sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Velocidade do pensamento

Sabe quando o tudo parece desandar? As coisas não dão certo, as pessoas te magoam ou você as magoa. Bem hoje comigo não é assim.

Ontem enquanto dirigia, vendo o velocímetro subindo cada vez mais pensava na minha vida. Na última decisão tomada e nas consequências dela.

E percebi o óbvio mais uma vez, minha ansiedade em resolver ou evitar os problemas me fez mais uma vez meter os pés pelas mãos.

A decisão que eu tomei, por mais errada que seja, eu tomei tentando proteger alguém que amo demais. Tá tudo bem, foi idiotice, mas foi uma prova do carinho que eu tenho por este alguém.

Eu queria muito dizer isso pra ele, mas parece que é mais facil dizer sem olhar nos olhos dele. Ver o rostinho me encarando com aquele olhar de sempre me faz sentir mais culpada.

Mas a culpa é minha mesmo, sou muito afoita e faço besteira. Mas esse é mais um pedido de desculpa.

Aprendi que não posso exigir o amor de ninguém...
Posso apenas dar boas razões para que gostem de mim...
E ter paciência para que a vida faça o resto... William Shakespeare

Então por mais errada que eu seja, eu tenho uma certeza.

Te adoro

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Eu sou uma burra!

As pessoas sempre reclamam da vida, eu as vezes não sou diferente. O ser humano é um eterno insatisfeito.

Só que nos últimos tempos a vida foi muito generosa comigo. Após um grande problema que eu tive, eu fui obrigada a me reerguer e começar do zero. Foi aí que a vida tornou-se generosa, me dando ótimas oportunidades e pondo em meu caminho excelentes pessoas e situações.

Eu aproveitei todas as oportunidades, celebrei com os novos amigos, curti os momentos. Mas sabe quando no fundo você sente falta de alguma coisa? Pois é, lá vem a insatisfação humana novamente, nada nunca está bom. O ser humano é muito complicado. E nessa busca para completar o tal vazio, em vez de ganhar eu perdi.

Fui um tanto egoísta e não vi que o que buscava era algo que não preencheria o tal vazio, pois ele sempre existirá. Isso é uma característica humana, buscar satisfazer suas carências e seus vazios.

Nesse caminho que me parecia prazeroso, eu não vi algo tão óbvio. Eu já tinha tudo o que precisava só não estava sabendo usar. Tinha as melhores pessoas ao meu lado, o emprego naquilo que eu sempre gostei, possibilidades múltiplas a minha frente. E não vi o mais importante eu tinha quem me amava do jeito que eu sou, com todos os defeitos e qualidades. Ao invés de retribuir esse sentimento, eu tava magoando essa pessoa.

Sabe quando você toma uma decisão achando que é a melhor e depois de tomada você percebe que o estrago ficou maior em vez de consertar? E como voltar atrás, se ao invés de aliviar você causa mais dor?

É terrível você ver a pessoa que você adora sofrendo por sua causa e pior ainda é não saber o que fazer pra voltar atrás.

Apesar de saber que só o tempo resolve as coisas e saber melhor ainda que sou muito impaciente. Preciso arranjar um jeito de voltar atrás. E esse post é uma forma de demonstrar o que eu queria ter dito e não consegui.

"Você sabe que eu te adoro muito e que tentei fazer o melhor evitando algo maior, mas eu sei que afastamento não é a melhor alternativa. Não sei se ainda dá tempo de apagar tudo o que eu disse, não sei se consigo ser melhor ou pior do que já sou, mas sei que sem você aí sim vai faltar um pedaço.

Eu te adoro".

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Tolerância

Sempre brinco que sou a ovelha negra por vir de um meio católico e evangélico, por isso me acostumei a ser considerada sem fé, incrédula e "perdida" por não ter uma religião.

Eu sempre acreditei que crer em Deus é seguir o que foi dito por ele e isso independe de religião x ou y. Acredito que cada um interpreta o que acredita de uma forma diferente. Alguns são mais xiitas, seguem piamente os ensinamentos tolhendo tudo aquilo que acreditam não fazer parte deles e outros são mais abertos, respeitando as escolhas alheias mesmo as considerando erradas.

E esse é o motivo do post, Tolerância. No meu meio vejo os dois lados da moeda. Tanto pessoas fechadas em seus conhecimentos bíblicos quanto pessoas abertas a conhecer e respeitar o mundo. Mas mesmo as pessoas abertas, tem uma intolerância principal: Homossexualidade.

