pontos que devem ser melhorados para que a operadora saia da lista negra do Procon-RJ. Por outro lado, a Claro ascendeu no ranking do Rio de Janeiro e pulou da nona posição entre agosto de 2007 e agosto de 2008 para o primeiro lugar entre setembro de 2008 e agosto de 2009. Procurada pelo site, a empresa não comentou o ranking, pois o executivo responsável desfruta de férias.

Em São Paulo, o setor de telefonia continua sua saga às avessas de liderar as reclamações dos consumidores. De acordo com Robson Campos, diretor de atendimento do Procon-SP, em 2008 as cinco empresas mais “bem” colocadas eram Telefônica, Itaú (antes de anunciar o processo de fusão), TIM, Unibanco e Brasil Telecom. A lista com os dados de São Paulo em 2009 ainda não foi divulgada e por isso o executivo não pôde revelar, mas ele adianta que muitas empresas se adequaram, mas a maioria delas ainda desrespeita o consumidor.

A mudança de postura deve ser imediata para as empresas deste setor, segundo Campos. “Estas empresas estão sendo cada vez mais avaliadas em suas práticas de mercado. Apesar do decreto da Lei do SAC, muitas continuam dando dor de cabeça para o consumidor como a falta de opção por mudar de operadora”, diz ao site.

Briga para ver quem é pior
Em Brasília, o setor financeiro se destaca por pouco do já conhecido e pouco adorado setor de telefonia. “Temos informações que mostram que o setor financeiro é o que recebe mais reclamações no Distrito Federal. Mas isso não significa o setor de telefonia melhorou, e sim que os bancos conseguiram superar o que já era ruim”, aponta Ricardo Pires, diretor do Procon – DF.

Para que o relacionamento entre empresa e clientes sofra menos desgastes, Pires sinaliza para que as companhias resolvam a reclamação antes de chegar ao Procon, o que não tem ocorrido. “Muitas vezes as empresas só se conscientizam quando o consumidor faz a reclamação no Procon. E diversas delas, mesmo depois de acionadas pelo órgão, não atendem de imediato e a reclamação vira um processo que pode acarretar em uma multa alta. Só aí elas percebem o tamanho do problema”, explica Ricardo Pires.

Prova de que o Procon pode ajudar tanto consumidores quanto empresas é que, antes da audiência para conciliar as partes, é enviada uma carta para que a empresa tente resolver o problema em um prazo estipulado. “Caso a empresa e o consumidor resolvam o problema, nós nem abrimos o processo. Mas consta nos nossos cadastros que existem pessoas que não voltam nem para dizer que resolveram o problema”, afirma Robson Campos, diretor de atendimento do Procon-SP.

Luz no fim do túnel?
É claro que não existe e tampouco um dia existirá uma fórmula perfeita e mágica da paz entre quem compra e quem vende quando há um problema não resolvido. Evitar a reclamação com produtos e serviços de qualidade é a melhor solução, porém, os resultados mostram que muitas empresas não atendem este quesito. “Num país em que se precisa que o Presidente de República emita um decreto para dizer ao consumidor que eles devem ser atendidos em um minuto é um absurdo. Esta atitude deveria partir das empresas”, acredita o Subsecretario do Procon-RJ.

Em São Paulo, o procedimento do Procon começa com a emissão de uma carta que permite que a empresa reclamada se manifeste sobre o problema. “Normalmente é neste período que antecede o processo conciliatório que a empresa atende de imediato às demandas do consumidor. Isto acontece porque o próximo passo é a instauração de um processo. Se por acaso a companhia não responder à reclamação, ela constará no cadastro do Procon-SP como uma empresa com reclamação não atendida e o consumidor poderá pesquisar e obter facilmente esta informação”, salienta Robson Campos.

A visão de Ricardo Pires, do Procon-DF é a de que a relação do consumidor com as companhias tem melhorado e é inegável que precisa melhorar ainda mais até por conta dos consumidores que estão mais conscientes de seus direitos. “É preciso que estas corporações estejam mais atentas ao trabalho realizado. É necessário ter mais cuidado com cobranças e taxas indevidas, assim como vendas casadas que o consumidor não contratou”, completa.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

O problema é seu...

