domingo, 15 de agosto de 2010

Tempo, tempo, tempo, tempo....



"Caramba, já são 17h?", "Que droga de tempo que não passa", "queria que a manhã passasse rápido"...Quem já não ouviu ou disse essas frases? Eu já as disse milhares de vezes.

Uma hora tem 60 minutos aqui e em qualquer lugar do mundo, isso é uma constante. Mas dependendo do dia ou da atividade que você tá exercendo, parece que tem mais ou menos.

Quando estamos com saudade de alguém, de mau humor, fazendo algo que consideramos chato ou se estamos com tédio, os 60 minutos parecem se duplicar. É torturante.

Já se você tá fazendo algo que gosta, com os amigos, namorado(a), ou reencontra alguém, esses 60 minutos parecem cair pela metade.

Acho engraçada essa relatividade do tempo. O tempo é o mesmo, tem a mesma duração, mas o que as tornam um tormento ou uma graça são as atitudes que você tem.

A gente reclama muito da falta de tempo, da correria do dia a dia, de não ter tempo pra curtir as coisas, quanto na verdade não é que o tempo passe rápido. Nós é que não sabemos aproveitá-lo.

Muito trabalho, atribuições domésticas, filhos, marido ou esposa (pra quem os tem), tudo isso vira justificativa pra explicar a nossa falta de habilidade em definir o tempo pra nossas atividades.

Eu sou campeã nisso, eu nunca tenho tempo pra nada, quando na verdade tempo eu tenho, eu só não sei usá-lo corretamente. Inclusive, "essa falta de tempo" fez deixar o blog um pouquinho de lado.

E nessa correria doida deixamos de cuidar da saúde, de reservar um tempinho pra curtir as coisas e as pessoas que gostamos. Assistir a um filme, seja em casa ou no cinema, ler um livro, bater um papo com os amigos, sair pra um happy hour, ir ao restaurante favorito, passar uma tarde de domingo dormindo, ir caminhar, ir ver o por do sol. Tudo isso pode servir como higiene mental e pede tão pouco tempo, mas nós deixamos esses pequenos prazeres de lado.

Você realmente não tem tempo ou esquece de se dar um tempo? Pense nisso e independente da resposta, aproveite mais, afinal a vida é só uma e só levamos dela o que vivemos.

Por falar em curtir os pequenos prazeres, o sol lá fora tá lindo e bem propício pra um sorvete ou uma água de coco bem gelada. Que tal?

terça-feira, 10 de agosto de 2010

10 de agosto - A auto homenagem a mim mesma.

Hoje 10 de agosto é meu aniversário. Há exatos 21 anos atrás nascia um bebêzinho branquinho, bochechudo e sem nem um pelo no corpo (pena q isso não continuou). Modéstia a parte eu era muito fofa, daqueles bebês que a gente tem vontade de apertar.
Bem, com os anos a fofura se foi e não sobrou quase nenhuma carne, bochecha então, é uma vaga lembrança.
Então como hoje é meu aniversário, decidi deixar a falsa modéstia de lado e fazer um post de auto homenagem.

Neuma, segundo o dicionário, é um sistema de notação musical que servia de auxiliar a memória de quem cantava.
Já segundo o dicionário de nomes, significa único. Esse dicionário, também descreve as características da pessoa que recebe esse nome, e cara, sou igualzinha a descrição.
"Trabalhador incansável, muito dinâmico, inteligente e criativo, possui muita disciplina e está sempre disposto a colaborar sem outra intenção que não seja a de ajudar os outros (tá, isso não é tão ao pé da letra). Com sua praticidade consegue executar quaisquer tarefas cansativas e monótonas, daquelas que a maioria das pessoas costumam recusar. Não admite ser interrompido quando está trabalhando, e é critico por demais com si mesmo e com outros (isso é verdade).