"Ah, mas isso não é de Deus", "Tinha que dar uma surra pra aprender a ser homem",
"Isso é o fim dos tempos", "Isso é pecado". Parece brincadeira ou exagero, mas eu já ouvi todas as frases acima e algumas outras.

Nessas horas além de pensar "que ignorância", me pergunto onde foi parar o amai-vos uns aos outros como a ti mesmo. Me pergunto o porque dessa intolerância absurda contra pessoas que você sequer conhece, que nunca te fez mal algum, onde o único "mal" é ser diferente.

Segundo estudos da biogenética a homossexualidade é uma condição determinada pela genética e não uma escolha. Portanto é ignorância tratar como se fosse uma escolha errada ou uma doença. Ainda há uma discussão entre as origens e determinantes da condição sexual mas todas elas defendem a tese de que não é uma doença, perversão ou distúrbio mental.

Sempre me questiono se a intolerância faz parte da fé. Porque não me lembro de nenhuma parte da bíblia que nos diz pra sermos preconceituosos. Ao contrário, lembro de Jesus defendendo Maria Madalena mesmo sabendo de todos os seus erros.

Não há nenhum manual que nos indica a heterossexualidade como a melhor ou pior opção. Não importa se você ama uma mulher, um homem ou os dois; o que importa é que você seja e que faça alguém feliz. Não importa a religião, a cor ou a condição sexual, todos nós queremos e devemos respeito. Não julgar e discriminar o outro é a melhor forma de por em prática a tua fé em Deus.

Se a tua fé te diz que Deus ama a todos, por que excluir os homossexuais desse contexto?

P.S.: Fica aqui registrado o meu respeito pela comunidade homossexual. Eu acredito que são pessoas muito corajosas, pois enfrentam o preconceito diariamente. Só tendo muita coragem pra enfrentar o mundo "sozinho(a)". Registro também minha admiração pelas pessoas que não se deixam influenciar por preconceitos bobos.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Dica literária

Durante muito tempo fui frequentadora assídua da Biblioteca Francisco Meirelles, li vários dos títulos que lá se encotravam há uns 3 ou 4 anos atrás, quando fiz minha ultima visita.

Foi lá que descobri uma escritora da qual nunca tinha ouvido falar antes, mas que me impressionou desde a primeira lida. Trata-se de Isabel Allende, uma jornalista chilena que após muitos anos de experiência resolveu acatar o conselho recebido por Pablo Neruda e dedicou-se exclusivamente a literatura.

Sua estréia veio com A casa de espíritos, livro de 1982 que ganhou reconhecimento do público e da crítica, o livro foi adaptado em 1993 para o cinema com Mary Streep no elenco.

Lembro das madrugadas em claro que passava devorando os livros, só conseguia parar quando o cansaço vencia a batalha sobre mim. Lia os livros em 2,3 dias tanta era minha ansiedade em terminá-los.

Sua estréia ocorreu em 1982 com A casa dos espíritos, depois vieram: De amos e sombra e La porda de porcelana em 1984, Eva Luna (Eva Luna), El plan infinito (O plano infinito), Paula (Cartas a Paula), Afrodita (Afrodite) , Cuentos de Eva Luna (Contos de Eva Luna), Hija de la fortuna (Filha da fortuna), Retrato en sepia (Retrato em sépia), La ciudad de las bestias (A cidade das feras), El reino del dragón de oro (O reino do dragão de ouro), El bosque de los pigmeos (O Bosque dos Pigmeus), El Zorro (Zorro, começa a lenda), Inés del alma mía (Inés da minha alma), La suma de los días (A soma dos dias) e A ilha abaixo do mar, lançamento do ano passado.

Destes eu li Filha da fortuna, Retrato em sépia e a trilogia A cidade das feras, O reino do dragão de ouro e O bosque dos pigmeus. Apesar de não ter lido todos os recomendo sem medo de errar.

Boa leitura!

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Vergonha nacional




Eu adoro ler, fui incentivada desde cedo a isso. Infelizmente nos ultimos meses não tenho tido tempo, algo que me chateia um pouco pois tenho uma lista com mais ou menos 200 títulos me esperando.

Eu sou uma exceção, num país com uma herança cultural que negligencia a educação. O índice de leitura anual é um dos mais baixos, não há um incentivo maciço a leitura, as bibliotecas estão abandonadas e os “leitores” assíduos são as traças que consomem os livros.

A revista britânica “The economist” classificou a leitura no Brasil como vergonhosa, baseando-se nos indices anuais de leitura, analfabetismo funcional e o estado precário das bibliotecas.