Li ontem no Jornal O Estadão a coluna muito interessante do Antônio Wilson (gerente da Autovema). Seus textos referem-se ao mercado e suas competências (ou incompetências), entretanto o de ontem me chamou a atenção.

Ele relata que juntamente com sua esposa comprou um fogão em uma rede de lojas da qual é cliente antigo. Porém, na hora da entrega o fogão não passou pela porta de sua casa, não efetuando assim a entrega. Uma funcionária da loja ligou para a esposa dele pra tentar resolver a situação e quando indagada pela esposa sobre o que poderia ser feito a referida funcionária solta a seguinte pérola: "Isso é problema seu".

Eu sinceramente demorei pra acreditar que isso pudesse acontecer. Se eu reagi desta forma, imagina a esposa do Antônio Wilson ao ouvir isso. Que o atendimento é ruim, eu sei, mas isso é uma falta de respeito tremenda.

Achei pertinente uma observação feita pelo autor que diz que o cliente tem o poder de demitir um funcionário quando começa a comprar no concorrente. Porém as empresas ainda não aprenderam isso e só vão entender quando correrem o risco de fechar as portas.

Gostaria de saber se a funcionária se sentiria bem se alguém dissesse a ela "isso é problema seu". Por que eu acredito que ela deve gostar de ser bem tratada quando vai comprar, a não ser que seja masoquista.

É lamentável que pessoas ainda passem por isso e que eu escreva sobre o assunto. Um dia queria muito que não ter esse tipo de situação pra contar.

domingo, 17 de janeiro de 2010

Série Anos 80: Cinema Parte 1



Essa década é caracterizada pela intensa produção dos Estados Unidos. A violência se torna tema favorito dos grandes diretores. Martin Scorsese inova com Touro Indomável - considerado por muitos críticos como marco inicial do estilo de fazer cinema que seria agregado pela grande maioria dos cineastas no decorrer desta década.Já o cineasta Stephen Freas espanta os espectadores com Ligações Perigosas.

No Brasil, a crise econômica do país piora com a falta de dinheiro para pagar a dívida externa. Falta dinheiro para ir ao cinema e principalmente falta dinheiro para produzir filmes, com isso há uma queda na produção. Com isso começa uma batalha judicial movida pelos donos de cinemas contra a lei da obrigatoriedade de exibição de filmes brasileiros. Muitas salas deixam de exibir filmes nacionais por isso. Metade dos filmes produzidos em 1985 foi de sexo explícito.

Apesar de tudo, surge uma nova geração de cineastas em São Paulo, onde se destacam Sérgio Bianchi (Mato eles?, 1982), Hermano Penna (Sargento Getúlio, 1983), André Klotzel (A marvada carne, 1985) e Sérgio Toledo (Vera, 1987), mas seus filmes são vistos basicamente em festivais.

Graças à "Lei do Curta" (de 1975, mas aperfeiçoada em 1984), que obriga a antes do longa estrangeiro, o curta-metragem passa a ser o único cinema brasileiro com acesso ao mercado. Assim, em todo o país surgem novos cineastas e novas propostas de produção, e os curtas brasileiros ganham vários prêmios internacionais.
Outro destaque da década é a produção de documentários, também sem acesso ao mercado, mas refletindo sobre a história recente do país: Jango (1984), de Sílvio Tendler; Conterrâneos velhos de guerra (1989), de Vladimir Carvalho; e a obra-prima Cabra marcado para morrer (1984), de Eduardo Coutinho.

O cinema nacional que me perdoe, mas um dos ou talvez o símbolo do cinema nos anos 80 foi a comedia Curtindo a vida adoidado.

Bom, a década de 80 tem muita coisa pra ser dita sobre o cinema. Por isso eu dividi anualmente, entretanto um post assim ficaria gigante e a série cinema vai ser dividida em partes pra facilitar a leitura de vocês. Hoje vão os anos 1980, 1981 e 1983.

1980
Foram lançados O Homem-Elefante - com o estilo preto-e-branco e Gente como a Gente - que deu a Robert Redford os Oscars de Melhor Filme e Direção.
Roman Polanski inicia a década com o aclamado Tess, também são importantes lançamentos: Star Wars Episode -O Império Contra-ataca; Kagemusha - A Sombra do Samurai e O Destino Mudou Sua Vida), que premiou Sissy Spacek como Melhor Atriz de 1981. Foi nesse ano que Brooke Shields se torna uma diva do cinema com A Lagoa Azul.