Acho que Neuma também poderia significar mudanças, tranformação. Fui de um bebê fofo a criança tímida, adolescente complexada e adulta bem resolvida. Resolvi mudar minha história e ser feliz e acredito que essa tenha sido a melhor decisão que eu tomei. E aqui estou eu, com minhas qualidades e defeitos: mal humorada pela mahã, irritada quando me acordam. Impaciente, ansiosa, implicante, cabeça dura, realista, crítica, um pouco fria com as emoções e muito preguiçosa. Mas também muito inteligente, apaixonada pelo que me proponho a fazer, bem humorada a maior parte do tempo, maluquinha, sincera, insistente e perseverante.

São 21 anos de alegrias, tristezas, lutas, vitórias, derrotas, conquistas, risos, choros. São 21 anos de vida, boa parte deles muito bem vividos.

Agradeço a Deus todos os dias pela minha vida, pelo que sou e pelas coisas que tenho e peço forças pra lutar a cada dia pra fazer o melhor de mim no trabalho, na faculdade, com as pessoas que eu amo e para que eu receba dessas pessoas o melhor delas.

Agradeço a todos os amigos que me parabenizaram seja pessoalmente, por twitter, facebook, ou afins.

Parabéns pra mim!

sábado, 24 de julho de 2010

Desabafo

Confesso que abandonei o blog, a última postagem foi feita no dia 07/07 em homenagem ao Grande Cazuza. Tenho uns rascunhos pra publicar, mas preferi que minha volta falasse de outra coisa. Peço desculpas para aqueles que esperavam outra coisa, mas o post hoje é um desabafo.

Nessas duas últimas semanas, meu mundo mudou. Me deparei com a transformação humana em seu nível mais vil. Na verdade não acho que seja transformação, apenas a revelação de um lado oculto.

Já dizia o provérbio "SE QUERES CONHECER ALGUÉM, DÁ-LHE PODER”, eu acrescento que basta colocar a pessoa na disputa por poder para que ela se revele. Infelizmente, essa semana eu pude constatar isso.

Infelizmente não posso descrever a situação detalhadamente, pois envolve pessoas com atitudes erradas e isso poderia me trazer problemas legais. Mas, apesar disso, vamos ao que interessa.

Quando conhecemos alguém pra uma relação profissional, procuramos descobrir em que a pessoa pode nos ajudar. Com o tempo, inevitavelmente, essa relação deixa de ser somente profissional e vai se estreitando. Com o tempo, também descobrimos os defeitos das pessoas com as quais convivemos, mas nos adaptamos a eles ou os ignoramos.
Eu já tinha percebido os defeitos dela. Aquele tipo que quer agarrar o mundo com as pernas, mas mal consegue abrir os braços. Intrometida, atrapalhada, as vezes inconveniente, metida a sabe tudo quando não tinha a menor ideia do que era o assunto, eu fui me acostumando e ignorando pra poder manter a relação profissional.
Só que as coisas foram passando das trapalhadas pra intromissão e da intromissão pra interferência irresponsável.
Tentei reverter a situação de uma forma civilizada, mas não teve jeito. Sinceramente, não me surpreendeu tanto a atitude dela, só não esperava que além dela, outras pessoas entrariam nessa barca furada e a resposta viesse de uma forma tão baixa e anti ética.

Todo mundo tem defeitos, qualidades, um lado bom e um ruim. O que nos diferencia é qual adjetivos e qual lado escolhemos pra nossa vida. Eu preferi o lado bom. Cresci ouvindo que aquilo que você tira dos outros é amaldiçoado pra você. Criei um medo disso e com 14 anos me fiz um juramento: Eu nunca iria permitir que as pessoas passassem por cima de mim, mas também não iria passar por cima de ninguém. Tudo o que eu conquistei foi por esforço, sem precisar derrubar ou magoar alguém. E venho tentando me impor pra cumprir a outra parte do juramento.

Só desperta inveja quem tem o que mostrar. Não vou me fazer de falsa modesta, sou inteligente, esforçada e apaixonada pelo que faço. Só preciso de uma oportunidade, oportunidade que, sem eu saber, já tinha aparecido e me foi tirada por pessoas que não tem o que mostrar, não tem competência muito menos conhecimento na minha área. Agora, se a pessoa não entende nada de comunicação, não tem competência apesar de ter um cargo de direção, por que fazer isso comigo? O que iriam ganhar?