Apenas um em três brasileiros lê livros e a média anual de leitura é de apenas 1,8 livros por pessoa (livros não acadêmicos).

Outro fator que dificulta a leitura são os altos preços dos livros num país de maioria pobre. Alguns livros chegam a custar mais de 10% do salário mínimo brasileiro.

Apesar de muitos projetos que incentivam a leitura, ainda é muito pouco pra nos tornarmos o país da leitura. Adorei a iniciativa de abrir uma biblioteca onde era o Carandiru, o projeto foi muito bem feito e tem um objetivo também muito bacana que eu espero que seja cumprido.

Não adianta só falar da precariedade e falta de incentivo, a população também não tem interesse em procurar leituras, é mais fácil ouvir Dejavu e assistir a Sônia Abrão. Se hoje vemos um povo “ignorante” imagina daqui a alguns anos, o que não será.

Adoro ler e não me conformo que existam pessoas que não consigam ver a magnitude que há nisso. É uma perda muito grande vermos clássicos sendo “lidos” pelas traças enquanto o Brasil perece na ignorância.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

A mulher e o sexo

O sexo faz parte da vida e da saúde do ser humano. Este é um aspecto que deve ser cuidado como qualquer outro item da nossa saúde. Segundo a definição gramatical, sexualidade em um de seus significados é a qualidade do que é sexual.

......A sensação de bem-estar, de torpor, que toques e carícias podem proporcionar, são fonte de energia indispensável. Entretanto, muitas mulheres mantem esse campo se sua saúde esquecido dentro de si.

Até o século XX, havia esposas e filhas - figurantes forçadas ao silêncio num roteiro protagonizado por homens. Nesse contexto, a mulher tinha papel irrelevante na sociedade e na sua própria história. Fadada a infelicidade, sem voz nem direitos, submetida a maus tratos domésticos e humilhações constantes a mulher
levou essa submissão para sua vida sexual. Criada pra usar o sexo apenas como meio reprodutivo e para saciar os desejos do marido, a mulher tornou-se uma “boneca inflável” sem direito ao prazer.

Por conta dessa cultura machista e repressiva a sexualidade da mulher sempre foi algo esquecido e pouco falado. Infelizmente, apesar das conquistas femininas, ainda há hoje muitas mulheres nessa situação.

Casamentos mantidos apenas pela aparência sem uma vida sexual ativa e saudável, mulheres que não conhecem seu próprio corpo e consequentemente não sabem onde lhes agrada, bloqueios psicológicos, que dificultam o prazer e parceiros egoístas são as coisas mais comuns que já ouvi.

Esse tabu trouxe problemas importantes: a falta de informação e informações erradas que hoje não são tão graves por causa do advento dos meios de comunicação, mas há alguns anos trouxeram problemas sociais como a gravidez na adolescência.

Outro fator é a cultura, as mulheres foram criadas não pra ser mulheres e sim pra serem mães e filhas. Qualquer coisa que ultrapasse esse “posto” sempre foi considerado sujo, pecaminoso e imoral. Por isso muitas mulheres acabam se anularam sexualmente. Para gostar de alguém primeiramente você tem que gostar de você mesma. Ter consciência do que é, do seu corpo, dos pontos fortes e dos defeitos também. E a partir disso aceitar-se como é, se amar e aprender a valorizar seu corpo. Por conta da ditadura da beleza, um dos maiores responsáveis pela não aceitação, muitas mulheres sentem vergonha de si, o que gera um bloqueio psicológico. Uma coisa muito importante é o conhecimento do corpo, saber os pontos que provocam prazer e sensações. Me refiro a masturbação, uma forma de conhecimento próprio, que sempre foi vista como uma prática imunda e imoral. Ao meu ver, isso é uma herança da cultura religiosa que infelizmente ainda se aplica nos dias atuais.

Hoje a mulher trabalha, cuida da casa, dos filhos, do marido, estuda e por que não pode ter direito ao prazer??? As mulheres passaram anos lutando pelos seus direitos e pela igualdade, entretanto o tabu da sexualidade ainda não foi quebrado entre as próprias mulheres. Modificar essa cultura só trará benefícios as mulheres e a seus parceiros.

Aprender a se conhecer e principalmente se aceitar, se desprender dos dogmas religiosos, exigir sua parcela de prazer são coisas que não são sujas nem imorais, são necessárias pra manter uma saúde sexual de qualidade.