1981
O ano é marcado por Katharine Hepburn em Num Lago Dourado, que lhe rendeu mais um Oscar e também premiou Henry Fonda que no filme contracena com sua filha Jane Fonda.
Hugh Hudson surpreende com Carruagens de Fogo e leva para casa o Oscar 1982 de Melhor Filme.
Outro destaque é Milos Forman, com Na Época do Ragtime, marcando a despedida do astro James Cagney do cinema.
O diretor Steven Spielberg lança o personagem Indiana Jones (interpretado por Harrison Ford) em parceria com George Lucas, no filme Os Caçadores da Arca Perdida.
No Brasil, Pixote - A Lei do Mais Fraco incomoda a sociedade ao mostrar a realidade nua e crua das ruas do país.
A onda do novo pop-rock brasileiro inspira um cinema focado no público adolescente, um exemplo deste ano foi Menino do Rio (dir. Antônio Calmon)

1982
Uma cinebiografia contagia a crítica especializada, e Ben Kingsley imortaliza a imagem de Gandhi na telona.
Steven Spielberg continua sua saga e apresenta um filme que marcará a infância das próximas gerações: ET - O Extraterrestre, com cenas antológicas como a da bicicleta que voa sob a imagem da lua cheia.
O ano é também de Dustin Hoffman na comédia Tootsie, filme de Sydney Pollack que deu a Jessica Lange o Oscar de Atriz Coadjuvante.
Os astros do passado fazem sucesso, com Jack Lemmon, Paul Newman e Peter O'Toole estrelando Desaparecido, um Grande Mistério, O Veredito e Um Cara Muito Baratinado, respectivamente.
Julie Andrews volta à cena com o musical Vitor ou Vitória?, dirigido pelo marido Blake Edwards.
A ficção científica nunca mais será a mesma depois do cult Blade Runner - O Caçador de Andróide), de Ridley Scott, que, apesar do fracasso no lançamento, tornou-se um sucesso alguns anos depois.
Os estúdios Disney inovam na tecnologia eletrônica com Tron.
Também estréia o clássico de Francis Ford Coppola – “Vidas Sem Rumo”.
Jim Jarmusch com “Stranger Than Paradise" mostra o cinema independente e alternativo.

1983
Brian de Palma é um diretor visionário, de vanguarda, um legítimo sucessor de Howard Hawks. E a prova disso vem com a estréia do polêmico Scarface ou A Força do Poder, com Al Pacino em seu mais importante papel.
James L. Brooks entrega o clássico Laços de Ternura, que premia Jack Nicholson e Shirley MacLaine no Oscar.
Glenn Close é uma agradável surpresa em The Big Chill,
Peter Yates dirige Albert Finney em O Fiel Camareiro. Finney é laureado com o Urso de Prata em Berlim.
Ingmar Bergman tem mais uma obra-prima reconhecida, Fanny & Alexandre. A versão do diretor tem incríveis 312 minutos.
Mel Gibson faz parceria com Linda Hunt caracterizada como homem em O Ano que Vivemos em Perigo, de Peter Weir.
O casal Woody Allen e Mia Farrow está na comédia Zelig.
É lançado Star Wars Episodio VI – O Retorno de Jedi, o último episódio da fantástica saga.
Tom Cruise surge no filme adolescente Negócio Arriscado (dir. Paul Brickman).
É lançado Rumble Fish de Francis Copolla – esse filme juntamente com “Vidas sem Rumo” abordaramm os dramas da adolescência e lançaram uma nova geração de jovens atores como Tom Cruise, Ralph Macchio, Emílio Estevez, Matt Dillon, Nicholas Cage e Rob Lowe.
“Down By Law” de Jim Jarmusch também mostra a força de um cinema independente e alternativo aos padrões hollywoodianos.


Caramba, é tanta coisa pra lembrar que minha cabeça tá girando. Antes que eu entre em curto circuito vou ficando por aqui. Semana que vem tem a parte 2.

Bjumeliga