Omissão, roubo de ideias, sabotagem, fofoca e sabe mais o que algumas pessoas acreditam que é válido passar por cima dos outros. Durante as duas últimas semanas eu venho descobrindo toda a podridão que se escondia atras de pessoas que se dizem evangélicas tementes a Deus, que pregavam a boa postura e os ensinamento de Deus constantemente. Pessoas que pareciam ser as últimas que podiam ter uma atitude dessa. Quem me acompanha pelo Twitter viu minha indignação com isso. Não fiz a menor questão de esconder minha raiva pela atitude mesquinha e baixa dessas pessoas. O desrespeito comigo como pessoa e como profissional foi tão grande que eu fui parar no hospital mais de uma vez por uma enxaqueca ininterrupta que durou 10 dias. A enxaqueca, aliada a uma dor de cabeça tensional (causada pela tensão nervosa) foi a manifestação do meu corpo pra toda essa sujeirada.

Ainda não entendo por que eu fui o alvo disso tudo. Eu não represento perigo ao cargo de ninguém, por que eu não quero nada daquilo. Não é e nem nunca foi meu desejo ficar assinando papéis. Minha vibe é comunicação, foi por isso que que passei noites em claro estudando, prestei concurso pra Relações Públicas e passei. Esse cargo é meu por direito, pois eu fiz por merecer. O engraçado dessa história, é descobrir os absurdos feitos por essas pessoas por pura falta de conhecimento. Elas pensavam mesmo que iriam me derrubar fazendo o meu trabalho pelas minhas costas, sem saber NADA de comunicação. Tentaram fazer meu trabalho e só o que fizeram foi besteira, que fique bem claro.

Eu acredito que não vale a pena tentar subir fazendo o outro de degrau. Já tive provas de que isso não se sustenta por muito tempo. E agora não foi diferente. Elas se preocuparam tanto em me sacanear, em fazer meu trabalho pelas minhas costas que se esqueceram de seus respectivos trabalhos. Não fizeram um trabalho extremamente importante que havia sido pedido desde o ano passado, pois usavam seu tempo pra tentar me derrubar. E a bomba estourou. A derrocada começou e eu estava lá assistindo a tudo de camarote. Não desejo mal, desejo justiça. E ela está sendo feita.

Resultados que elas conseguiram com isso: me deixaram doente, assinaram atestado de incompetência, criaram um clima pesado colocando as pessoas umas contra as outras e me inspiraram a fazer um projeto maravilhoso, muito bem fundamentado que comprova toda a minha competência e o conhecimento que é necessário pra trabalhar com comunicação. Resumindo, cavaram a própria sepultura.

Eu acredito muito em Deus, não prego a palavra 24 horas por dia ou mostro uma fé fanática (com respeito a todos os cristãos), eu simplesmente procuro respeitar a todos e fazer por merecer o que tenho recebido da vida. Acho que isso é mais importante do que pregar o nome de Deus em vão e ter atitudes que contrariam os ensinamentos dele.
Tive a sorte de encontrar alguém pra me ajudar e me defender. Alguém que vê muito além do rostinho de menina e da pouca idade. Alguém que consegue ver que a capacidade vem da paixão com que se faz as coisas e que percebeu que essa sujeira não afeta só a mim, prejudica a todos.
Não sou vingativa, acredito que a vida se encarrega em cobrar o preço que cada um tem a pagar, estou apenas esperando a justiça ser feita e que eu tenha aquilo que é meu por direito. Pois o que Deus nos dá, ninguém nos tira.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

O poeta está vivo - 20 anos sem Cazuza

Agenor de Miranda Araújo Neto, ou simplesmente, Cazuza.



Filho de João Araújo, produtor fonográfico, e de Lucinha Araújo, Cazuza recebeu o apelido mesmo antes do nascimento. Na infância, Cazuza nem sequer sabia seu verdadeiro nome, somente quando descobre que um dos compositores prediletos, Cartola, também se chamava Agenor (na verdade, Angenor), é que aceita o nome de batismo.