Sexo faz bem pra pele, pro coração, gasta calorias, libera hormônios que nos deixam que bom humor, é uma conhunhão com quem se ama entre outras coisas. Portanto, não há motivo pra ser infeliz.

Liberte-se, seja feliz!

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

SÉRIE ANOS 80: CINEMA - PARTE 3

Chegamos ao fim da nossa jornada cinéfila pelos anos 80. Seguem os ultimos anos da década e suas obras extremamente expressíveis.

1987
Glenn Close e Michael Douglas filmam cenas antológicas em  Atração Fatal, de Adrian Lyne.
O diretor italiano Bernardo Bertolucci, ganha nove Oscares ao transpor para as telas a saga do imperador chinês que, ainda adolescente, tem que reaprender a viver. O Último Imperador tem no elenco predominantemente chinês o ator Peter O'Toole.
James L. Brooks retoma parceria com Jack Nicholson na comédia Nos Bastidores da Notícia, que retrata o cotidiano do meio jornalístico.
Oliver Stone decepciona com  Wall Street - Poder e Cobiça, que dá o Oscar a Michael Douglas.
Hector Babenco dirige Meryl Streep e Jack Nicholson em Ironweed.
Enquanto Stanley Kubrick entrega o clássico Nascido Para Matar, Steven Spielberg cresce como diretor de dramas, com Império do Sol.
Brian de Palma mostra sua genialidade com Os Intocáveis.
O cinema arrecada milhões com Robocop - O Policial do Futuro, As Bruxas de Eastwick e Máquina Mortífera.
O ultimo musical da década é lançado Darty Dancing – Ritmo Quente.
No Brasil estréia Vera (1987), de Sérgio Toledo

1988
O público dificilmente irá se esquecer das feições hipócritas de Glenn Close em (Ligações Perigosas), adaptação de Stephen Frears que trazia um trio invejável completado por John Malkovich e Michelle Pfeiffer.
A luta entre brancos e negros é o tema principal de Mississipi em Chamas, filme forte de Alan Parker. A dupla do FBI era interpretada por Gene Hackman e Willem Dafoe.
O autismo é discutido em Rain Man, protagonizado por Tom Cruise e Dustin Hoffman. Além de vencer o Oscar, ganha o Urso de Ouro no Festival de Berlim.
A Igreja Católica protesta contra Martin Scorsese e A Última Tentação de Cristo. Atentados terroristas ocorrem em algumas salas de cinema por causa do conteúdo lascivo do filme.
Robert Zemeckis inova ao misturar gente de verdade com animação, em Uma Cilada para Roger Rabbit, ganhador de três estatuetas técnicas.
River Phoenix prova que foi um grande ator, apesar do pouco tempo, com sua indicação como coadjuvante de O Peso de um Passado.
Mike Nichols, dirige uma penca de astros como Harrison Ford, Melanie Griffith, Sigourney Weaver e Alec Baldwin na comédia Uma Secretária de Futuro.
Jonathan Demme inova com a comédia satírica De Caso Com a Máfia.
A onda dos mangás começaria a conquistar o mundo com a animação meio cibernética meio punk “Akira” (dir. Katsuhiro Otomo, 1988)
No Brasil temos Feliz Ano Velho de Roberto Gervitz

1989
Steven Soderbergh surpreende em sua estréia e vence o Festival de Cannes com um história de traição,  Sexo, Mentiras e Videotape.
Robin Williams emociona no filme de Peter Weir, Sociedade dos Poetas Mortos. É a partir de então que o Carpe Diem se torna hino da juventude.
Oliver Stone se redime com a obra-prima Nascido em 4 de Julho, no qual Tom Cruise questiona a guerra do Vietnã.
O delicado drama Conduzindo Miss Daisy combate o preconceito e mostra como é possível a amizade entre brancos e negros. A atriz Jessica Tandy ganha o Oscar aos 80 anos.
Interpretando um deficiente mental em Meu Pé Esquerdo, Daniel Day-Lewis também ganha o prêmio.
Michelle Pfeiffer canta sobre um piano em Susie e os Baker Boys.
Spike Lee combate o racismo nos EUA em Faça a Coisa Certa.
Nas bilheterias, os sucessos do terceiro Indiana Jones ( A última cruzada); James Cameron com The Abyss, e Tim Burton com o primeiro Batman.
O diretor Brian de Palma um dos clássicos do cinema contemporâneo: “Os Intocáveis”.

Nossa viagem cinamatográfica pelos anos 80 termina aqui. Semana que vem tem mais Série Anos 80 com um novo tema. Beijinho até lá.