Graças ao ambiente profissional do pai, Cazuza sempre teve contato com a música. Cresceu cercado pelos maiores nomes da Música Popular Brasileira, como Caetano Veloso, Elis Regina, Gal Costa, Gilberto Gil, João Gilberto, Novos Baianos, entre outros. Influenciado desde pequeno pelos grandes nome da música brasileira, tinha preferência pelas canções dramáticas e melancólicas, como as de Cartola, Dolores Duran, Maysa, Dalva de Oliveira e outros. Era também grande fã da roqueira Rita Lee.

Por volta de 1965, ele começou a escrever letras e poemas, que mostrava à avó.

Em Londres conheceu o trabalho de Janis Joplin, Led Zeppelin e Rolling Stones tornando-se grande fã. Em São Francisco descobriu a literatura da Geração Beat, os poetas malditos, que mais tarde teria grande influência na carreira.

Em 1980 ingressou no grupo teatral Asdrúbal Trouxe o Trombone no Circo Voador, no Rio de Janeiro, cantando em público pela primeira vez.

Foi indicado por Leo Jaime a assumir os vocais de uma banda que estava se formando, surgindo assim o Barão Vermelho e uma mas duplas do rock mais elogiadas pela crítica: Cazuza e Roberto Frejat.

Apesar da pouca idade, Cazuza demonstrava uma maturidade poética incrível, que pode ser conferida em suas letras despudoradas, que falavam escancaradamente de amor, prazer e dor. Apesar das letras maravilhosas e do repertório da banda cheios de rocks básicos, dançantes, juvenis e blues, os dois primeiros discos venderam pouco, apesar da aceitação que tiveram no meio artístico. As rádios não tocavam a banda, situação que só mudou quando Caetano Veloso fez uma crítica as rádios e Ney Matogrosso gravou "Pro dia Nascer Feliz".

A banda que já tinha os sucessos "Todo amor que houver nessa vida" (1º disco) e Pro dia nascer feliz" (regravada por Ney Matogrosso), desponta ao criar "Bete Balanço" para trilha sonora do filme homônimo. O terceiro CD conta também com os sucessos "Maior abandonado" e "Por Que a Gente é Assim?".

Em 1985, o Barão Vermelho faz uma apresentação antológica na primeira edição do Rock in Rio. A apresentação da banda coincidiu com a eleição do presidente Tancredo Neves e com o fim da Ditadura Militar. Cazuza anuncia esse fato ao público e comemora cantando "Pro Dia Nascer Feliz".

Neste mesmo ano Cazuza segue carreira solo a fim de ter liberdade para compor e se expressar, musical e poeticamente. Surgem nessa época os primeiros sintomas da AIDS, doença que vitimou o poeta em 1990.

No ano seguinte é lançado o primeiro disco solo do artista, Só se for a dois, que trazia as canções "Só Se For A Dois", "O Nosso Amor A Gente Inventa", "Solidão Que Nada" e "Ritual". Já em 1987, após voltar dos EUA onde foi submetido a um tratamento para Aids, inicia as gravações de seu novo disco. Ideologia de 1988, inclui os hits "Ideologia", "Brasil" e "Faz Parte Do Meu Show". "Brasil" em versão de Gal Costa foi tema de abertura da novela Vale Tudo.
O Tempo Não Pára, gravado no Canecão durante a turnê do disco Ideologia, é lançado em 1989 tornando-se o maior sucesso comercial superando a marca de 500 mil cópias vendidas. A faixa "O Tempo Não Pára" torna-se um de seus maiores sucessos. Também destacam-se "Todo Amor Que Houver Nessa Vida" com um novo arranjo mais introspectivo, "Codinome Beija-Flor" e "Faz Parte Do Meu Show".

Em fevereiro de 1989, Cazuza declara publicamente que era soropositivo, numa entevista ao jornalista Zeca Camargo. A entrevista é lembrada por muitos, pelo modo como Cazuza divulgou a noticia:
- Escreve aí, escreve que eu estou com a maldita.
A declaração ajudou a criar consciência em relação a doença e os efeitos dela.
Durante as gravações do álbum Burguesia (1989), Cazuza já estava bem debilitado, numa cadeira de rodas e com a voz nítidamente enfraquecida. É um álbum duplo de conceito dual, sendo o primeiro disco com canções de rock brasileiro e o segundo com canções de MPB. Burguesia é o último disco gravado por Cazuza e vendeu 250 mil cópias.

No dia 7 de julho de 1990, Cazuza perde a batalha contra a AIDS e morre aos 32 anos por um choque séptico causado pela doença. No enterro compareceram mais de mil pessoas, entre parentes, amigos e fãs. O caixão, foi levado à sepultura pelos ex-companheiros do Barão Vermelho, no cemitério São João Batista, no Rio de Janeiro.

Cazuza foi o símbolo da sua geração tornando-se um dos ícones da música brasileira do final do século XX. Cazuza também ficou conhecido por sua rebeldia, boêmia e polêmica. Declaradamente bissexual, vivendo sob o trinômio sexo, drogas e rock in roll, Cazuza viveu loucamente com direito a prisões e fichas na polícia, por porte e uso de drogas.

Hoje completa 20 anos sem Cazuza. Há 20 anos ficamos órfãos de suas poesias e de seu jeito despojado. Mas Cazuza está vivo no legado que deixou, nas paixões e revoltas que embalou com suas músicas. Enfim, o poeta está vivo.

Abaixo segue o vídeo de "O poeta está vivo" composição do Barão Vermelho em homenagem a Cazuza.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Coisas que só acontecem com a Neuma - Você foi abduzida com meu sapato?

Sabe aquela roupa ou sapato que vc compra e de tão lindo tem pena de usar? Então, ele era assim. Um sapato lindíssimo, confortável que eu demorei pra criar coragem pra usar.

Era meu segundo sapato favorito, mas de tão gostoso, quando comecei a usá-lo não parei mais.

Era uma linda tarde de sol e calor. Eu linda, loira e super metida com meu segundo sapatinho favorito desço da minha carruagem e vou em direção a garagem, pegar o elevador.

Quando eu entro na garagem começo a sentir algo estranho, o sapato parece mais frouxo, não sei. Continuo andando e entro no elevador, quando sinto q realmente o sapato tá estranho. Quando olho, CARAMBA, CADÊ, CADÊ...MEU SALTO?

Como assim? cadê o salto do meu sapato? Ai meu pai, o que eu vou fazer, eu não posso voltar até o carro desse jeito. Tá, vou subir até a sala e lá decido o que fazer.

- Terceiro andar.

A sorte é que a sala fica perto do elevador. Entrei, sentei e fiquei tentando matutar o que eu poderia fazer.

- Eu tenho uma rasteira no carro, só preciso arrumar um jeito de ir até lá.

Tiro a sandália e fico olhando o estrago, meu salto dourado se foi. Minha segunda sandália favorita, aaaaaaaaah não.

Fico olhando e tentando ter uma ideia. Ligo o computador e me lembro que tinha combinado de ir ensinar o Adriel a twittar. E agora, como eu vou?

Pra minha sorte, o cara começa a me chamar no pandion. Putz, preciso ir lá e agora?

Olho pra baia da Lorena e me lembro que ela tem um sapato de salto baixo que usa pra trabalhar na sala.
Tá, mais eu não posso pegar sem avisar. Vou esperar ela chegar.

O cara tá insistindo pra eu ir lá, e agora? A Lorena tá demorando. Vou pegar e ir lá rapidinho, quando ela chegar eu explico, acho que ela não vai se importar.

Peguei o sapato, que ficava um pouquinho folgado no meu pé e fui.
Cheguei lá, ensinei tudo de uma forma rápida e tirei algumas dúvidas. Quando me preparava pra ir embora, chega outra pessoa e pergunta o que eu tava fazendo lá, quando o Adriel responde, ele diz:
- Ah, eu também quero aprender, senta aqui e me ensina.

Putz, eu preciso ir embora. Mas e agora?
- O Adriel depois te explica.
- Ah não, ensinou pra ele tem que ensinar pra mim. É rapidinho.
- Tá bom.

Lá vou eu pra baia do outro explicar. Nisso chega a chefe do setor e vão dizer pra ela o que eu tava fazendo, ela resolve discutir a ferramenta comigo. E eu me arrependendo de ter ido lá.

Enquanto isso na minha sala, o caos se instaurava.
A Deisy sentou na minha baia e sem querer chutou meu sapato que estava debaixo da mesa. Aí ela viu o sapato quebrado e todo mundo começou a criar mil teorias pro fato de eu não estar na sala.
- Ela tá com vergonha, o sapato dela quebrou.
- Não, acho que ela foi embora.
- Embora ela não foi, a bolsa dela tá aqui.

Enquanto isso, já tinha aparecido mais uma "aluna" pra minha aula de Twitter e a minha pequena explicação pra uma pessoa virou aula pra uma turminha.

Enquanto isso, lá na minha sala, a Lorena sentiu falta do sapato dela e somou 2+2.
- Ela pegou meu sapato e sumiu.

Aí começou a busca a minha pessoa. Ligaram no meu cel que estava dentro da minha bolsa. Aí as teorias conspiratórias continuaram.

Eu, pobre coitada de mim, tentando me livrar do povo e nem imaginava a confusão que tava na sala por minha causa.

Aí abri minha página no twitter pra mostrar uma coisa pros meus "alunos". Nisso, me deparo com a seguinte mention:
@lorenasarraf: @neumaoli vc foi abuzida com meu sapato?

Pronto, já tinham percebido e entenderam tudo errado. Vou ter que me explicar, assim que sair daqui.

Quando finalmente consegui sair fui em direção a minha sala sem imaginar o que me esperava.

Quando eu abro a porta 3...2...1...kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk Gargalhada geral. Até eu não aguentei e cai na gargalhada também.

- Aí tá a fujona.
- Resolveu voltar, foi?
- Você foi abduzida?

Eu lá, rindo das gargalhadas do povo e ao lembrar da situação.

- Garota, o que foi que aconteceu?

Lá vou eu explicar a história toda, o que demorou um tempo, por causa das minhas crises de gargalhada.

O povo demorou um tempo pra acreditar na minha história, achavam que eu tava com vergonha e inventei a história.

Aí a Lorena resolveu me fazer um favor.
- Alô, Maristela? Oi, é a Lorena. Mari, por acaso ninguém da limpeza achou um salto dourado na garagem? É, o salto da sandália da Neuma quebrou. Se alguém achar pede pra trazer pra ela, por favor.

Pronto, agora a Diseg inteira sabe da minha tragédia.

Enfim, a Lorena depois de se convencer que eu não havia roubado seu sapato e que tudo tinha sido um desencontro, resolveu fazer a caridade de me emprestar pra que eu pudesse ir pra casa.

Saímos rindo pelos corredores e elevador. Acho que o povo pensou que eramos malucas. Mal sabiam o que tinha acontecido.

Meu salto até hoje não apareceu e eu tive que jogar minha sandália fora, com uma dó danada, tadinha dela. Depois disso traumatizei, ando morrendo de medo do meu salto quebrar de novo.

Bem, semana que vem eu acho mais alguma loucura pra contar. Beijinho.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Coisas que só acontecem com a Neuma - A Chupeta

Depois de quebrar o salto no elevador do trabalho, de fugir da polícia de ré numa ladeira ela está de volta. É, é ela mesma: a Zica.

Nunca vi alguém pra se meter em tanta confusão como eu. Já aconteceu de tudo comigo. E hoje, pra iniciar (ironia) bem a semana não foi diferente.

Mas como tudo tem seu lado bom, a zica de hoje rendeu uma história engraçada. então, espero que dêem boas risadas da minha desgraça.

Lá vou eu, saindo linda e bela do Fórum em direção ao meu carro, parado do outro lado da rua. Pego a chave e destravo o alarme, automaticamente os vidros abrem. Entro no carro, coloco a chave na ignição e TCHARAM: não acontece nada. Tento de novo e não acontece nada.

Puta que pariu, o carro morreu. O que eu faço? Vou ligar pro Marcos.

Reviro a bolsa em busca do celular que por algum motivo desligou sozinho. Ligo o celular, ligo pro Marcos e ele não atende. Começo a entrar em desespero. Ligo de novo, ufa, ele me atendeu.

- Cara, você não sabe o que aconteceu. Meu carro não quer ligar, já tentei várias vezes, não liga.
- Como assim? Tá, tô indo aí.

E eu lá dentro do carro fazendo cara de paisagem, esperando o estacionamento esvaziar, morrendo de vergonha.

Ele chegou, pelo menos agora eu não vou passar vergonha sozinha.

- Neuma, isso é bateria.
- Mas como? Bateria começa a falhar, isso é indício que tem que trocar. Aqui não falhou, morreu de vez.
- Estranho.
- Lembrei, pera aí.
Eu fuço o porta luva em busca da minha possível salvação e... não a encontro.
- Pensei que o manual do carro estivesse aqui, lá tem o número do 0800 da Ford. Não tem nenhuma loja por aqui?
- A essa hora, é difícil encontrar loja aberta, você não quer deixar o carro aqui e ir na sua casa buscar o manual?
- Os vidros estão abertos, não posso deixar o carro aqui. Aaa, já sei, me dá teu carro.

O Marcos teve coragem de me dar o carro dele, fui em casa desesperada com medo de não achar nada aberto.
Chego em casa e pego logo uma lista telefônica, consigo achar uma loja aberta. Ligo lá e faço um drama pro vendedor que consegue mandar o mecânico ir ver o carro. Quando cheguei no Fórum novamente, o mecânico já estava indo embora.

- O cara disse que não pode desligar o carro. Que amanhã tem que comprar outra bateria.
- Ok.

Entro no carro, ligo os faróis e... o carro morre. (Desespero geral)Nãaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaao, eu só quero ir pra casa.

Calma Neuma, calma. Tenta de novo, caraca o carro não liga. Vou pedir ajuda pro Seu Marinho (motorista). Lá vou eu com cara de pau, entrando no Fórum pra pedir ajuda.

- Oi Dona Neuma, tudo bom?
- Não seu Marinho, a bateria do meu carro pifou, o rapaz veio e fez a chupeta, mas quando eu fui ligar os faróis pra ir embora morreu de novo.
- Vamos ver o que posso fazer.

E lá vamos nós...
- Vamos dar um tranco pra ver se pega.
Nisso seu Marinho e o Marcos começam a empurrar o carro. O que não seria algo tão absurdo, se não fosse o fato de que o estacionamento é uma ladeira.
Imagine a cena, dois homens empurrando um carro ladeira acima. E eu lá olhando, é olhando, não tenho força pra empurrar uma moto quem dirá um carro.
Aparece um flanelinha e se oferece pra ajudar. Eu lá olhando a arrumação de empurrar o carro ladeira acima, ladeira abaixo. Quando o flanelinha, muito intrometido pergunta:
- Vai ficar aí parada?
Vou, vou sim. Foi você quem se ofereceu seu enxerido, agora cala a boca e empurra.

Nisso aparece um rapaz e se oferece. E lá vão os três empurra pra cima empurra pra baixo e eu segurando o riso.

É o carro não pega mesmo, melhor por na garagem e amanhã trocar a bateria.
- Galera, empurra pra dentro.
E lá vão eles empurrando o carro pra dentro. O Marcos tadinho, tava ensopado de suor. O rapaz que se ofereceu mal respirava, o flanelinha saiu arrependido de ter se oferecido, mas satisfeito pela gorjetinha. Seu Marinho, por algum motivo entrou no carro oficial e saiu (acho que fugiu antes que eu pedisse mais alguma coisa).

Então tá, já que não tem jeito vou pra casa. Começa o descarrego, tirar tudo o que tem dentro daquele carro. De sapato a papel, tem tudo. Poderia ir embora se o vidro não estivesse aberto e eu morrendo de preocupada.

- Queria levar meu filho pra casa. (A loka chama o carro de filho). Caraca, tem uma oficina 24 horas na Vieira Caula.
- Você quer ir lá?
- Quero, quem sabe não consigo.

Lá vamos nós pra bendita oficina, chegamos lá a moça diz que trabalham com bateria, maaaas não tem no estoque. Quase morri.

Fiquei lá em choque até vir outro rapaz e perguntar o que houve. Começo a contar a saga. Ele deu uma explicação mecânica (que eu entendi tanto qanto entendo física quântica) e se ofereceu pra ir ajudar, é claro mediante pagamento de uma taxinha simbólica.

E lá vamos nós pro Fórum de novo. Eu na maior cara de pau, mando o cara entrar na garagem do Fórum. De longe o guarda olhava aquela invasão e penteava seus cabelos ralos.

Enquanto o cara fazia uma chupeta milagrosa no carro eu tentava explicar pro guarda aquela presepada.
- Vocês vão demorar?
- Não sei moço, o rapaz tá tentando arrumar o carro.
- É que não pode ficar aqui.
- Eu sei, sou servidora do Tribunal.
- O carro não pode ficar ali, tá fechando a saída do carro do Juiz.
- Eu sei, se por acaso o Juiz sair antes da gente ir embora a gente sai do meio tá?
O guarda continua a pentear seus ralos cabelos e eu volto pro meu filho.

- Moça, a chupeta tá feita, mas não pode ligar os faróis não. A gente vai devagar, eu vou na frente, e você vai atras com a luz de alerta ligada pra evitar acidente.
- Ok.

Imagine a cena: três carros com as luzes de emergência acesas, o do meio com os faróis desligados a 20 km/h andando pelo Centro. O maluco ainda me fez subir a ladeira da José de Alencar. Eu rezando pro carro não morrer no meio daquela ladeira, rezando pra eu chegar em casa, rezando pro mico passar. Enfim, cheguei em casa escoltada por dois carros, chamando a atenção dos vizinhos fofoqueiros.

Tô morgada, cansada como se eu tivesse empurrado o carro. Comecei a semana com fortes emoções. Aí tive a ideia de contar algumas desventuras que me acontecem de vez em quando e fazer alguém rir com minhas loucuras.

Tudo acontece comigo, é algo inacreditável. Tenho algumas histórias impublicavéis de situações extremamente constrangedoras e outras que dariam uma boa comédia. Sempre que puder as escreverei aqui.

Semana que vem eu começo contando a história "Neuma, você abduzida e levou meu sapato?".

terça-feira, 15 de junho de 2010

Gente implicante, invejosa e incompetente - parte III

Terminado a trilogia dos seres que deveriam ser extintos da face da terra, escrevo hoje com ideias fervendo.

Incompetência é a inabilidade de alguém de desempenhar adequadamente uma determinada tarefa ou missão.

São aqueles famosos coleguinhas que nunca fazem nada do que lhe é pedido ou não entendem a ordem que lhes é dada.

São aqueles que criticam o que você faz, mas nunca fizeram ou fariam algo parecido.

São os que pegam carona na equipe e dizem que participaram ativamente do processo quando, na real, não fizeram nada.

São aqueles que sempre tem uma desculpa pra não fazer o que lhe é pedido.

São pessoas preguiçosas, sem perspectivas e sem vontade.

Não gosto de gente assim que faz, quando faz, as coisas mal feitas. Você percebe a má vontade, o desprezo da pessoa pela tarefa.

E incompetência não tem a ver com trabalhar com o que não gosta. Tem a ver com a falta de perspectivas mesmo.

O que me conforta é que "Jacaré parado vira bolsa". Esse tipo de gente, por mais irritante que possam ser não são nenhuma ameaça, pois não tem capacidade pra competir com você.

Vou esperar a caça começar e algumas bolsas surgirem.